Batatômetro: Holy Fit – Creme de avelã com cacau

Se você é aquele tipo de pessoa fissurada nas linhas de produtos fitness, certamente já ouviu falar deste produto. Se não, com certeza ainda vai ouvir, experimentar e comentar com os conhecidos.

Pois bem, eu vi este produto e resolvi experimentar, então, vamos à classificação segundo aparência, informações nutricionais, embalagem, sabor e preço. Lembrando que nossa escala vai de 1 a 10, sendo 10 a excelência no item avaliado e 1  pior resultado possível.

Embalagem: Nota 8

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A embalagem é simples, bem organizada, contém todas as informações necessárias bem dispostas, como a tabela nutricional, ingrediente, data de validade e data de fabricação. Perdeu dois pontos, pelo fato de do pote lembrar papinha de neném, acho que a tampa poderia ser modificada, algo mais moderno, talvez.

Aparência: Nota 9

Ao compararmos esse creme de avelã, com outro vendido no mercado, notamos que o produto concorrente é mais cremoso, mas isso pode ser devido aos emulsificantes contidos nos concorrentes, então no quesito aparência, o produto aparenta ser bem apetitoso.

Sabor: Nota 8

O sabor do produto é bem satisfatório, conseguimos sentir o sabor dos principais ingredientes que são o cacau em pó e a avelã, além do mais, este produto não leva açúcar na sua composição. Ele é produzido com sucralose –  um adoçante que pode ser usado sem restrições, por não ser tóxico e não ter efeito na secreção de insulina.

Informações nutricionais: Nota 9

Quando a gente pensa em um produto chocolate e avelã, imaginamos rapidamente o que? Gordura e açúcar, certo? Pois é, o que surpreende neste produto é que ele não leva açúcar e suas 111 kcal/ porção estão distribuídas em proteínas e gorduras do bem Tudo isso graças a presença da sucralose que substitui o açúcar e da avelã que é rica em proteínas e gorduras boas. Abaixo, a descrição do produto:

CREME DE AVELÃ + CACAU E SUCRALOSE. Ingredientes: Avelã, cacau em pó, sucralose, aroma de baunilha. Informação Nutricional: Porção de 36g (2 col. sopa): Valor energético: 111kcal (5,55% VD*); Carboidrato: 2,3g (0,77% VD*); Proteínas: 5,9g (7,9% VD*); Gorduras totais: 10,3g (18,73% VD*); Gorduras saturadas: 0,7g (3,18% VD*). Não contém quantidades significativas de Sódio, Ferro e Cálcio. *VD: Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000kcal. 

NÃO CONTÉM GLÚTEN. NÃO CONTÉM LACTOSE. ATENÇÃO! ESSE PRODUTO PODE CONTER VESTÍGIOS DE AÇÚCAR DO CACAU!

Preço: Nota 7

No site um pote de 150g custa R$16,00 mais a taxa de entrega. Quando comparado a preços concorrentes, a média é essa mesmo, entre R$13,00 e R$16,00. Mas ainda é um preço alto para o consumo da população brasileira.

Nota final: 8,2

Apesar do custo, o produto é considerado ótimo, principalmente pelos ingredientes. devemos lembrar que a maioria dos concorrentes contém ingredientes como emulsificantes e aromatizantes, este não contém e ainda tem a vantagem de ser sem lactose e sem glúten, para a alegria dos intolerantes a lactose e celíacos. Enfim consuma com moderação e sempre consulte a sua nutri. 😉

escritopor2gabriela

Pão de mandioquinha (pão de queijo fake)

Faz um tempinho que ensinei uma receita de pão de batata doce que foi sucesso! Hoje vou ensinar uma de mandioquinha (batata baroa). essas receitas são ótimas opções para quem tem intolerância à lactose e não podem comer o pão de queijo comum! O gosto fica bem parecido. Essa receita também é glutenfree e os celíacos podem consumir tranquilamente.

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Ingredientes:

– 400g de mandioquinha
– 400g de polvilho azedo
– 100g de polvilho doce
– 1 copo de água morna
– 1/2 copo de azeite
– Orégano, alecrim ou qualquer erva de sua preferência
– Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo: 

Cozinhe a mandioquinha e amasse fazendo um purê. Acrescente os demais ingredientes, misturando com as mãos até a massa ficar homogênea. Faça bolinhas pequenas e coloque em uma forma. Asse em forno médio por cerca de 30 minutos.

