Pode ? :Uma viagem, maçãs cruas e diarreia

Em uma viagem recente, poucas horas antes de pegar o avião de retorno para casa, minha acompanhante desenvolveu um quadro de diarreia aguda, acompanhada por vômitos e intenso mal estar. Precisávamos de uma solução urgente e eficaz para que a viagem não se tornasse insuportável. Foi então que me lembrei de ter visto, no restaurante do hotel, várias bandejas com grandes quantidades de maçãs verdes. Imediatamente me lembrei de uma antiga prática – A Cura de Maçãs Cruas – que aprendi em um livro antigo do Dr. A. da Silva Mello, médico e escritor mineiro – que relatava o tratamento em seu notável livro Alimentação – Instinto – Cultura (1956):

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“…a cura de maçãs cruas,…no tratamento das diarreias e cujos efeitos curativos, já por demais conhecidos, são por vezes verdadeiramente espantosos. Diarreias rebeldes, prolongando-se por dias, semanas, meses e até anos, depois de terem resistido aos mais intensos tratamentos e às mais rigorosas dietas, podem cessar rapidamente, em geral dentro de 24-48 horas, pelo emprego desta cura, que consiste simplesmente de maçãs raladas, comidas em abundância, durante dois a três dias seguidos, proibindo-se durante este tempo qualquer outro tipo de alimento. De regra o efeito é imediato, pois que, já nas primeiras 24 horas, a evacuação torna-se quase normal, perdendo o cheiro fecaloide…

…O tratamento com maçãs cruas é uma prática antiga, relatada desde Hipócrates. Há relatos antigos como o de Johann Diez, nascido em 1565, que declara haver salvo a própria vida comendo maçãs cruas, enquanto muitos de seus companheiros morreram da diarreia que os atacara a bordo, durante uma longa viagem de navio… Há ainda o relato de curas com outras frutas como bananas, ameixas cruas, caldo de mirtilo ou de groselha”

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Evidencias sugerem que uma dieta rica em frutas e vegetais pode diminuir o risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e câncer, devido provavelmente à presença de fitoquímicos,  incluindo fenois, flavonoides e carotenoides, além de abundante quantidade de fibras alimentares.

As maçãs são uma rica fonte de fitoquímicos e estudos epidemiológicos tem ligado o seu consumo à redução de alguns tipos de cânceres, doenças cardiovasculares, asma e diabetes. Em estudos in vitro, as maçãs têm mostrado  ter uma forte atividade  oxidante, serem capazes de inibir a proliferação de células cancerosas, diminuir o oxidação lipídica e diminuir as taxas de colesterol. Maçãs contem uma grande quantidade de fitoquímicos, incluindo quercetina, catequina, floridzina e ácido clorogênico, todos eles fortes antioxidantes.

A composição fitoquímica das maçãs varia muito entre as diferentes variedades e há também pequenas variações nos fitoquímicos durante a maturação e o apodrecimento das fruta.A estocagem tem pouco ou nenhum efeito no conteúdo de fitoquímicos das maçãs, mas o seu processamento, como em sucos, altera largamente o conteúdo e a composição dos fitoquímicos.

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A propósito: em 24 horas minha acompanhante estava assintomática e a viagem de 17 horas ocorreu sem nenhum imprevisto. Coincidência? Ou uma preciosa contribuição da medicina tradicional ?

Leitura recomendada:

  1. Apple phytochemicals and their health benefits.Jeanelle Boyer and Rui Hai Liu.
  2. Wolfe K, Wu X, Liu RH: Antioxidant activity of apple peels. J Agric Food Chem. 2003, 51: 609-614. 10.1021/jf020782a.View Article
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Polêmica: Devem os restaurantes serem proibidos de colocarem os saleiros nas mesas?

A votação de uma lei, proposta à Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, tem causado polêmica. Teria a Prefeitura o direito de proibir os restaurantes de colocarem os saleiros em suas mesas? Precisamos antes de mais nada fazer algumas considerações:

A ingestão excessiva de sódio está associada com aumento da pressão arterial (PA) e efeitos adversos no sistema cardiovascular. Além disto, o consumo excessivo de sódio tem também sido associado, diretamente, com aumento da prevalência de doenças coronarianas, acidentes vasculares cerebrais e outras doenças não cardiológicas e com aumento da mortalidade (Veja quadro abaixo).

