A pirâmide alimentar sem leite: isso pode?

Se tem um assunto que vem tomando grande parte do tempo das consultas nutricionais nessa semana (e uma boa parte da nossa escolha por temáticas para falar no blog) é a tal do novo guia alimentar americano, publicado pela Universidade de Harvard. Na verdade, as orientações continuam praticamente as mesmas que já conhecíamos, em relação a ingestão de vegetais, frutas, carboidratos, água. O que chamou mesmo a atenção, e conseguiu criar uma nova polêmica alimentar, foi a importante redução nas porções de leite dentro das recomendações diárias para indivíduos saudáveis.

health plate

O prato de harvard

Primeiro, devo dizer que colocar o leite como vilão agora é igual fazer o que já fizemos com tomates, ovos e carboidratos – vários estudos tentam provar a relação de algum destes alimentos com a incidência de alguma doença e, quando encontram, resolvem que ele é o problema de tudo. Não quero dizer que o leite não tem relação com o aumento de câncer de próstata e de ovário na população americana (acredito sim que deve ter, especialmente por causa de seu elevado teor de gorduras saturadas), mas acho que para todos os lados, em especial nas pesquisas científicas, há uma tendência a generalizar resultados.

Os estudiosos de Harvard propuseram uma nova maneira de montar o prato, que é muito dinâmica e de mais fácil entendimento para o paciente, do que a própria pirâmide alimentar. A distribuição dos grupos alimentares no prato é muito interessante, e vale ser seguida, mas não invalida a pirâmide criada em 1992, pelo departamento de agricultura americano, e que foi revisada por vários anos a frente (e adaptada a hábitos de vários países do mundo). Digo isto porque a visão da pirâmide alimentar é mais generalizada, é deixa mais claro a importância de todos os tipos de alimentos na nossa dieta – o prato, por sua vez, ajuda a montar um prato de refeição, mostrando mais o tamanho de cada porção do que, efetivamente, a importância deste alimento no seu dia-a-dia.

heallthy piramid

A pirâmide alimentar – adaptada por harvard

Mas voltamos ao leite. Foi proposto, neste novo estudo, que as fontes de proteína devem vir, preferencialmente, de carnes, leguminosas e nozes, com o auxílio de uma pequena porção leite e laticínios, somente se for do desejo do indivíduo. Eu quero explicar o porquê deste cuidado com o leite, e parar de torná-lo mais um demônio da nossa alimentação. Não sei se vocês sabem, mas os americanos tomam muito leite. Quando digo muito, é muito mesmo, quase na mesma quantidade em que tomam água. E eles são incentivados a isto desde muito novos (quem nunca viu a campanha publicitária do “Got Milk”, que mostrava atores e cantores com o bigodinho de leite, para incentivar o consumo deste alimento em todas as idades?), já que o leite sempre foi uma super estrela da alimentação americana. Quando muitos estudos científicos começaram a relacionar o alto consumo de gordura saturada (proveniente de produtos de origem animal) com problemas cardíacos e desenvolvimento de alguns tipos de cânceres, o alerta vermelho foi acionado nos EUA. Incentivou-se reduzir o consumo de frituras, de carnes vermelhas, de fast food, e agora do leite. O que eu quero que você entenda aqui leitor é que o problema não é o leite, e sim seu teor de gorduras e seu alto consumo (porque, por favor, tem muita gordura no leite que faz bem SIM). Como os americanos tomam este produto como água, é mais cauteloso orientá-los a reduzir ao máximo seu consumo (levando a uma redução na ingestão de gorduras) para reduzir os riscos de desenvolvimento de câncer.

Mas o que nós brasileiros temos a ver com isso? Bom, temos até alguma coisa a ver. Tudo que sabemos até hoje de nutrição foi amplamente estudado em países desenvolvidos, para depois estudarmos aqui, então muito do que se faz lá pode ser aplicado para cá. Devemos reduzir o consumo de gorduras animais? Sim, muito provavelmente. Devemos ter cautela na ingestão de leite? Sim, como devemos ter cautela com a ingestão de qualquer alimento. O leite causa câncer? Não. O leite é um alimento como outro qualquer, e tem sua importância, por ser rico em proteínas, gorduras e é a nossa fonte mais importante de cálcio. Tudo bem, hoje é possível conseguir cálcio nos vegetais ou nos produtos de soja, mas se você não é alérgico, e tem uma vida saudável (com prática de atividades físicas e alimentação balanceada) o leite é mais um aliado do que um vilão.

