Batata Indica: Tommy’s Burger

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A partir de hoje o Batata passa a publicar suas indicações de bons locais para comer, beber e divertir, não só em BH, mas em todo o Brasil. Aqui para ganhar uma estrela (locais estrelados) a avaliação tem que ter sido maior que 8 em 10 pts. Começamos com o Tommy’s Burger.IMG_2360

Lanchonete decorada com cores vivas e temas da Coca-Cola, tem hambúrgueres de carnes nobres com guarnições. Agora abre também para o almoço. Seu dono, um belga caprichoso, preparou um cardápio especial, que combina bifes de hamburger de primeira qualidade e 200g de carne, com uma incrível combinação de molhos compostos de alho, maionese de alho, bacon, geleia de goiaba, cebola rocha, queijos especiais, entre outros. A cerveja está sempre gelada e o atendimento é bom e personalizado. 
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Endereço: Av. Olegário Maciel, 1801 – Lourdes, Belo Horizonte – MG, 30180-915
Pedido: ifood.com.br
Telefone: (31) 2535-0505

Nossos Posts Mais Acessados: Batatômetro : Spoleto

Spoleto

 Publicado originalmente por Marina Silva em 19/11/2011

Revisto e atualizado em outubro 2018

 

O Batatômetro voltou! Sei que estou super em falta, mas esse vai compensar – espero. Tive a idéia de fazer sobre o restaurante Spoleto
 
O Spoleto é um restaurante carioca fundado em 1999 com uma proposta “Restaurante de culinária italiana, rápido e saudável, como você quer”. Hoje o Spoleto340 restaurantes em 5 países e serve anualmente mais de 8 milhões de pessoas. 
 
O Spoleto funciona como um fast-food mas é também um ‘demo cook’ (que consiste na preparação de pratos no ambiente em que os clientes fazem a refeição). Você escolhe as massas, os ingredientes enquanto o cozinheiro prepara. 
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Há várias modalidades: as massas mais tradicionais (farfalle, fettuccine, fusilli integrale, penne, spaghetti); massas mais ‘incrementadas’ (cappellette – recheados -, gnocchi, raviolis); lasagnas; risotos; polpetone, saladas; pães; etc. 
 
Para o post ficar mais simples – e até porque nunca provei todos os tipos – vou falar sobre as massas mais tradicionais.
 
Para fazer o batatômetro irei avaliar a qualidade dos ingredientes e valor nutricional. Na verdade vai ser uma análise mais geral, para sabermos quais ingredientes são mais calóricos e prejudiciais que os outros.
 
Cada prato de massa (Penne, Spaguetti, Fusilli, Fettuccine e Farfalle) tem 200 gramas e são acompanhados por 8 ingredientes e 2 conchas de molho. Você escolhe os ingredientes e o molho. O Spoleto hoje oferecesse carnes, saladas e sobremesas (veja cardápio  abaixo), mas vamos nos limitar aos pratos com massa, sua especialidade
Os ingredientes são:
(imagem retirada do site: http://www.spoleto.com.br/index.php/monteseuprato?home )
Clique na imagem para visualizar melhor
 
E os molhos são : Tomate, Bolognesa, Funghi, Branco e Quatro Queijos.
 
Primeiramente escolhemos a massa – que não tem diferenças entre elas (com exceção da integrale, que tem mais fibras!) e depois os ingredientes.
Os ingredientes a seguir tem sinal verde, amarelo ou vermelho.
Sinal verde: podem ser usados sem moderação. Eles tem baixo valor calórico, baixo teor de gordura trans e baixo teor de sal

 

Sinal amarelo: Use com média moderação. Eles tem propriedades importantes mas podem também ser ricos em sal ou gordura.

 

Sinal Vermelho: Procurem evitar! No caso esses ingredientes são a linguiça calabresa e o bacon – riquíssimos em gordura animal! Mas logicamente apenas 1 porção não é prejucidial!
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(imagem retirada do site: http://www.spoleto.com.br/index.php/monteseuprato?home )
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Vou classificar os molhos como ‘escolha preferencial’ pensando em valor calórico, nível de gordura total, nível de gordura saturada, nível de sódio. A classificação vai do melhor para o ‘pior’ – dentro dos padrões citados acima.
Primeiro lugar: Molho de tomate
Segundo lugar e terceiro lugares: Molho a bolognesa e Molho Branco
Quarto lugar: Molho Funghi
Quinto lugar: Molho Quatro Queijos.
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Conclusão:
O Spoleto pode sim ser frequentado por pessoas que estão fazendo uma reeducação alimentar desde que a qualidade nutricional dos ingredientes seja respeitada. Você pode escolher também um prato Bambini que leva apenas 100 gramas de massa + 4 ingredientes + 1 concha de molho – ou seja, a metade de um prato tradicional.
É importante lembrar também que o Spoleto serve um produto INDUSTRIALIZADO, por isso não deve ser consumido com frequência.
Pensando nas alternativas ‘saudáveis’ que o restaurante tem a oferecer, e levando em consideração outros fast-foods, se você tiver que almoçar numa praça de alimentação, essa é uma alternativa boa.
Minha nota pro Spoleto dessa vez não existirá pois tudo depende da sua escolha!
Espero que tenham gostado!