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Mortes relacionadas ao excesso de consumo de sal por Milhão de habitantes

(The New England Journal of Medicine)

O consumo de sódio varia largamente ao redor do mundo e também no Brasil, em diferentes regiões e populações.  No Brasil, segundo diferentes estimativas, este consumo varia de 3,0 até 6,1 g/dia (175 a 357 mmol de sódio por dia), dependendo da população estudada, sendo maior no Centro-Oeste e no Sul e menor no Sudeste. O consumo de sódio pela população brasileira excede em duas vezes os limites recomendados (2,0 g/dia de cloreto de sódio ou 85 mmol de sódio por dia). As principal fontes de consumo são o sal de adição (e os condimentos a base de sal) e os  alimentos processados, cujo consumo usualmente aumenta com a renda da população.

Apenas como curiosidade, a ingestão de sódio pelos índios Yanomami, uma das menores do mundo, é de 0,8 mmol/dia (46,8 mg/dia de cloreto de sódio) em homens e 1 mmol/dia (58,5 mg/dia de cloreto de sódio) em mulheres e o consumo dos índios do Xingu, também um dos menores do mundo, está em torno de 855 mg de cloreto de sódio por dia (50 mmol de sódio/dia).

De um modo geral a população desconhece os riscos do consumo excessivo de sal e geralmente não se dá conta de que uma grande parte deste consumo esteja escondida nas comidas industrialmente processadas. Intervenções feitas através de campanhas de saúde pública no Japão, Bélgica, Finlândia, Grã Bretanha,  e pela diminuição da adição de sal em alguns alimentos como o pão, surtiram bom  efeito, havendo diminuição do consumo médio de sal nestas populações. Existe uma preocupação extra com o consumo de sal por crianças e adolescentes.

Segundo dados da Europa e EUA, 75% do consumo de sódio vem de comidas processadas ou preparadas em restaurantes, 10-12% ocorre naturalmente nos alimentos e uma proporção similar vem do uso doméstico do sal em casa ou nas mesas de restaurantes. Já no Japão e na China a maior parte do consumo vem do  sal adicionado durante o preparo de alimentos e molhos  como o Shoyu.

Assim, acredito que o consumo de sal, em boa parte do Brasil siga o padrão europeu e americano, com o sal de adição não sendo a principal fonte, mas sendo significativo.

A simples exclusão dos saleiros das mesas dos restaurantes estaria longe de resolver o problema, mas poderia representar um primeiro e emblemático  passo para um programa que realmente estimulasse a diminuição do consumo de sal. Para isto seriam necessárias campanhas para instruir a população para os riscos do consumo excessivo, em que se mostrasse as fontes deste consumo, com ênfase no risco do consumo de alimentos processados e um estímulo para que restaurantes, indústrias e padarias usassem menos sal no preparo de seus alimentos.

 

LEITURA ADICIONAL:

  1.  Claro RM. Estimativa do consumo de sódio da população brasileira . Acessado em http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/10ee87804d1cffa7a290f64031a95fac/01-+Padr%C3%A3o+de+consumo+de+s%C3%B3dio+na+popula%C3%A7%C3%A3o+brasileira.pdf?MOD=AJPERES. Dia 25/11/2015
  2.  Brown IJ, Tzoulaki I, Candeias V e Elliott P. Salt intake around the world: implications for public health. Intern J Epidem 2009:791-813
  3.   WHO/FAO. Diet,nutrition and the prevention of chronic diseases. Report of a joint WHO/FAO expert consultation. Technical Report series 916; 2003 Geneva
  4. Mozaffarian D, Fahim S, Singh GM et al. Global Sodium Consumption and Death from Cardiovascular Causes. N Engl J Med 2014; 371:624-634

Malhar em jejum pode?

tired_runner11Na busca pela perda de gordura, treinar em jejum virou moda. O AEJ (aeróbico em jejum), implica em acordar e ir para o treino aeróbico sem comer absolutamente nada. De fato, ocorre sim uma perda de gordura, mas atenção! Não é somente a gordura que é usada como substrato de energia, o músculo também é! Isso porque para queimar gordura o nosso corpo precisa de carboidrato e em jejum você não tem este carboidrato. Eu não recomendaria um aeróbico em jejum pelo simples fato de queimar gordura pois acabamos perdendo também massa muscular, o que não é interessante e muito menos é o objetivo.

