16 de Outubro – Dia Mundial da Alimentação Saudável

alim saudavel

Ontem, dia 16 de Outubro foi celebrado o dia mundial da Alimentação Saudável, e nós do BFP não podíamos ficar sem manifestar nosso apoio a essa data. Não, não vamos publicar receitas #FIT, #LOW CARB, #GlutenFree ou #Sem Lactose. Resolvemos nadar contra a maré!

A celebração do dia mundial da alimentação saudável teve início em 1981, e foi criado não para estimular o consumo desenfreado dos alimentos da moda, ou que são mais “saudáveis” do que outros. Essa data foi a forma que vários países criaram para chamar atenção para assuntos que envolvem a nutrição e alimentação.

Pensando na alimentação saudável, a União Europeia estabeleceu que o ano de 2014 seria o ano de combate ao desperdício de alimentos. Se de um lado as pessoas são estimuladas a comerem ao menos 5 porções de frutas e vegetais ao dia (o que pode ser bem caro para algumas famílias), de outro lado estima-se que mais de 13 milhões de toneladas de alimentos são jogados fora todos os anos.

Como a melhor forma de chamar atenção para algumas questões é através de uma boa ideia, e uma elaborada ação de marketing, a rede de supermercados francesa Intermarché criou a campanha “Inglorius Fruits and Vegetables” visando o combate ao desperdício de alimentos pelos fornecedores, e oferecendo aos clientes frutas e legumes que geralmente não seriam vendidos em seus balcões com preços 30% mais baratos.

Com vocês a Maçã Grotesca, a Batata Rídícula, a Laranja Horrível, o Limão Fracassado, a Berinjela Desfigurada e a Cenoura Feia.

Aqui no Brasil em 2012, tivemos uma campanha bem bacana realizada em um restaurante de de Porto Alegre, a ideia era mostrar na prática o impacto do desperdício dos alimentos no dia a dia.

escritopor2evandro

Crítica: Está faltando educação e não comida na mesa do brasileiro…

É isto mesmo. Foi-se o tempo em que era maioria no país as mesas com pouca ou nenhuma comida. O Brasil cresceu, o desemprego diminuiu e consequentemente houve um aumento de poder aquisitivo de todas as classes, especialmente D e C, porém com pouca ou nenhuma melhora na educação. E quando falo de educação não é de educação em escola (porque isso também realmente falta), mas sim de educação a mesa.
É comum ver pratos cheios de resto de comida em restaurantes a quilo, self service, ou na mesa de casa. O brasileiro tem o terrível costume de comer com os olhos e não com a barriga. Eu me lembro bem, quando era pequena, quando servia comida a mais no meu prato e deixava sobrando ao terminar de comer, sempre ouvia que “não é certo deixar comida no prato” ou “se não está com tanta fome não sirva tanto”. De tanto ouvir essas broncas da minha mãe, da minha avó, do meu pai, dos meus tios, eu aprendi. Mas vejo que isto é pouco comum. É claro que os críticos de plantão vão dizer que a maioria dos brasileiros que deixam comida no prato são aqueles que ganham pouco, famílias de baixa renda que não tinham a condição de ter uma criação como a minha, e que veem hoje no excesso de comida uma espécie de vida de luxo. Sim, isto também é uma questão social, mas eu não me canso de ver executivos, médicos, advogados com pratos cheios de sobras. Será que a criação deles foi pior que a minha? E porque sobra comida? É inevitável pensar que há tanta gente no mundo passando fome e tanta gente no mundo jogando comida fora. E comida não é algo que vai sobrar no futuro. Pesquisadores mostram que a população mundial cresce a passos tão grandes que faltará lugar para cultivar alimentos, para criar gado, para produzir…..e nós estamos jogando comida fora? Onde está o exemplo? Ou então, onde está a consciência?
Se queremos mudar o país (e até mesmo salvar o mundo) temos que começar das nossas próprias casas. Da mesma maneira que reclamamos da cara-de-pau dos políticos brasileiros, do trânsito caótico nas capitais e da violência nas ruas, devíamos também nos revoltar em ver pratos cheios jogados em latas de lixo. Podem me chamar de radical, exagerada ou até mesmo hipócrita, mas hoje ações como esta parecem pequenas….no futuro veremos o quanto foi necessário colocar educação no prato do brasileiro. E nós, como médicos e nutricionistas, devemos defender esta bandeira.
escritopor2marina

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