Nutrição: o que é mito e o que é verdade?

downloadAntes de tudo, devemos lembrar que a alimentação não é simplesmente enfiar a comida na boca, mastigar e engolir! A alimentação é a nutrição do indivíduo como um todo, que envolve desde o solo e a água para o plantio do alimento, até a nutrição das nossas células. Para que o objetivo final ocorra, passamos por vários passos – seleção de solo e água, seleção de sementes, plantio (pesticidas), colheita, seleção dos legumes, transporte, ceasa, seleção de legumes, transporte de novo, supermercado/sacolão, seleção pelo consumidor, transporte novamente, pré-preparo, preparo, mastigação, digestão, absorção e finalmente a excreção. É assim que funciona de uma maneira geral! Então absolutamente tudo que envolve o alimento deve ser estudado e por isso que pode acontecer alguma variação no campo da nutrição. Atualmente as propriedades nutricionais e funcionais dos alimentos estão sendo estudadas mais a fundo, então o que era proibido para nossos avós (manga com leite é um bom exemplo disso), passou a ser  concedido para a nossa geração pois estudos mais a fundo foram feitos e alguns mitos foram desmistificados.

Claro que até hoje existem alguns equívocos, mas isso sempre haverá, a nutrição é ciência, e a ciência muda conforme mais pesquisas são realizadas! Devemos sempre nos atentar aos radicalismos e sensacionalismos, estes sim são os verdadeiros responsáveis pelas confusões e dúvidas criadas! Se for divulgado na mídia que carambola mata, porque ocorreu um caso específico de alguém que morreu por comer carambola, todos passam a não consumir mais o alimento sem nem saber o motivo real, simplesmente por conta do sensacionalismo.

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Então vamos desmistificar alguns mitos…

Dieta “detox” elimina substâncias tóxicas do corpo?

Não. Ainda não nenhuma comprovação cientifica que a dieta “detox” elimina substâncias tóxicas do corpo. Os nossos rins e fígado são os órgãos responsáveis por essa parte.

Beber água durante as refeições engorda?

Não, mas se você consumir 500 ml de água junto com as refeições, você pode atrapalhar seus processos digestivos.

Carne vermelha engorda?

Não, mas dependendo do modo de preparo ela pode sim ser responsável por um aumento de peso. Mas atenção, isso ocorre com todos os alimentos, não é só a carne vermelha! Uma couve-flor gratinada é muito mais calórica que uma couve-flor cozida, o mesmo vale para a carne vermelha, então, quando for consumi-la, prefira os cortes magros como patinho e lagarto e prepare cozido grelhado ou assado.

Alimento integral engorda?

Não. Muitos ainda excitam em consumir o alimento integral por ele conter mais calorias que o comum, mas devemos pensar que o alimento integral contém mais fibras e vitaminas e claro, assim como todos os alimentos se consumidos em excesso eles podem alterar o ponteiro da balança. Então os alimentos integrais devem ser consumidos em substituição aos comuns  sim, mas de forma moderada.

Carne vermelha faz mal a saúde?

Não. A carne vermelha é a principal fonte de ferro da nossa alimentação e deve sim ser consumida com moderação.

Chá verde emagrece?

Sim. O chá verde apresenta um composto que através da sua ação termogênica ajuda a acelerar o metabolismo.

Ovo aumenta o colesterol?

Não. Coitado do ovo, ele foi crucificado por anos! Mas felizmente hoje já podemos afirmar que o ovo não aumenta o colesterol e nem a incidência de doenças cardiovasculares.

Sementes oleaginosas causam espinha?

Não. Pelo contrário, as oleaginosas contém propriedades responsáveis por deixar a pele mais bonita.

O ferro encontrado na carne vermelha é melhor que o ferro encontrado nos vegetais?

Sim, a biodisponibilidade do ferro encontrado na carne vermelha é maior que a do ferro encontrado nos vegetais, ou seja, mesmo que um vegetal contenha ferro, como os vegetais verdes escuros, a absorção do ferro contido na carne vermelha ainda é maior.

Transpirar queima gordura?

Não. O suor é apenas uma forma de excreção de fluidos. Ficar sentado em uma sauna não ajuda a emagrecer. O peso perdido através do suor é somente água e no primeiro copo d’água ele já é reconquistado.

Bebida alcoólica engorda?

Sim. Todas as bebidas que contém álcool na sua composição produzem 7kcal por grama. O que difere o valor calórico de uma bebida para a outra é o teor alcóolico.

