Autores na Cozinha:Receita de Alcachofra provençal com atum grelhado

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(Foto: Gabriela Magalhães para batatafritapode)

Hoje voltamos com as receitas. Sim, estamos de volta à cozinha. Para esta segunda, fizemos e acabamos de saborear este atum com alcachofras. Fácil de fazer, suave, nutritivo e muito gostoso. A receita é do site Comida e Receitas

Por Clotilde

Ingredientes

  • 4 escalopes de atum com 120 gramas cada
  • 4 fundos de alcachofra
  • 1 cabeça de alho fatiada
  • 1/2cebola fatiada
  • 2 tomates picados sem sementes
  • 50g de bacon cortado em cubos
  • 1 colher (café) de ervas de provance
  • 300 ml de vinho branco seco
  • 200 ml de azeite de oliva extra virgem
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Folhas de manjericão para decoração

Modo de preparo

  • Refogue o bacon com um pouco de azeite, acrescente o alho e a cebola até ficar transparente, junte o tomate, as ervas de Provance e o vinho branco.
  • Deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos.
  • Coloque os fundos de alcachofra já pré-cozidos ao molho e deixe por mais 5 minutos.
  • Tempere com sal e pimenta.
  • À parte, grelhe o atum de um lado só deixando-o rosado.
  • Sirva o atum com as alcachofras e folhas de manjericão fresco por cima.

Rende 4 porções

 

DICAS: do site Dedo de Moça

  1. Como limpar alcachofra:

Para muita gente, cozinhar e limpar uma alcachofra é motivo de pânico.

Aproveitando que chegou a época e que elas estão lindas e brilhantes nos balcões da feira, resolvemos demonstrar como retirar o fundo da alcachofra, que é a parte mais usada e  mais “carnuda”.

Se desejar servi-la inteira, apenas cozinhe-a em água com sal e limão até que ao puxar, as folhas se desgrudem com facilidade.

Para servir dessa forma, você pode preparar um molhinho a base de azeite, vinagre de vinho branco, cebola e salsinha bem picadinhas.

Abaixo, um quadro com o passo-a-passo da limpeza da alcachofra:

para retirar o fundo da alcachofra, você deve cortar as folhas e retirar os pêlos do interior (1 e 2).

Com uma faca bem afiada, vá cortando toda a lateral e retirando as folhas até ficar com o fundo bem carnudo (3, 4 e 5).

Cozinhe imediatamente em água com sal e suco de limão, por 20 minutos ou até que fique macia.

Com uma colher retire os espinhos e descarte-os (6).

A alcachofra limpa, ficará dessa forma:

2. Coloque um pouquinho da água que você cozinhou a alcachofra no molho. Fica ótimo.

COZINHA DOS SOUSA: CORDEIRO À ROMANA

Nesse segundo post, continuamos com nossa viagem pela Itália e abusando um pouco mais das habilidades culinárias. Seguimos então para o próximo destino:

A REGIÃO: LAZIO

Cravada entre as colinas que separam os Apeninos do mar Tirreno, a região representada por sua capital, Roma, possui influências herdadas do Império Romano e ingredientes tradicionalmente simples, que dão origem a pratos fartos e saborosos.

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A DESPENSA

Em suas típicas trattorias, utilizam-se ingredientes cuja origem remonta à época gloriosa do Império Romano, como o pecorino, a ricota e os pratos à base de carnes e miúdos, enriquecidas com ervas e especiarias.

A RECEITA: CORDEIRO À ROMANA (ABBACCHIO ALLA ROMANA)

Rendimento: 4 porções

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Ingredientes

1kg de cordeiro (preferência para cortes como paleta e costeleta)

3 colheres de sopa de azeite

1 ramo de alecrim

3 dentes de alho

2 filés de anchova (sem espinhas)

2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco

Sal e pimenta-do-reino à gosto

Preparo

Corte as costeletas e paletas em pedaços regulares. Em seguida, doure-as em uma panela com o azeite e dois dentes de alho socados, virando-as durante o cozimento para que dourem por igual. Tempere com sal e pimenta à gosto.

Enquanto a carne cozinha, soque em um pilão o alecrim, as anchovas e o dente de alho restante. Acrescente o vinagre à mistura e reserve.

Quando o cordeiro estiver dourado, regue com o molho e cozinhe até que o mesmo encorpe. Sirva em seguida.