 

Até a próxima!

 

Marina

Nossos posts mais acessados: Posso substituir minhas refeições por suplementos?

 

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Publicado originalmente por Gabriela Prando em 02/02/2015

Frequentemente atendo pacientes interessados em facilitar a vida e substituir as refeições por suplementos alimentares. Quando digo refeições, estou me referindo também ao almoço e o jantar. As justificativas para tal substituição são inúmeras, alguns me falam sobre facilidade, outros…  comodidade, aí vem a praticidade e por aí caminha a conversa…

Eu não tenho absolutamente nada contra a suplementação, pelo contrário, em muitos casos sou totalmente a favor, desde que não seja a substituição completa do alimento, principalmente no almoço e no jantar. Quando elaaboro uma dieta e conduzo uma consulta,  não sou o tipo de profissional que inclui as castanhas e os vegetais e os grãos na alimentação,  sou aquela nutricioista que inclui o resto dos alimentos nessa dieta.

Eu não sei se muitos sabem o que é uma dieta ou um plano alimentar, mas ela vai muito além apenas de sua composição em carboidratos, gorduras e proteínas. As propriedades nutricionais dos alimentos estão longe de serem apenas as dos macronutrientes. Nos últimos 50 anos a nutrição evoluiu como nunca e a falta dos micronutrientes na dieta está, cada vez mais, sendo relacionada à morbidade e mortalidade.

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Mas que isso tem a ver com suplementação?

Ora, se você quer se alimentar somente de suplementos (aqueles comuns, maltodextrina, Whey-protein, albumina), onde pensa que vai encontrar os micronutrientes, e em especial os fitonutrientes dos alimentos? Eu não estou me referindo a carboidratos, proteínas e gorduras, equilibrar isto é fácil. Eu estou me referindo à outra parte nutricional dos alimentos, como o alfacaroteno, as antocianinas, as betalaínas, os flavonoides, os fitoesteróis, os sulfetos alílicos… – encontrados somente em alimentos naturais.

Perder peso é fácil, qualquer revista  ensina (e olha que nem precisa ser de alimentação), porém as dietas costumam não ser equilibradas, personalizadas e muito menos funcionais. Aquele personal trainer , aquela blogueira e aquele amigo de academia deviam ser condenados por “instruírem” pessoas leigas baseados apenas em quantidades de gorduras saturadas ou quantidade elevadas de proteína.

Aquele biscoito ou aquele frango que você come não contém nenhuma carga importante de antioxidantes ou de fitonutrientes e estes sim são os verdadeiros “remédios” na luta contra doenças virais, envelhecimento e o tão temido câncer. A dieta pobre em fitonutrientes (que não estão presentes nos suplementos comuns) é provavelmente responsável por sistemas imunológicos debilitados e o aumento da incidência de câncer nas populações – principalmente da norte americana, que além de suplementos, vive a base de “fast foods” e de produtos processados.Resultado de imagem para alimentos processados

 

Os alimentos processados ganharam a indústria e aos poucos foram sendo fortificados com vitaminas para suprirem doenças como anemias, bócio e escorbuto. O resultado? Hoje quase todo o mundo se alimenta de produtos processados, deixando de lado alimentos naturais e mais nutritivos como vegetais, frutas e castanhas. A consequência? Sistema imunes debilitados, envelhecimento precoce, aumento da incidência de doenças transmissíveis e não transmissíveis.

A simplificação exagerada da alimentação humana levou à cultura da ingestão de suplementos que, podem sim, levar a uma ingestão adequada de macronutrientes, mas deixa muito a desejar na diversidade de micronutrientes, sem falar no prazer de comer. Por exemplo, uma dieta com 20% de gordura pode ter uma oferta de micronutrientes adequada ou não, o mesmo para uma com 40% de gordura. Então não é a proporção entre gorduras e carboidratos que importa para a saúde, o que importa mesmo é a absorção dos micronutrientes que muitas vezes precisam (pasmem!!) da gordura para serem absorvidos.