O que eu quero com este texto não é questionar a validade do estudo feito pela universidade de Harvard (e quem sou eu para fazer isto), mas simplesmente chamar novamente a atenção para o que sempre pregamos aqui no Batata Frita: o segredo da vida saudável não é a restrição, e sim a moderação. Se você, que toma seu copo de leite todos dias, ficou preocupado com esta notícia, eu te tranquilizo – se você come direitinho e se exercita direitinho, você vai ter uma vida normal. Te prometo. Agora, se você é daqueles que come mal, é sedentário e quer culpar o seu copo de leite pelos seus problemas de saúde, parabéns! Você achou mais uma desculpa para querer mudar de vida.

Leu esse texto e mesmo assim ficou com dúvida? Não tem problema! Pode perguntar pra gente!

 escritopor2marina

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17 respostas em “A pirâmide alimentar sem leite: isso pode?

  1. Olá. Achei incrível as informações bem ortodoxas desta página em relação ao leite. Os dados contidos são superficiais. O artigo, se não incita o consumo, trata o leite “mais como um aliado do que como um vilão. Gente, o leite é sim um vilão! Não lhes chama a atenção o fato de somos a única espécie que permanece tomando leite depois de adulto e um leite de outra espécie? O leite de vaca ainda é consumido em larga escala por duas razões principais: O estímulo publicitário e o prazer de muitos quanto aos seu paladar. Milhões seguem enganados por mitos que cercam esta bebida. E, desculpme, mas este artigo é um desserviço à saúde pública. Leiam o estudo mais completo que tive acesso no link: http://www.bemoreblog.com.br/2014/10/a-verdade-sobre-o-mito-do-leite-dr.html

    • Caro Carlos Timm, concordo em gênero, número e grau em tudo que dissestes! Com todo o respeito que devemos ter com a opinião da Marina Silva, mas com a ingestão desta secreção produzida por um animal ruminante com a finalidade de alimentar seu filho, mas roubada por nós, primatas humanos, estaremos violando uma premissa básica da nutrição humana que é a de ingerirmos alimentos que estejam de acordo com a nossa fisiologia digestiva, e o leite não é, definitivamente um alimento apropriado ao nosso organismo, tanto pela presença do seu açúcar, a lactose (a maior parte da população humana adulta não produz a enzima lactase) e principalmente pela excessiva presença da mega proteína chamada CASEÍNA, um agente considerado altamente alergênico pelo nosso sistema imunológico, causando séria inflamações em diversas partes do nosso organismo. Com toda certeza, o leite não humano é totalmente dispensável, tanto sob o aspecto nutricional, quanto pelos danos ao ambiente que esta atividade exploratória de animais (pecuária) produz de forma tão devastadora. Sem contar os danos aos animais envolvidos nessa insanidade que ignora totalmente os direitos animais.

      • Pois é, colega. Uma coisa que já é de se lamentar é a publicidade falaciosa a respeito do leite. Outra muito mais grave é ver que pessoas ligadas à área da saúde, que deveriam ser paladinas da melhor nutrição possivel, alinham-se com a indústria leiteira propagando aquilo que, sabemos, não procede. Mas folgo em perceber que muita gente já está se dando conta dos efeitos deletérios do leite bovino.

  2. Parece que todo mundo acha que esta intolerante ao leite, imagina isto não é surto.alguns grupos da sociedade sim, nem todos,o leite moderado é normal, o ideal é escolher uma marca de leite que lhe caia bem , as vezes os leites com acréscimo de muitas vitaminas não seja bom para alguns, por intolerancia de algum composto e não do leite em si.A alimentação do brasileiro deveria ser bem melhor, somo ricos em legumes e frutas,temos de comer de tudo um pouco,acho muito mais preocupante a questão do agrotoxico que é liberado no Brasil,e no meu caso a margarina não é a melhor escolha para meu organismo,parei de ter dores de estoamgo quando voltei a como um pouco de manteiga sem sal ao invés da margarina.
    abraços