Vamos entender como tudo funciona.

A glicose é a principal fonte de energia que nosso corpo utiliza durante a atividade física e é também a única fonte de energia utilizada pelo nosso sistema nervoso. Quando fazemos a atividade física em jejum, a gordura e os músculos se tornam a principal fonte de energia utilizada pelo organismo.

Treinar em jejum pode sim aumentar a queima de gordura, mas atenção, isso só funciona a curto prazo e geralmente em indivíduos atletas. O AEJ não pode extrapolar 30 minutos, caso contrário além de perda muscular, outras consequências como náuseas, desmaios e hipoglicemias podem acontecer.

Na minha opinião trocar um treino bem nutrido por um treino em jejum não é a melhor forma de conquistar o percentual de gordura desejado. Isto porque o treino em jejum deve ser moderado e controlado, já o treino bem alimentado pode ser de alta intensidade e de melhor qualidade. Além disso, para quem se alimenta, a perda de gordura ocorre durante todo o dia, pois o corpo se adapta. No AEJ não ocorre essa adaptação, pelo contrário, o que ocorre é uma descompensação e uma maior tendência em se alimentar de forma irregular no resto do dia. – aí o porquê muitas pessoas não conseguem resultados satisfatórios com a prática do AEJ.

Enfim, esta técnica só é verdadeiramente eficaz para pessoas que estão em um nível de treinamento muito elevado, que já possuem um percentual de gordura baixo (homens menos que 10% e mulheres menos que 14%) e que estão sempre acompanhadas por profissionais que podem orientá-las para não acarretar danos à saúde.

Uma dica para quem quer ter os resultados do AEJ, sem ter que abrir mão de um bom café da manhã, é começar pela musculação e só depois partir para os aeróbicos. Assim, quando você for fazer o aeróbico, vai usar mais a gordura, imitando a situação de jejum.

Como sempre digo, não existe uma fórmula mágica, o que existe são mudanças de hábitos! Procure um nutricionista e um educador físico, o que é bom para você pode não ser bom para aquele que está do lado.

escritopor2gabriela

Posso comer isto?

sonhar-com-comidaSim, desde que seja com moderação. Parece que as pessoas simplesmente esqueceram que essa palavra existe. A maioria dos pacientes que atendo no consultório me procuram frustrados com dietas malucas totalmente baseadas em radicalismos orientados por pessoas que não possuem conhecimento suficiente para tal. A onda de blogueiras que dão dicas de como manter um corpo sarado estão deixando as pessoas cada vez mais confusas a ponto delas esquecerem a real finalidade dos alimentos.

A nutrição não envolve somente o fator físico. Claro que temos que estar de bem com o nosso corpo, mas como podemos estar de bem com ele se esquecemos como devemos nos comportar perante ao ingrediente fundamental dele? O alimento não é só algo que comemos para ter um físico deslumbrante. Antes disso ele deve ser escolhido, preparado e saboreado para que assim possa exercer sua principal função, que é nutrir o organismo fisicamente e mentalmente.

A mudança comportamental para promover os hábitos saudáveis deve ser prazerosa, mas isso hoje em dia exige do indivíduo um treino mental, porque a maioria não come somente para “matar a fome”, mas por outras inúmeras razões que buscam o prazer. A busca pelo alimento se tornou uma forma de compensar insatisfações e frustações levando a uma ingestão de alimentos descontrolada.

Aquele que consome alimentos de forma excessiva por fatores psicológicos geralmente sofre com o sobrepeso e a obesidade. Para esse indivíduo, a perda de peso envolve um trabalho de reorganização comportamental e mental, que vai muito além da sua própria força de vontade. Assim, aquele que não consegue emagrecer seguindo dicas, truques e dietas da moda, fica mais frustrado ainda resultando em mais ganho de peso, isolamento e sedentarismo – vira uma bola de neve.