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Dica:

Se o rendimento da porção for muito, coloque as bolinhas na assadeira e congele. Retire a assadeira do freezer, coloque as bolinhas em um saco plástico e armazene novamente no freezer. Quando quiser consumir de novo, é só assar!

Prontinho, a mandioquinha também pode ser substituída por batata doce. 😉

escritopor2gabriela

Yakssoba de Bifum

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Como já comentamos anteriormente, maio é o mês em homenagem ao celíaco, assim, segue mais uma receitinha glúten free que eu adaptei para nossos queridos se esbaldarem!

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Ingredientes:

100g de bifum

1 xícara (chá) de couve-flor cortada em pedaços

1 xícara de chá de brócolis cortado em pedaços

1 cenoura grande descascada e fatiada

1 cebola grande descascada e fatiada

1 punhado de vagem bem lavada

100g de frango grelhado em tiras com curry (grelhe as fatias com 1 colher de sobremesa de curry)

1 colher (sopa) de óleo vegetal

4 colheres (sopa) de molho de soja

Modo de Preparo:

Ferva 2 litros de água. Em uma panela larga e funda aqueça o óleo e refogue a cebola. Junte a cenoura, a couve-flor a vagem e o brócolis e regue com o molho de soja. Deixe cozinhar por 5 minutos, até que os vegetais fiquem al dente. Enquanto isso cozinhe o bifum por 1 minuto na água quente e escorra. Junte o bifum aos vegetais, e ao frango grelhado em fatias com curry misturando tudo delicadamente.

Eu gosto de colocar pimentão vermelho também, se você gosta, é só misturar algumas fatias junto com os outro vegetais!!!

Bon apetit 😉

escritopor2gabriela

 

 

Sopa de Abóbora

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Para continuar a nossa celebração ao mês de conscientização da Doença Celíaca (e para curtir o friozinho que está chegando), vamos deixar aqui uma receitinha deliciosa de sopa de abóbora (que é, obviamente, sem glúten e, neste caso, sem lactose também!).

Lembrando que a abóbora é excelente fonte de carboidratos (importante, portanto, para quem tem a doença celíaca), vitamina C e fibras.

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Ingredientes:

1 e 1/2 cebola picada
2 dentes alho picados
500g abóbora descascada
1 colher de chá sal
1/2 maço espinafre
1 colher de sobremesa gengibre fresco ralado
Ervas desidratadas a gosto

Modo de preparo:

Refogue a cebola e o alho em uma panela com azeite. Logo em seguida acrescente a abóbora, o sal e cubra com água. Deixe cozinhar em fogo baixo até a abóbora ficar macia. Após estar bem cozida, pegue tudo e bata no liquidificador até ficar na consistência de creme. Retorne o creme para a panela, para reaquecer e acrescente o espinafre. Deixe que ele amoleça um pouco e sirva. Coloque o gengibre na hora de servir.

Fonte: Sem Glúten, Sem Lactose

escritopor2marina

Cozinhando no dia das mães

Nossas mamães queridas merecem uma refeição de gala nessa data tão especial, não é mesmo? Pois então escolhemos, para esta sexta-feira musical, uma receita glúten-free (porque maio é o mês da conscientização da doença celíaca) e uma trilha sonora sensacional (com musiquinhas feitas para as mamães!). Aproveitem!

A receita:

Filé com legumes assados

salteado de legumes

Preparo dos legumes:

Em um refratário forrado de papel alumínio, regue com um pouco de azeite o fundo e disponha:

3 batatas médias lavadas com casca e picadas em 8 (no comprimento), 2 cenouras médias picadas, 1 cebola picada em pétalas, 1 cebola roxa picada em pétalas, 1/2 abobrinha paulista picada com casca, 1 pimentão vermelho picado em tiras, um punhado de vagem manteiga lavada e tirada as extremidades, 6 dentes de alho descascados e levemente amassados.

Refogue os legumes com azeite, salpique um pouquinho de sal grosso, alecrim e pimenta do reino. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 30 minutos. Retire o papel alumínio, mexa os legumes para cobri-los com o azeite e temperos e deixe no forno por mais 15 minutos ou até dourar.