  3. Prezada Marina Silva, gostaria que apresentasse artigos científicos atualizados, livres da influência das indústria láctea, que avalize o consumo deste alimento originalmente produzido para alimentar bovinos e não humanos. Saiba que mais de 200 mil médicos americanos propõem a exclusão do leite de origem animal do cardápio escolar
    O Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável* (PCRM) apresentou uma petição ao Departamento de Agricultura dos EUA para eliminar o leite animal do cardápio escolar, exigindo que este seja substituído por leite de soja ou de outras fontes vegetais enriquecidos com cálcio ou sucos de frutas.
    De acordo com o PCRM, existem pesquisas médicas idôneas suficientes para comprovar que o leite não melhora a saúde dos ossos e é a maior fonte de gordura saturada na dieta, gorduras estas que somos orientados a evitar.
    Um estudo publicado pela Associação Médica Americana nos Archives of Pediatric & Adolescent Medicine mostrou, em 2011, que as crianças selecionadas que consumiram as maiores quantidades de leite, sofreram mais fraturas ósseas do que aquelas que consumiram menos leite. E isto não foi uma surpresa. Estudos anteriores mostram que o consumo leite não melhora a saúde dos ossos ou reduz risco de osteoporose mas, atualmente, cria outros riscos à saúde.
    “O leite não faz com que as crianças cresçam mais rápido e mais fortes, mas pode fazer com que elas fiquem acima do peso ideal”, disse a diretora de educação nutricional do PCRM, Susan Levin. “Estamos pedindo ao Congresso e ao Departamento de Agricultura (USDA) que coloquem os interesses das crianças acima dos interesses da indústria de laticínios.”
    O cálcio é um nutriente essencial. Mas as crianças que recebem o cálcio do leite, perdem o beta-caroteno, o ferro e as fibras que estão nos vegetais. As crianças podem conseguir todo o cálcio que necessitam a partir de fontes como: feijão, tofu, brócolis, couve, pães, cereais, e bebidas sem lactose, fortificadas com cálcio, sem nenhum dos malefícios que são associados ao consumo de produtos lácteos.
    Médicos americanos propõem a exclusão do leite de origem animal do cardápio escolar.
    A petição, apresentada no dia 19 de julho 2012, pede ao Departamento de Agricultura dos EUA que emita um relatório recomendando ao Congresso uma emenda à Lei Nacional de Merendas Escolares, a exclusão do leite de vaca, como um componente necessário, do Programa Nacional de Merenda Escolar.
    Um a cada oito americanos é intolerante à lactose. Mais de 1 milhão de crianças norte-americanas são alérgicas ao leite, sendo esta a segunda alergia alimentar mais comum. O governo federal gasta mais dinheiro em produtos lácteos do que em qualquer outro alimento do programa de merenda escolar.

    • Mauro, acho válida suas pontuações científicas muito bem respaldadas sobre o assunto, mas acredito que, assim como em várias outras situações, a ciência já mostrou dois lados de uma mesma moeda. Acredito que os problemas relacionados com o aumento da intolerância à lactose da população atual esteja mais relacionada com o fato de que consumimos mais alimentos processados do que naturais atualmente, assunto que já discutimos aqui no blog. Acredito também que as concentrações de cálcio encontradas no leite não sejam capazes de prejudicar a ingestão de outros nutrientes como o ferro, que você citou acima, senão adultos criados com a ingestão regular de leite como nós, nossos pais ou nossos avós, estariam agora sofrendo as consequências desses problemas.

      Enfim, acredito que para toda regra tem sua exceção, e que o consumo de leite deve ser avaliada em conjunto com os sintomas clínicos do paciente, não somente baseado em estudos científicos.

      Peço desculpas em não citar os vários estudos que também defendem o consumo do leite porque, nesse momento em que te respondo, estou no trabalho e não tenho acesso a bases científicas de artigos, mas acredito que você consiga encontrar elas no mesmo lugar onde pesquisou os estudos citados acima.

      Da mesma maneira que respeito sua opinião em remover o leite da sua dieta, eu espero que você respeite a minha em não condená-lo. Não se esqueça que outros alimentos já foram condenados por muito menos, e hoje estão sendo apresentados como grandes soluções nutricionais por aí (lembra do ovo?).

      Um abraço e obrigada pelo comentário!

  4. Pingback: 5 falsos vilões da nossa alimentação |

  5. Na boa, leite de vaca não é e nunca foi um alimento natural para humanos. Dá para prescindir dele e utilizar outros alimentos sem prejuízo nenhum. Seus ossos agradecem!

    • Seus ossos também não vão achar nem um pouco ruim o consumo de leite Waleska (que é mais rico em Cálcio e Vit D do que qualquer outro vegetal – sem contar a qualidade das gorduras, mas ai é outro assunto). Mas dá sim pra viver sem ele se você quiser, eu só não acho necessário.

  6. Pingback: Dos blogs (e sites) que amo! | Não Conto Calorias

  7. Ainda digo mais: incentivar o consumo de proteínas de outras fontes que não sejam o leite. Tá. Mas e se houver ume excesso de consumo proteico, que causa uma perda de Cálcio urinário. E a população para de tomar leite. Como fica o cálcio?

    Parabéns por mais um post amiga, você sempre você arrasa!