Não é uma dieta pobre em gordura e rica em proteínas que vai te fazer mais saudável (uma pausa para o frango com batata doce) muito menos  o abuso na ingestão de suplementos que bate recordes de venda a cada ano.

Os suplementos são apenas complementos alimentares e não servem para substituir refeições. E a revista de moda não tem a dieta ideal para você, em caso de dúvida, melhor consultar uma nutricionista.

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Nossos posts mais acessados: Whey protein pode causar desconforto ?

 

Publicado originalmente por Marina Silva em 13 de Outubro de 2013

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Com as notícias vinculadas recentemente pela internet sobre fraudes de suplementos, é necessário que o nutricionista tome consciência de seu papel na elaboração de novos produtos de forma caseira e de alguns riscos inerentes do processo de concentração e industrialização dos alimentos.
Alguns pacientes relatam enjoo e dor abdominal ao utilizar suplementos concentrados, principalmente na forma hidrolisada. Isto ocorre por que proteínas HIDROLISADAS  (quebradas a aminoácidos)  podem ser totalmente ou parcialmente hidrolisadas, levando a um aumento da concentração de aminoácidos livres.
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Os componentes nutricionais que mais influenciam a osmolaridade da solução são principalmente os açúcares mais simples; os aminoácidos cristalinos e, em menor grau, os peptídeos; e o cloreto de sódio (NaCl). Aminoácidos isolados apresentam uma  osmolaridade (capacidade de “reter” água), mais alta que proteínas intactas e acabam causando  “perda da agua intracelular” para o estômago e intestino, o que pode causar  desconforto. Os lipídeos não influenciam a osmolaridade, pois não formam solução.
Para nivelar a osmolalidade da solução de nutrientes no lúmen intestinal, os capilares das vilosidades cedem água por difusão. Portanto a osmolaridade dos produtos deve-se aproximar o máximo possível da osmolaridade plasmática (290 mOsm/l). O estômago suporta bem até 550 de carga osmolar, mais do que isso tende a causar diarréia e vômito (GAYTON, 2006; WAITZBERG, 2006; NETO, 2003)
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Durante a atividade física, a suplementação de BCAAs pode resultar no aumento da síntese proteica muscular, diminuição do catabolismo proteico durante e após o exercício segundo os fabricantes, mas estes dados não são comprovados cientificamente.
Entretanto, doses acima de 20g/kg/dia de BCAA podem provocar problemas gastrointestinais, como diarreia e comprometer a absorção de outros aminoácidos (WILLIAMS, 1998). Os suplementos normalmente tem alta osmolaridade por conter grande quantidade de sódio, açucares e neste caso aminoácidos isolados (decorrente da hidrólise), além disto alguns estudos mostram que o whey protein poderia aumentar o nível circulante de insulina, levando ao aumento da adiposidade abdominal, inflamação dos enterócitos, e consequente resistência á insulina e diabetes tipo 2 (FISCHBORN, 2009; LIMA, 2007; HARAGUCH, 2006).

 

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Portanto, prefira alimentos mais fisiológicos. Whey Protein é soro de leite liofilizado, exatamente como a ricota que é hidratada, Como nutricionista seria interessante você fazer preparações que pudessem alternar o uso dos dois, já que ricota é mais fisiológica e muito mais barata. Sugestão: Faça uma caderninho com algumas preparações que contenham ricota, como flãs doces, vitaminas, pastas para pães.

Referências:

FISCHBURN, S.C. A influência do tempo de ingestão da suplementação de whey protein em Relação à atividade física. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 3, n. 14, p. 132-143, 2009
LIMA, G. G.; BARROS, J. J.; Efeito da suplementação com carboidratos sobre a resposta endócrina, hipertrofia e a força muscular. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v.1, n.2, p.74-89, Mar/Abr, 2007
HARAGUCH FK, ABREU WC, PAULA H. Proteínas do soro do leite: composição, propriedades nutricionais, aplicações no esporte e benefícios para a saúde humana. Rev. Nutr., Campinas, 19(4):479-488, jul./ago., 2006;
GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier Ed., 2006.
WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. v.1, v.2. São Paulo: Atheneu, 2006.
TEIXEIRA NETO, F. Nutrição Clínica. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2003
WILLIAMS, M.H. The ergogenic edge: pushing the limits of sports performance. Human Kinetics, 1998

Marina Silva

Nossos posts mais acessados: Ceviche, uma boa opção?