O filé:

Tempere com sal e pimenta do reino, deixe selar na frigideira antiaderente (uma fritadinha, sem óleo) até o ponto desejado. Sirva com os legumes.

Sobrou legumes? Que tal fazer um muffin para o jantar?

Muffin gluten-free de legumes

muffin gluten free

1/2 xícara de farinha preparada sem glúten, 1/3 colher de chá de fermento em pó, 3 ovos, 1/3 de queijo ralado. Misture tudo até ficar homogêneo. Pique os vegetais que sobraram em pedaços menores, misture com a massa e disponha em forminhas de muffun/cupcake. Leve ao forno por 35 minutos e observe se já estão dourados. Depois é só servir. Rende 5 muffins.

A playlist:

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escritopor2marina

Produtos PRANIC

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Hoje eu vou contar uma historinha pra vocês…

Semana passada (sexta-feira) eu fui ao super nosso gourmet para fazer umas comprinhas para ir á fazenda. Uma mulher chamada Karla (muito simpática por sinal) me abordou no supermercado e me convidou para uma degustação dos seus produtos. Experimentei um canelone de abobrinha ao molho branco, sem glúten e achei uma delícia. Comprei o produto e algo me chamou atenção nas informações nutricionais: gordura saturada 0g. Quem tem o costume de ler o rótulo dos alimentos está careca de saber que produtos com queijo e molho branco possuem uma quantidade de gordura saturada bem generosa. Pois bem, entrei em contato com o pessoal da PRANIC para saber o segredo deles (curiosa eu né?rsss…). Primeiramente conversei com a Marina (uma fofa) que repassou a minha dúvida para a nutricionista responsável que chama Daniela. A Dani (já to íntima…) me contou que a quantidade de queijo minas padrão que vai na preparação é muito pouca e que o molho branco deles é feito com leite aromatizado e sem gordura, não vai nem manteiga! O segredinho da consistência ela me contou, mas só vou deixar claro aqui que o produto realmente é 0g de gordura saturada com ingredientes super confiáveis – não vou sair por aí espalhando o segredo deles né gente!

Depois de terem sido super atenciosas comigo, ainda recebi toda a linha de produtos deles em casa para degustação! E adivinhem só???Todos os produtos são 0g de gordura saturada (também fiquei com essa cara e a água na boca que você está).

Gostei de tudo! E o melhor… os produtos usados são orgânicos e não utilizam carnes, ovos ou conservantes (lembro que não sou contra o consumo de carnes e ovos, mas para quem não os consome, está difícil achar comidinhas gostosas)! O glúten não está presente no canelone, no burguer de quinoa e no cuscuz. Mas o kibe, o medalhão e o burguer de tempeh o possuem.O fato de utilizarem os produtos orgânicos como ingredientes, encarece um pouco a preparação, mas na minha opinião vale a pena comprar algo mais caro e de boa qualidade. Deixa eu mostrar eles pra vocês:

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Lembrem que eu sou nutricionista tá gente e não fotógrafa (deu pra perceber né..rss). O blog deles para quem quiser saber mais…

http://pranicgourmet.blogspot.com.br/

Gostaria de deixar claro que este post foi feito para apresentar os produtos, pois achamos sua qualidade muito boa quando comparado a outros produtos que existem no mercado. Não ganhamos nada em troca, somente a satisfação dos leitores aqui e no instagarm (@batatafritapode)!!! E fiquem atentos, pois vem mais produtos por aí!

Até amanhã!

escritopor2gabriela

Pão de Batata Doce sem glúten e sem lactose

Bom dia queridos (as)!

Conforme prometido no insta (@batatafritapode) ontem, hoje vou passar para vocês a receitinha do pão de batata doce sem glúten e sem lactose que eu fiz. Na internet existem algumas receitas, mas essa eu adaptei a la gabi rss….

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Ingredientes:

400g de batata doce cozida e amassada

400g de polvilho azedo

90 ml de azeite

10 ml de água

2 ovos caipiras

1 colher de sopa de gergelim

Alho poró, salsinha e cebolinha a gosto

Sal a gosto (não coloque muito)

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes, amasse a massa, faça as bolinhas ou palitinhos ou os dois (eu curti mais os palitinhos) e coloque no forno a 180°C.

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Claro que não vou me limitar apenas à receitinha né….