Enfim, são muitas as dúvidas em relação à nutrição. Esta é somente uma pequena parcela. De qualquer forma, procure uma nutri de confiança! 😉

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O que comer quando ele te chama para sair?

imagesQuem nunca ficou na saia justa com o namorado/noivo/marido/amigos/familiares que atire a primeira pedra! Sabemos que uma das principais barreiras na luta contra a perda de peso é sair de casa e do seu ambiente. Muitos pacientes já me perguntaram o que comer quando o maridão chama para jantar ou naquela festinha de criança. Eu particularmente sou contra restrições severas, mas sabemos que existem fases cruciais na reeducação alimentar que alguns tipos de alimentos não são permitidos para quem quer perder peso. Então quando alguém te chama para sair você vai se excluir do meio social e dizer que não pode, ou vai aceitar o convite e ficar atenta ao cardápio do restaurante?

Ficar atendo ao cardápio me parece mais razoável, concorda? Então, vamos às dicas para não fazer feio na hora de jantar fora!

Dica 1

Relacione os ingredientes do prato do restaurante com aqueles que você aprendeu que são mais saudáveis. Por exemplo, você sabe que embutidos não são uma boa opção por serem cheios de gordura saturada, sódio e ingredientes artificiais, certo? Então ao invés de ir na pizzaria e comer a pizza de peperoni, linguiça ou bacon, opte por algo mais saudável como a pizza de atum, rúcula, ou shitake e se mantenha nas duas fatias. Não adianta nada escolher um ingrediente mais saudável e comer a pizza inteira.

Dica 2

O molho é um ingrediente muito traiçoeiro. Em apenas 2 colheres de sopa de molho quatro queijos encontramos um absurdo de 200 kcal de pura gordura saturada! É de cair o queixo né? Só o molho já pode fazer um estrago no seu processo de emagrecimento! Então, opte por pratos de massas que levam o molho de tomate ou legumes ao invés do molho branco ou quatro queijos!

Dica 3

Como é possível sair para o boteco com os amigos e manter a silhueta? Simples, todos os bares já contam com opção de alimentos grelhados e saladas no cardápio! Se você ainda não viu, é porque não procurou direito! Então ao invés do torresminho ou da batatinha frita com bacon, escolha uma carne magra grelhada com uma saladinha ou uma mandioca cozida sem manteiga… A saúde agradece!

Dica 4

Se o convite for ir a uma hamburgueria, proponha um outro local. Sinceramente, eu não vou pedir para ninguém aqui ir a uma hamburgueria e comer um sanduíche natural, convenhamos, esse tipo de restaurante não é lugar para quem quer perder medidas!

Dica 5

Ao invés de chegar ao restaurante e pedir todos os pratos que tem direito – couvert, entrada, salada, prato principal e sobremesa, escolha apenas o prato principal. Olhe o cardápio com bastante atenção e faça uma escolha inteligente, nunca deixe incluir legumes e saladas (aproximadamente metade do prato) e sempre dê preferencia a carnes magras e grelhadas.

Dica 6

Na fase crucial da perda de peso não consuma bebidas alcoólicas! Quando for jantar fora, peça uma taça de vinho tinto e se mantenha com ela até o final da noite. Bebidas alcoólicas são um eterno vilão na luta contra o peso.

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Oi, você é nutricionista?

Se você é formado em nutrição, com certeza arrepia quando escuta a pergunta que dá título a este texto. Sim, nós nutricionistas as vezes temos medo de falar que somos nutricionistas pelo simples motivo de não querer escutar os questionamentos que vem a seguir: “Tô precisando tanto de uma dietinha, me ajuda?”, “Quantas calorias tem um prato de macarrão?”, “Nossa, você deve ficar avaliando o que a gente come no almoço né?”. Não, não e não.

Formar-se nutricionista é carregar, para o resto da vida, o fardo de ser visto como uma calculadora biológica ambulante. Já perdi as contas de quantas vezes na vida me perguntaram qual era o valor calórico de um alimento, ou se era melhor cortar o suco de laranja do café da manhã. Tudo bem, as perguntas que chegam até ai não são um problema, faz parte do dever de ser formado em nutrição (apesar da gente não saber de cor os valores calóricos de todos os alimentos do supermercado, da mesma maneira que um químico não sabe todas as informações da tabela períodica e os advogados não sabem citar todas as leis). O problema esbarra no pedido, muitas vezes ingênuo, que vem a seguir: “Faz uma dieta pra mim?”. Amigo, se você não é nutricionista, mas tem um conhecido que trabalha nesta área, preste muita atenção no que vou lhe dizer agora: montar uma dieta não é tão simples o quanto parece.