Continuando a publicação de nossos 10 posts mais acessados. este também foi publicado por Gabriela Prando em 17 de fevereiro de 2014

ceviche

O ceviche é um prato de origem peruana baseado em peixe cru marinado no limão. Considerado formalmente como patrimônio cultural da nação. Sua história remonta a épocas pré-colombianas.  Desde há 2.000 anos, no antigo Peru, se prepara um prato de peixe fresco cozido com o suco fermentado de uma fruta local. Porém, há crônicas que indicam que o peixe era originalmente consumido com sal e pimenta. Depois da colonização espanhola, foram acrescentados dois ingredientes tipicamente mediterrâneos: a laranja azeda e a cebola. Em meados do século XX, apareceu na capital peruana uma nova forma de cozinhar ceviche, trocando a laranja azeda por limão suave e reduzindo, assim, o tempo de marinada. Atualmente esta é a receita seguida em Lima.

É essencial  que o pescado seja branco, sem muita gordura e de carne firme. Podem ser usados também para compor o prato, o camarão e a lagosta

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Outros ingredientes “obrigatórios”, pelo menos no Peru onde é considerado o “prato nacional”, são a cebola e o piri-piri ou pimenta (no sentido brasileiro). Ingredientes acessórios, mas aparentemente muito importantes naqueles países, são o abacate, o milho, ou a batata-doce, ou seja, um “legume” para dar mais “consistência” ao prato. A salsa, o coentro e outros “cheiros verdes” também são quase sempre utilizados.

batatadocecebolacoentro gengibrelimaomilho pimentaO ceviche servir como entrada, acompanhado com pipoca, bolachas de água e sal, tortilhas mexicanas, batatas fritas ou pão, ou ser o prato principal de uma refeição, habitualmente acompanhado de batatas “portuguesas” ou doces cozidas, ou milho cozido. Eu sugiro o ceviche com as tortilhas mexicanas de entrada, fica muito gostoso, leve e pouco calórico. Falando em calorias, vamos ás propriedades nutricionais da preparação (claro que vou dar uma receitinha também né…rss)

cevilhetortilhas

01 porção:

173kcal, sendo 28g de proteínas, somente 1,9g de gorduras (0,4g saturada) e 9g de carboidratos.

Basicamente, as calorias do ceviche provém da proteína, a preparação tem pouca gordura e pouco carboidrato. A presença do limão ainda a torna rica em vitamina C e ingredientes como gengibre e pimenta apresentam propriedades funcionais como efeito termogênico e antiinflamatório!

Mas nem tudo são rosas… como para a receita ficar boa o peixe tem que ser comprado fresco e feito no dia, devemos tomar muito cuidado com o local que vamos comprá-lo:

Onde comprar
É um pouco arriscado comprar peixes em feiras livres, onde normalmente não existem condições ideais de conservação do peixe – a menos que você tenha um fornecedor de confiança. Melhor adquiri-los em peixarias e supermercados.

Primeiros passos
Peça ao peixeiro que já venda o produto limpo e cortado de acordo com sua receita.

Atenção na hora da compra
Para descobrir se o peixe está fresco, basta prestar atenção nas seguintes regrinhas: o olho tem que estar vivo, brilhante; as guelras laterais, rosadas; o lombo com a textura de um antebraço humano; e a película interna da barriga deve estar inteira.

Agora vamos à receita:

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Rendimento: 1 ceviche (individual)

Tempo de preparo: 20 minutos

Ingredientes:
7 limões (só o suco)
1 colher (chá) de coentro (picado finamente)
1 folha de alface
½ colher (chá) de salsão (picado finamente)
3 rodelas de batata doce (cozida e sem casca)
1 colher (chá) de pimenta dedo-de-moça (picado finamente)
½ colher (chá) de gengibre (ralado)
½ cebola roxa (cortada em julienne, sem o miolo)
½ dente de alho (ralado)
1 colher (sopa) de milho verde (cozido, só os grãos)
4 camarões grandes (limpos e cozidos, sem casca nem cabeça)
½ lula (cozida e cortada em anéis)
200g de peixe branco cortado em cubos (corvina, robalo, olho de boi, dourada, pescada)
Sal e pimenta-do-reino (a gosto)

Modo de preparo:
Mantenha a cebola em água gelada até utilizar. Coloque o peixe em um bowl e tempere com sal, pimenta-do-reino, gengibre, alho, salsão, pimenta, gelo e a metade do coentro. Misture bem e deixe marinar por 2 minutos. Prepare o prato para montagem: coloque no fundo a folha de alface bem lavada. Acima dela, as rodelas de batata doce e o milho verde. Volte para a preparação, coloque dentro do bowl do peixe, a cebola roxa (sem água) e o limão. Misture bem e sirva. Finalmente decore com os camarões, a lula e salpique o resto da pimenta e coentro por cima do ceviche.