Para acompanhar, servimos um risoni com queijo pecorino e pimenta, outro prato típico da região e que vai muito bem com a carne. Basta cozinha-lo em água com sal e depois juntar um pouco dessa água, o pecorino e a pimenta à massa e está pronto! Ficou assim:

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DETALHES IMPORTANTES

1- O primeiro e mais importante de todos: escolha bem o seu pedaço de carne!! Quando se trata principalmente de costeletas, o corte faz muita diferença, pois existem cortes que enganam muito pelo seu tamanho e vistosidade, mas na verdade possuem muito gordura associada a carne, o que a torna muito difícil de ser consumida! Por isso, muito cuidado principalmente com as peças congeladas vendidas em supermercados, pois fica difícil de visualizar essa camada de gordura devido a camada de gelo e você pode acabar pagando caro para comer pouco!

2- Acredite, 1kg de costela não é muita coisa! Lembrem-se que junto com o peso descrito na embalagem estão contando diversas partes que não vão ser consumidas, como ossos, gorduras e, até mesmo, a água perdida no processo de cozimento!

3- Na hora de dourar as costelas numa panela, você vai perceber que é bem difícil encostá-la por inteira para que frite igualmente, mas não se desespere! Foque na parte debaixo, onde há uma maior concentração de carne, pois ela que será consumida no fim das contas! Quando essa parte estiver bem cozida, vire a parte dos ossos e dê uma selada, só para dar um acabamento bacana!

Bom apetite e até a próxima!

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Cozinha dos Sousa: Atum em crosta de pistache

Como dois amantes da cozinha e boa culinária ao redor do mundo, além de adoradores de um bom desafio, eu e meu pai, Mauro Kleber, resolvemos aproveitar nossas noites semanais substituindo os lanches industrializados do dia-a-dia com verdadeiras experiências culinárias, principalmente que saíssem da nossa zona de conforto e especialidade: as massas.

Para isso, resolvemos explorar uma coleção de livros de receita da Folha de São Paulo que possuímos aqui em casa, que mostra a culinária típica de cada região da Itália, já que queremos provar que não só de massas vivem os italianos!

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Com isso, no nosso post de estreia, resolvemos não só fazer uma receita diferente, como também uma bem leve, fácil e suave, que combina com os leitores e seguidores do blog!

A REGIÃO: SICÍLIA

A primeira região escolhida por nós foi a maravilhosa Sicília, terra de onde nossa família é originária!

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A Sicília é uma região da Itália separada do continente pelo ínfimo estreito de Medina, perdida no meio do Mar Mediterrâneo entre a Europa, Ásia e África. Por isso, já foi ocupada por diversos povos, que deixaram seus rastros e a transformaram em uma culinária única no país!

A DISPENSA

A dispensa siciliana inclui diversos alimentos de sabores fortes, porém complementares na cozinha. Alguns exemplos são as alcaparras, amêndoas, atum, pistache, azeite e limão-siciliano.

O PRATO: ATUM EM CROSTA DE PISTACHE (TONNO AL PISTACCHIO)

 Rendimento: 4 porções

2015-03-31 22.30.40Ingredientes:

800g de atum em postas

400mL de vinho branco

500g de pistache picadinho

Azeite

Sal e pimenta-do-reino à gosto

Preparo:

Para começar, tempere as postas de atum com sal e pimenta. Após, despeje o pistache em uma assadeira untada com azeite e passe as postas, formando a crosta. Em seguida, coloque um pouco de azeite em uma frigideira, doure o peixe dos dois lados e regue com o vinho branco, deixando evaporar. Ajuste o sal e a pimenta e está pronto para servir!

No nosso caso, servimos junto com um creme de espinafre, brócolis e couve-flor, que temperamos com o restinho do caldo que sobrou na frigideira em que o peixe foi selado. O resultado foi esse:

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DETALHES IMPORTANTES:

1- Nós compramos o pistache natural, por isso tivemos que descascá-lo e usar o mixer para triturá-lo grosseiramente, o que foi uma boa pedida, pois junto com os pedacinhos ficou uma espécie de farinha que ajuda na formação da crosta.

2 – A selagem na frigideira não deve durar muito tempo, pois é necessário que o atum fique cru por dentro que, além de mais saboroso, fica mais fácil de partir em fatias como na primeira foto! O nosso ficou um pouco mais cozido pois tínhamos nos esquecido de colocar o vinho, então tivemos que voltá-lo para a frigideira, fazendo com que passasse desse ponto ideal! Apesar de ficar mais difícil de partir, pois as camadas do peixe se desmontam facilmente, ele ficou muito gostoso também (bom pra quem não curte o peixe cru!)