      • Minha querida Marina Silva, não se trata de generalizar, nem de arrasar, trata-se de estar melhor informado. Peço a licença de anexar o texto do artigo da sua colega Dra. Denise Madi Carreiro, nutricionista CRN3- 2729, formada em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo -USP em 1982. Pós-Graduada em Nutrição Clínica Funcional, docente do Curso de Pós-Graduação em Nutrição Clínica Funcional do Centro Valéria Paschoal, que apresenta muito bem um release de vários estudos, com sua fontes disponíveis, para elucidar de forma mais científica essa questão e apresentar argumentos definitivamente embasados na nova literatura científica, e não na velha formatação publicitária da indústria láctea.
        http://www.denisecarreiro.com.br/artigos_artigoleite.html
        “LEITE E DERIVADOS & ALERGIAS E HIPERSENSIBILIDADES

        Inúmeros estudos demonstram a relação de leite e derivados com processos alérgicos por diversos mecanismos imunológicos, ou seja alergias mediadas por IgE, clássica e normalmente com reações imediatas, porém essas são 1 a 2% das alergias alimentares, sendo a maior porcentagem em crianças até 3 anos.
        A maior porcentagem das alergias alimentares são tardias e mediadas por IgG, principalmente, podendo desencadear sintomas de 2 horas a 3 dias após o contato com os alérgenos, sendo portanto de dificil diagnóstico. Entre os alimentos mais alergênicos, o leite de vaca é o mais freqüente. Essa relação até já é feita pela maior parte dos profissionais da área da saúde atentos às causas das doenças, porém costuma-se ligar mais a intolerância à lactose. Sem dúvida esta intolerância é comum e pode desencadear transtornos funcionais gastrintestinais locais e por conseqüência também sistêmicos. Porém, não é a maior causa de doenças sistêmicas desencadeadas pelo leite de vaca. A maior relação dos derivados de leite com as alergias tardias se deve ao fato do organismo não digerir a beta-lactoglobulina. A caseína (80%), alfa-lactoalbumina e lactoglobulina são de dificuldade digestiva, principalmente a caseína.
        As proteínas alergênicas dos lácteos provocam uma inflamação na mucosa intestinal causando alteração na permeabilidade da mesma, facilitando a passagem de macromoléculas e metais tóxicos, além de favorecer a má absorção de nutrientes, gerando uma síndrome de má absorção. Como a mucosa intestinal é produtora de substâncias como serotonina, hormônios, enzimas digestivas, sua alteração prejudicará as funções executadas por essas substâncias que seriam produzidas e liberadas para a circulação para uma ação no organismo.
        Além disso, as macromoléculas que conseguiram atravessar esta mucosa intestinal alterada, podem provocar uma reação do organismo no sentido de combatê-las pois são entendidas como antígenos (substâncias estranhas ao organismo), necessitando ser eliminadas. Para isso, além da ação dos fagócitos, poderá existir a formação de anticorpos e estímulo do sistema do complemento, havendo liberação de histaminas e de outros autacóides (substâncias quimicamente ativas), agregação plaquetária, além da produção de outras substâncias pró-inflamatórias como leucotrienos, citocinas etc. Todas estas reações em conjunto, podem desencadear sintomas em diversos órgãos alvo (órgão de choque), podendo se manifestar por alterações físicas, mentais e/ou emocionais.
        Diversos estudos comprovaram a relação de alergia tardia, principalmente à leite de vaca com otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, aumento da resistência à insulina, aumento na formação de muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, obstipação intestinal, enurese, enxaqueca, fadigas inexplicáveis, artrite reumatóide, falta de concentração, hiperatividade (ADHD)4, dislexia, ansiedade e até mesmo depressão.
        No processo alérgico tardio, a histamina é liberada em pequena quantidade, não desencadeando sintomas alérgicos imediatos, porém, em quantidade pequena tem ação de relaxante cerebral, dando sensação de conforto e relaxamento, ligando o alérgeno ingerido primeiramente ao prazer, muitas vezes gerando vício, e não aos problemas que ele trará depois de um tempo variável. Os sintomas tardios são relacionados com a necessidade de maior formação de imunocomplexos (em pequena quantidade nem sempre provoca sintomas alterados), e uma queda da serotonina, levando à sensação de ansiedade, vontade de comer carboidrato, falta de saciedade, etc. Outro fator que pode gerar vício ao alimento sensibilizante é a fermentação que a microbiota poderá fazer da caseína, da beta-lactoglobulina (e também do glúten), produzindo substâncias que ocupam o lugar de aminas biológicas como serotonina, modificando o comportamento, podendo levar a sintomas como hiperatividade, excitação, e depois de um tempo variável à ansiedade e até mesmo depressão, porém, mais uma vez levando ao vício pelo fato de num primeiro momento gerar prazer. Estas substâncias são chamadas de exorfinas, já que tem origem externa ao organismo.

        É importante entender que o processo alérgico tardio não se manifesta pela presença da substância alergênica e sim pelo consumo regular da mesma, normalmente em detrimento de uma nutrição adequada, gerando processos somatórios que favorecem o desencadeamento dos sintomas alergicos.”

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