Espero que tenham gostado!!!

bon appetit! 😉

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O Nosso Post Mais Acessado: Vegetais Crucíferos, o que são? Qual a sua importância?

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Post escrito por Gabriela Pando e publicado em 23/11/2013

 

Couve-flor, espinafre, brócolis, nabo, rúcula, agrião, mostarda rabanete e couve de Bruxelas são também conhecidos como vegetais crucíferos. Já comprovados cientificamente, esses vegetais possuem além de vitaminas e minerais, substâncias com propriedades anticarcinogênicas.

Esses vegetais possuem compostos fitoquímicos chamados glucosinolatos que são importantes para a saúde pois conferem proteção para as células durante o estresse oxidativo e ativam enzimas de detoxificação hepática.

Mas, como nem tudo na vida é perfeito, os glucosinolatos precisam de uma enzima hidrolítica para “se soltarem”. Um dano físico no tecido vegetal como lesão, mastigação ou preparo para o consumo, já é suficiente para que a enzima entre em contato com o substrato, desencadeando assim o processo de hidrólise (o processo para “soltar” o composto)

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Os produtos finais dessa hidrólise resultam nos compostos isotiocianatos que apresentam propriedades anticarcinogênicas e são responsáveis também pelo sabor e odor característico desses vegetais.

 

Vários fatores interferem na quantidade de isotiocianatos presentes nesses vegetais, tais como fatores genéticos, ambientais, período pós-colheita, armazenamento, processo térmico adotado para o preparo, dentre outros.

Vou falar um pouco a respeito do processo térmico que está mais dentro da minha área, quanto aos demais aspectos, temos os profissionais capacitados para tais…

 

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A quantidade de água na cocção e a temperatura da água no momento do cozimento do vegetal interferem diretamente nos níveis de glucosinolatos, causando não só a perda desses fitoquímicos, mas também de co-fatores enzimáticos como ácido ascórbico e ferro. Já o cozimento no vapor causa um efeito contrário, promovendo maior liberação dos isotiocianatos e mantendo os co-fatores enzimáticos. O efeito do cozimento utilizando o forno micro-ondas é bem parecido com o cozimento no vapor – ao se tratar das propriedades do alimento – mas eu particularmente prefiro no vapor, o vegetal fica mais bonito.

Assim, fica claro que os vegetais crucíferos, quando cozidos no vapor, trazem inúmeros benefícios para a nossa saúde. Embora a quantidade ideal a ser consumida para a prevenção de doenças ainda não tenha sido estabelecida, converse com o seu nutricionista. Ele é o profissional que vai te orientar quanto as quantidade que você precisa consumir. Cada caso é um caso.

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E a repercussão:

9 respostas em “Vegetais Crucíferos, o que são? Qual a sua importância?”

  1. Excelentes observações, obrigada!
  2. Os crucíferos são bociogênicos? o Ideal é seu consumo 2 a 3 vezes na semana?
  3. MARIA LUIZA SIQUEIRA em 27 de outubro de 2015 às 12:13 disse: EditarComentar ↓
  4. Marina, eu sou avó e tenho notado vícios alimentares nas crianças de hoje, muito mais que nos anos 70, 80… Chamo de vícios porque criam dependências. Muitos crianças não aceitam alimentos comuns e saudáveis da nossa cultura. Não acho que comer guloseimas em festinhas ou com pouca frequência venha a estimular essa dependência. Há escolas que são boas exceções no que se refere à alimentação de seus alunos. Tomara que deixem de ser exceções. No geral, não seguem critérios de uma alimentação saudável. Nem mesmo o que os pais escolhem para a lancheira. Não defendo, nem consumo a alimentação macrobiótica. Mas, oferecer às crianças biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos com muito sal e gordura todos os dias… É o que tenho visto em público: nos parques, áreas comuns de condomínios, praias, clubes… Muito raramente são oferecidos frutas, sucos e outros alimentos saudáveis. E isso as crianças aceitam “numa boa”. Interpreto como uma questão de hábito.

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