3 – Provavelmente, ao regar com o vinho, os pedacinhos de pistache vão cair, mas não se desespere!! Quando o vinho evaporar, basta voltar as postas para a assadeira e pegar o restante do pistache que caiu na frigideira e passar de novo por cima! Inclusive, ela fica uma delicia bem torradinha com o restinho do tempero!

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Receitas da copa do mundo: México

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O Brasil devorou a Croácia no primeiro jogo, que tal se preparar agora para o desafio com o México? Vamos deixar uma gostosa receita de um prato tipicamente mexicano.

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Burritos tradicional

Ingredientes:

  • 400 gr de Patinho moído
  • 1/2 unidade de cebola picada
  • 2 dentes de alho amassado
  • 2 colheres de sopa de Óleo de milho (ou outro óleo vegetal de sua preferência)
  • 200 gr de feijão preto cozido
  • 1 unidade de pimenta jalapeño picada
  • 100 gr de queijo prato ralado
  • 4 unidades de tortilha de trigo
  • 8 folhas de alface americana picada
  • 1 unidade de tomate salada fatiada

Modo de preparo:

Em uma panela, aqueça o óleo de milho e refogue o alho e a cebola picada. Quando a cebola começar a cozinhar, acrescente o patinho moído e tempere com sal e pimenta branca a gosto. Deixe refogar até que a carne fique ligeiramente seca, mexendo sempre para ficar homogênea.Acrescente o feijão cozido sem caldo e a pimenta jalapeño picada. Mexa bem, desligue o fogo e reserve. Aqueça levemente as tortilhas prontas para que fiquem mais maleáveis. Divida o recheio entre as tortilhas e enrole-as exatamente como uma panqueca. Coloque os burritos em uma assadeira untada com um pouco de óleo de milho, polvilhe por cima o queijo prato ralado e leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 5 minutos, ou até que estejam levemente crocantes. Sirva acompanhada de alface picada e fatias de tomate.

burritos

Vai Brasil!

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Sim, nós cozinhamos!!!

Vocês já pararam pra pensar que o fato de nós termos aprendido a manipular o fogo com os nossos ancestrais, a milhões de anos atrás, foi o primeiro passo para desenvolvermos nossas capacidades mentais?

E se essa invenção estivesse uma relação ainda maior? Mais necessariamente com a capacidade de termos aprendido a cozinhar os alimentos, e assim oferecer mais calorias para o nosso nosso cérebro?

A neurocientista  brasileira Suzana Herculano publicou entre os anos de 2012 e 2013 um artigo onde explica o porque os alimentos crus, sem qualquer processo de cozimento, não seriam o suficiente para oferecer energia para o nosso cérebro.

Em tempos onde qualquer caloria extra pode ser considerada um pecado capital, a apresentação da Suzana Herculano realizada no TED ano passado, explica o porquê o fato de termos aprendido a cozinhar os alimentos foi algo tão importante para chegarmos aonde chegamos.

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Cozinhando com Sixto Rodriguez

Mantendo a tradição da nossa sexta-feira musical, hoje não tem playlist (porque estamos guardando criatividade para semana que vem!), mas tem dica!

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Hoje vamos cozinhar com o rock/folk do americano Sixto Rodriguez. Este talentoso músico tem uma interessante história (contada no documentário vencedor do Oscar de 2012, “Searching For The Sugar Man“), que passa pelo anonimato no seu país de origem e um sucesso estrondoso na Africa do Sul, na década de 70. O interessante é que o próprio Rodriguez não sabia que sua obra fazia tanto sucesso do outro lado do mundo, descobrindo somente em 1990, quando foi contactado por alguns fãs sul-africanos.

Rodriguez toca um folk suave e cativante. De sua pequena discografia gosto de destacar a que deu nome ao documentário, “Sugar Man”.

Este som combina com uma boa Lager americana, tacos, guacamole e buritos (para homenagear a descendência mexicana do cantor), que são boa fonte variada de vitaminas e minerais (por serem receitas ricas em vegetais, cereais e por usar abacate em sua composição). Aproveitem, sempre com moderação!

Semana que vem tem playlist e receita! Até lá!

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