Vamos à informação nutricional:

Informação Nutricional

Porção de 40g (1 unidade)

Quantidade por porção

Valor Energético 100 kcal
Carboidratos 19g
Proteínas 1,18g
Gorduras Totais 3,6g
Gordura Saturada 0,7g
Gordura mono 2,6g
Gordura poli 0,3g
Vitamina A 396,7 ui
Sódio 47,6mg

 Quando comparado a 40g de pão de queijo comum…

As calorias são basicamente as mesmas, o tradicional tem 147kcal. O que muda mesmo  é a quantidade e a qualidade da gordura. O pão de queijo tradicional (nosso, mineiro) tem uma média de 7g de gordura, sendo 3,7g gorduras saturadas.

Na minha opinião, o pão de batata doce é gostoso, mas não vai achando que o gosto é parecido com o do pão de queijo tradicional pois não é. Ontem quando fiz, cinco pessoas degustaram. Três gostaram e duas não gostaram (não gostaram mesmo, acharam “horrível”) devido ao sabor adocicado da batata doce. Aí vai do paladar de cada um né…rsssss

Espero que gostem!

Bon apetit! 😉

escritopor2gabriela

E o glúten, pode?

Sempre me pego perguntando de onde será que vem estas teorias para novas dietas milagrosas. Me pergunto mas quase sempre sei que a resposta vem de algum estudo científico mal lido ou alguma resposta orgânica mal explorada. Toda vez algum pobre alimento é sacrificado nesta brincadeira; já foi o tomate, a carne, o leite e agora o glúten. Mas calma, calma xiitas da alimentação gluten-free, antes de começarmos as polêmicas vamos começar discutindo de onde veio todo esse temor aos alimentos com glúten.
Trigo: vilão ou herói da saúde humana?
Já discutimos aqui mesmo no blog sobre a Doença Celíaca (aliás temos um marcador ali no canto da tela só sobre a doença e sugestões sem glúten, mas pode clicar aqui também se quiser achar) onde expliquei um pouquinho sobre a sintomatologia da doença após a ingestão deste composto proteico. Mas quero ir um pouco mais a fundo, porque é que estes pacientes são “intolerantes” ou “alérgicos” ao glúten? O paciente com DC (vamos chamar a doença assim, para ficar menos cansativo) apresenta uma alteração genética, ainda não totalmente explicada pela ciência, em alelos específicos que, aparentemente, dificultam a degradação desta proteína, que é o glúten, no seu sistema digestório. Esta alteração genética existe desde o nascimento deste indivíduo, não sendo causada por hábitos alimentares, viroses, bactérias ou qualquer outra interferência externa (pelo menos não foi constatado nada sobre isto ainda). Ou seja, estes indivíduos com esta alteração genética específica são SIM alérgicos (ou intolerantes) ao glúten. Não há nada que cure esta intolerância. A ingestão do glúten nestes pacientes causa todos aqueles sintomas que já citamos no outro post como diarreia, má absorção de nutrientes, cólicas e várias outras manifestações gastrointestinais semelhantes a outras doenças que atingem a região do intestino. Como evitar isto? Realizando uma dieta gluten-free, ou seja, retirando o glúten da sua dieta.
Agora, se lhe resta alguma dúvida sobre o quadro clínico da DC peço que você, caro leitor, releia o parágrafo acima antes de continuar este texto. Vou discutir pequenas questões em tópicos para chegarmos a alguma conclusão juntos.
Vamos ao meu primeiro questionamento: é possível uma pessoa sem alterações genéticas que causariam a DC ter alergia ao glúten? Bom, nunca podemos afirmar 100% que não, mas é pouco provável que esta pessoa tenha. Sabe-se que alguns pacientes podem apresentar leve desconforto ao ingerir alimentos fonte de glúten (como gases ou cólicas intestinais), mas isto se deve muito ao fato de carboidratos (em especial cereais como o trigo e a cevada) sofrerem um leve processo de fermentação no nosso intestino. Isto é perfeitamente normal, mas se o desconforto chega a ser um pouco desagradável a retirada de alimentos com glúten da dieta pode melhorar os sintomas deste indivíduo específico. Mas ele não terá consequências graves como os pacientes com DC como a má absorção de nutrientes, ou diarreias frequentes e perda de peso. Isto porque ele não é um alérgico, ele é simplesmente um intolerante leve, ou um “fermentador” como eu gosto de chamar.
Se você não tem DC esta foto não é assustadora!