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Fonte: Diário de um Nutricionista

Resolvi escrever este texto-desabafo há poucos dias, quando ouvi, num intervalo de uma única semana, cerca de seis pedidos para montar dietas. “Isto é ótimo”, vocês diriam. Concordo, seria ótimo se estes pedidos não fossem para “dar uma ajudinha gratuita” a um colega que quer perder peso, afinal, “não custa nada né”? Custa. Custa muito, e vou lhe contar porque. Da mesma maneira que você se formou engenheiro, médico, biólogo, artista, advogado, publicitário ou qualquer outra coisa, o nutricionista também estudou para chegar ao título de bacharel na área. São pelo menos quatro anos de curso, com mais alguns anos de pós graduação, mestrado e até doutorado para quem seguiu carreira acadêmica. Por mais que eles possam ter sido realizados em universidades públicas, este tempo custou dinheiro, investimento em livros, em horas de estudo e em estágios, muitas vezes voluntários, nas múltiplas áreas de nutrição clínica e produção. Quando nos formamos, e seguimos a carreira clínica, o nosso trabalho é sim fazer dietas. E dá trabalho ouvir todas as queixas do paciente, entender todas as suas restrições alimentares, calcular sua necessidade nutricional e descobrir o valor calórico das suas refeições diárias. Não se esqueça que, além disto, temos que montar um cardápio que se adeque a seu hábito de vida, seus horários e que tenha uma enorme lista de substituição de alimentos, para que você não canse de sua rotina alimentar. Não, não é só puxar uma fórmula mágica que se encontra na gaveta do seu consultório. Você com certeza não trabalha de graça (ou se trabalha, não gosta disso). Pois é, nós também não. E montar a sua dieta não vai nos tomar somente a uma hora de duração da sua consulta. Dependendo da complexidade do caso ela pode tomar noites e mais noites da nossa rotina em casa.

Mas não quero dizer, através deste texto, que não fazemos alguns serviços de graça. É claro que acabamos caindo nesta tentação logo que formamos, para ajudar um familiar ou um amigo próximo, ou até mesmo para nos auto-promover,, e nos disponibilizamos para fazer algo muito legal. E logo quando você dá a primeira orientação, para que a pessoa monte um recordatório alimentar de três dias, para que você entenda onde é possível melhorar a alimentação, é possível ouvir a primeira restrição: “Ah, mas eu não sei”, ou a famosa “ah, você não precisa disso né? É só uma dietinha”. Realmente, é só uma dietinha. E é por este motivo que nós, nutricionistas formados, pós graduados, mestres e doutores estamos aceitando ganhar mixaria para trabalhar em hospitais ou clínicas, ou não conseguimos cobrar mais de R$100,00 em uma consulta sem ser chamados de mercenários: porque não é dado o devido valor ao trabalho que é reeducar a alimentação de alguém.

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Fonte: Indiretas do Bem

Nunca me esqueço da frase que uma vez ouvi de uma professora, ainda na faculdade: “Nunca deem de graça o único talento que vocês podem vender”. Fazer dietas é nosso talento. Pode parecer pouco? Talvez. Mas para nós é muito, é trabalhoso e valioso. Por este motivo, estudantes de nutrição, nunca entreguem de graça um trabalho que é seu, por mais que lhe obriguem; nutricionistas, não tenham medo de mostrar seu preço, o valor justo é o valor de seu investimento; pacientes e clientes, valorizem o profissional que você escolheu para te atender, ele é especialista em tratar o seu problema; e por último amigos, colegas de trabalho e familiares, respeitem o trabalho do nutricionista. Se você teve a oportunidade de ganhar um plano alimentar de graça, usufrua o máximo dele – ele não é uma “dietinha de gaveta”, mas sim um documento extensamente trabalhado para sua saúde. Se você não teve esta sorte, por favor, não insista – se você realmente valoriza o trabalho deste profissional, aceite pagar para receber algo que lhe dê resultados reais.

Não espero que este texto consiga mudar o pensamento de ninguém. Nem mesmo de nós nutricionistas. Só espero que tenhamos a consciência de que, para mudar este cenário, primeiro precisamos nos unir para mudar o que nós mesmos pensamos do nosso trabalho.