Quando a mídia divulga algo bom sobre um alimento, todos saem feito desvairados para adquiri-lo (vamos lembrar de alguns aqui: goji berry, mirtilo, linhaça, tapioca, chá verde) e o mesmo acontece com o oposto. Se é publicado algum efeito negativo de um certo alimento, ele é imediatamente condenado (alguns exemplos: ovo, carne vermelha, feijão, pão). O que acontece é que o equilíbrio da alimentação foi esquecido.

Devemos comer de forma saudável sim, mas sem radicalismos. Comer um brigadeiro vez ou outra não pode? Claro que pode! Comer tapioca todo santo dia? Não, ninguém aguenta! Comer sempre o mesmo alimento com a promessa de ter um corpo escultural resulta na aversão ao alimento. Que atire a primeira pedra aquele que passou três meses comendo batata doce com frango almoço e janta e não enjoou. Tenho pacientes que não conseguem nem ouvir falar nos nomes “tapioca” e “batata doce”. Não existe um alimento ruim e um alimento bom, o que existe é o equilíbrio e a moderação.

Muitas vezes as pessoas passam por dietas radicais que proíbem inúmeros alimentos emagrecem, lógico, mas não mantém o peso. O resultado? A briga com a balança se torna permanente. O peso nunca é satisfatório e o corpo nunca é o idealizado.

Então antes de ir atrás de dietas malucas e excluir tal e tal alimento, procure um nutricionista para orientar a sua mudança não só física, mas também comportamental. A dieta não depende somente do indivíduo, mas também do ambiente que o indivíduo está.

escritopor2gabriela

Meu filho tem 6 meses, e agora?

0x0anoqvJá sabemos que o leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o recém nascido nos primeiros meses de vida. Ele, isoladamente, é capaz de nutrir adequadamente um bebê até os 6 meses de vida, mas e depois? Muitas mães, avós, tias e bisas ficam confusas e não sabem ao certo como deve ser essa introdução dos alimentos após os 6 meses de vida.

O tipo de alimento que será introduzido é fundamental para que essa criança não se torne um adulto com sobrepeso, desnutrição e outras doenças como anemia.

Nos últimos anos, têm ocorrido avanços importantes na promoção da amamentação, mas, infelizmente, a promoção da alimentação complementar tem tido menos progressos. Novos conhecimentos sobre alimentação infantil adquiridos nos últimos 20 anos tornaram ultrapassados muitos conceitos e recomendações que fizeram parte da prática pediátrica por muito tempo. Porém, grande parte da população, incluindo profissionais de saúde, desconhecem os avanças científicos nessa área.

O Alimento complementar é qualquer alimento dado durante o período de alimentação complementar e que não seja leite materno. Eles podem tanto ser um alimento preparado especialmente para a criança, como podem ser os alimentos já consumidos normalmente pela família, porém, modificados.

downloadCrianças amamentadas exclusivamente até os 6 meses adoecem menos de diarreia e não apresentam déficits de crescimento. Somente a partir do 6° mês que as necessidades nutricionais do lactente não podem ser supridas pelo leite materno (tirando alguns casos especiais, claro). Também é a partir dessa idade que a maioria das crianças atinge um estágio de desenvolvimento  geral e neurológico (mastigação, deglutição, digestão e excreção) que a habilita a receber outros alimentos que não o leite materno.

O aleitamento materno exclusivo reduz o efeito de asma, e esse efeito protetor parece persistir pelo menos durante os primeiros dez anos de vida. Já foi descrito que a exposição precoce ao leite de vaca (antes dos 4 meses) pode ser um importante determinante na diabetes melitus tipo 1 e pode aumentar seu risco de aparecimento em 50%. Estima-se que 30% dos casos de diabetes melitus tipo 1 poderiam ser evitados se 90% das crianças até 3 meses não recebessem leite de vaca.

Em alguns países já é recomendado que a introdução do leite de vaca não ocorra até os 12 meses de idade, isto porque ele é responsável por 20% das alergias alimentares. Mas o leite de vaca não está sozinho, outros alimentos também devem ser evitados como ovo, amendoim, nozes e peixes. Já no caso do mel, a recomendação de evitar o seu uso em menores de 12 meses visa à prevenção de botulismo.