Questionamento número dois: Se eu não tenho alterações genéticas mas ainda acho que o glúten faz mal eu posso excluir estes carboidratos da minha dieta? Poder você pode tudo meu caro leitor, mas eu peço que escute a opinião de uma nutricionista não radical, que sou eu, sobre o glúten. Eu não sei se vocês sabem mas a introdução do trigo (e seus coleguinhas cevada e centeio) foi uma grande conquista da humanidade. Desde os primórdios da vida humana na terra os cereais eram alimentos somente direcionados aos animais, deixando os homens com tubérculos ou raízes de fácil preparo. O que acontecia é que quando a seca chegava o homem sofria com a escassez de alimentos. A descoberta do preparo de alimentos com trigo (como o pão e as massas) permitiu que a espécie humana armazenasse estes alimentos por longos períodos de seca, e a transformação destes cereais em alimentos perecíveis é possível graças a mesma proteína que causa medo na nossa sociedade atual: o glúten. Esta proteína permite a elasticidade das massas produzidas com trigo, cevada ou centeio, e por isto é tão fácil manusear e armazenar as mesmas. A nossa sociedade é tão dependente do trigo hoje que é difícil excluir este composto da dieta, sem contar que ele é, acredite ou não, excelente fonte de vitaminas e minerais. Então, querido leitor, eu te devolvo a pergunta, porque você excluiria estes carboidratos da dieta se você não tem doença celíaca?
O glúten e sua elasticidade salvadora da humanidade
Questionamento número três: Se eu excluir o glúten da minha dieta eu vou emagrecer? Provavelmente sim e vou te explicar porquê. O motivo da sua perda de peso não é, nunca foi e nunca será a presença do glúten no alimento, e que isso fique bem claro ok? O glúten é uma proteína que compõe vários alimentos consumidos pela nossa população. Porquê você emagrece então? A nossa alimentação (quando digo nossa quero dizer do brasileiro) e extremamente dependente de alimentos fonte de glúten (vide o pão, macarrão, biscoito, bolo, cerveja). Se você parar pra pensar, pelo menos uma vez por dia você se alimenta de algo que tem glúten, e geralmente você gosta deste alimento. O que acontece quando você exclui este alimento? A sua tendência é reduzir a quantidade de calorias que você come por dia, afinal você está excluindo algo que faz parte da sua alimentação diária, e por causa desta redução calórica a longo prazo (considerando que você vai excluir o glúten por vários meses da sua dieta) você perde peso. Simples assim. Funcionaria da mesma maneira se você fosse um fanático por carnes e excluísse todas elas da sua alimentação.
O motivo do meu texto não é desmoralizar ou criticar (ok, talvez um pouquinho) os adeptos da nova onda de dieta gluten-free. O meu objetivo é, diferente de muitos nutricionistas por ai, defender o coitadinho dos ataques frequentes sobre suas características. O que quero dizer é que o trigo, a cevada e o centeio são fontes calóricas, de vitaminas e minerais muito importantes para a população brasileira, e digo isto porque vejo a dificuldade que é atingir as necessidades nutricionais de pacientes que não podem ingerir o glúten. Além disto a exclusão do glúten se torna quase uma exclusão social, visto que somos extremamente dependente destes alimentos para nos alimentarmos, e esta situação é talvez a mais difícil de ser contornada em um paciente com DC. Há estudos que mostram relatos de depressão e exclusão social destes pacientes simplesmente pelo fato de não conseguirem comer um pão. Por isto volto aqui a defender o glúten, se você pode comer, porque passar por todo este sacrifício que a doença celíaca faz com quem muitos indivíduos passem? Eu tenho certeza que, se pudesse, o celíaco nunca daria as costas a um prato de macarrão. E eu se fosse você também não daria. Pode ser que a ciência um dia prove que eu estou totalmente errada e que o glúten é realmente um vilão para todos nós, e vocês lerão este post neste dia e vão me chover de críticas no blog, mas eu espero, de verdade, que este dia nunca chegue. Eu gosto demais do trigo para deixar que ele seja jogado as traças assim.
Obs: Nenhum alimento com ou sem glúten foi ferido durante a elaboração deste texto.
Obs2: Quer outra opinião sobre o assunto? Leia aqui:
escritopor2marina

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