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A Salada que engorda

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Aí vocês pensam, mas não é possível que agora ela vai criticar também a nossa salada, o pão nosso de cada dia, a nossa salvadora… pois é, eu vou….mas não é uma crítica, é um alerta para que fiquemos mais atentos com os alimentos que estamos consumindo.

A questão é que a nossa salada, saudável, rica em fibras, vitaminas, e compostos funcionais, está ficando cada dia mais saturada. Acha que estou brincando? Então pense, que saladinha você anda comendo lá naquele self servisse perto do seu trabalho? Alface, tomate, cenoura – até aí ok – vem batata palha, tomate seco, mussarela de búfala, azeitonas, molho rosé, croutons e chegamos em mil calorias com uma simples prévia do almoço.

Acontece que os restaurantes Self-Service já entenderam como fazer para o cliente gastar mais e mesmo assim ficar satisfeito. A fórmula é simples, coloque um monte de alimentos que não são saladas no balcão de saladas e pronto. O cliente se enche de alimentos calóricos e cheios de gordura, paga caro, fica feliz e ainda faz propaganda do restaurante para os amigos, recomendando a comida saudável.

A salada deve ser consumida sim, mas da maneira mais natural possível. Exclua alimentos como batata palha, salames, tomate seco, queijo parmesão e maionese. Dê preferência às folhas (alface, rúcula, agrião, repolho), legumes (tomate, brócolis, cenoura, beterraba, chicória, pepino) e oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas). Quanto aos molhos, nada de molhos prontos, feitos com maionese, e ketchup. Prefira o azeite de oliva extra virgem, o limão ou aqueles molhinhos feitos com iogurte.

Devemos lembrar que aquele indivíduo com sobrepeso nunca acha que come muito. É muito difícil uma pessoa que come só alface não emagrecer. Ou ela fala realmente o que está comendo, ou engana a si mesma no alimento, na quantidade, no horário e na qualidade. Para ter uma alimentação saudável é preciso se reeducar e comer de tudo, e o profissional indicado para tal é o nutricionista. Consulte o seu. 😉

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Sim, nós cozinhamos!!!

Vocês já pararam pra pensar que o fato de nós termos aprendido a manipular o fogo com os nossos ancestrais, a milhões de anos atrás, foi o primeiro passo para desenvolvermos nossas capacidades mentais?

E se essa invenção estivesse uma relação ainda maior? Mais necessariamente com a capacidade de termos aprendido a cozinhar os alimentos, e assim oferecer mais calorias para o nosso nosso cérebro?

A neurocientista  brasileira Suzana Herculano publicou entre os anos de 2012 e 2013 um artigo onde explica o porque os alimentos crus, sem qualquer processo de cozimento, não seriam o suficiente para oferecer energia para o nosso cérebro.

Em tempos onde qualquer caloria extra pode ser considerada um pecado capital, a apresentação da Suzana Herculano realizada no TED ano passado, explica o porquê o fato de termos aprendido a cozinhar os alimentos foi algo tão importante para chegarmos aonde chegamos.

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Frutas e Vegetais: Quanto Mais Melhor!

Todo mundo sabe que ter uma alimentação com uma variedade de frutas e legumes é o primeiro passo para ter uma vida mais saudável. No entanto, o que para algumas pessoas pode parecer uma tarefa difícil, agora vai complicar um pouco mais.

Em um estudo realizado na Inglaterra e publicado no final do mês de março pela University College of London concluiu que o consumo de 7 a 10 porções no dia de frutas e legumes reduz em aproximadamente 42% o risco de morte prematura por qualquer doença.

Os pesquisadores avaliaram a alimentação de 65 mil pessoas durante o período de 12 anos, e perceberam que aquelas pessoas que comiam 7 ou mais porções de frutas ou legumes reduziam em 25% o risco de ter câncer, e em 31% o risco de qualquer doença cardíaca.

O estudo informa ainda que os vegetais são os que mais possuem efeitos protetores na alimentação quando comparado com as frutas, e que os sucos industrializados e frutas enlatadas parecem não oferecer qualquer tipo de benefício quando comparado com as frutas in natura.

Ficou interessado nesse artigo? O estudo foi publicado pelo Journal of Epidemiology & Community Health, e está disponível na íntegra (e gratuitamente) aqui.

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