Uma alimentação complementar adequada deve conter alimentos ricos em energia, e micronutrientes (ferro, zinco, cálcio, vitamina A, vitamina C e folatos), sem muito sal ou condimentos, de fácil consumo e boa aceitação pela criança.

O atual requerimento total de energia estimado para crianças amamentadas saudáveis é de aproximadamente 615 kcal/dia dos 6 aos 8 meses de idade, 686 kcal/dia dos9 aos 11 meses e 894 kcal/dia dos 12 aos 23 meses de alimentos saudáveis –  melhor a fazer é procurar uma nutri para equilibrar as refeições do seu pequeno.

A papinha deve ter um tipo de carboidrato (batata, macarrão, arroz), um tipo de proteína (carne ou frango), dois tipos de legumes (sempre variados) e um tipo de gordura (pode ser azeite, bem pouquinho). Receitas e dicas 

Do oitavo mês em diante, os alimentos devem ser variados e balanceados. Contendo cereais, tubérculos, alimentos de origem animal, de origem vegetal e gordura. Somente uma dieta variada assegura o suprimento de micronutrientes e favorece a formação de bons hábitos alimentares. As crianças (e depois, como adultos) tendem a preferir os alimentos da maneira como eles foram apresentados inicialmente. Por isso, é recomendável que se ofereça inicialmente à criança alimentos com baixos teores de açúcar e de sal.

É desaconselhável oferecer leite de vaca não modificado, principalmente quando cru e puro, a menores de 1 ano porque o seu uso está associado a perda sanguínea fecal e deficiência de ferro. Bebidas como refrigerantes, sucos industrializados, café e chá também devem ser evitados.

CA-bebe-filho-nao-quer-comer-D-732x412É muito comum a criança rejeitar os novos alimentos, mas isso não deve ser encarado como uma aversão. Para que uma criança comece a aceitar bem um alimento, ela deve ser exposta a ele entre 6 e 10 vezes (sendo preparados sob forma de purê). A medida que a aceitação da criança aumentar, e a partir do oitavo mês, a consistência dos alimentos deve ser aumentada e alimentos consumidos pela família (desde que picados em pedaços pequenos) já podem ser introduzidos. Aos 10 meses, a criança já deve estar recebendo alimentos granulosos, e aos 12 meses, a maioria das crianças pode receber o mesmo tipo de alimento consumido pela família, desde que com densidade energética e consistência adequadas. A partir de então, deve-se deve-se evitar alimentos de formato aguçado, semi-sólidos e/ou consistência dura (ex: cenouras cruas, nozes, uvas), pelo risco de engasgar a criança.

Enfim, a alimentação complementar no segundo semestre de vida é essencial, mas mais essencial ainda é saber discernir qual o tipo de alimento certo para o seu filhote. Procure profissionais gabaritados para tal. 😉

escritopor2gabriela

Links:

http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5/v80n5a13.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572007000100008&script=sci_arttext

http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5s0/v80n5s0a04.pdf

http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5/v80n5a06.pdf

http://www.paho.org/bra/

Comida ruim pode?

downloadHoje vou falar um pouco a respeito de um vídeo que assisti em um blog de nutrição chamado mamão sem açúcar . O blog relata alguns aspectos da alimentação através dos olhos de duas estudantes de nutrição, a Aline e a Carol.

O vídeo em questão se chama “COMIDA RUIM LONGE DE MIM”. Ele foi criado devido a um trabalho feito pelas estudantes que buscavam chamar a atenção para a alimentação das crianças, tornando-a mais saudável. Alguns aspectos bem interessantes no vídeo:

  • A criatividade das estudantes para chamar a atenção das crianças: até mesmo os crachás usados visavam a alimentação saudável;
  • A conscientização dos pais: a importância do exemplo;
  • A apresentação dos alimentos às crianças foi divida e feita de maneira divertida, tornando o conhecimento prazeroso. No primeiro dia foi falado a respeito dos legumes, no segundo das frutas, no terceiro as meninas fizeram um teatro com dois personagens e no quarto elas montaram um jogo para fixar o conhecimento adquirido pelas crianças;

O resultado? Pais mais conscientes e crianças mais saudáveis! Quem tiver interesse em assistir o vídeo:

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