Regra 53 : Sirva-se de uma boa porção e não repita

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Continuando a tarefa de publicar as regras alimentares simples, esta é a regra número 53 das 64 regras da comida publicadas por Michel Pollan em 2009 (ver post). Até agora, quase todos os posts falaram sobre o que comer, a partir deste o assunto é como comer.

Regra 53 : Sirva-se de uma boa porção e não repita

Mas o que é uma boa porção ? Existem algumas regras sensatas, estabelecidas pela sabedoria popular:

  • “você jamais deve comer uma porção de proteína animal que fosse maior que a sua mão fechada”
  • “você não deve comer uma quantidade maior de comida que a que caberia em suas duas mãos juntas, em concha”.

Mais uma dica: se você resolver repetir, espere pelo menos alguns minutos antes de fazê-lo. Você pode descobrir que não precisa repetir ou se mesmo assim resolver repetir, provavelmente comerá uma porção menor do que que comeria a princípio.

 

TODAS AS REGRAS:

Regra 1: Coma Comida (Ler Post)

Regra 2: Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida (Ler post)

Regra 3: “Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano comum tenha na despensa” (Ler post)

Regra 4: “Evite produtos alimentícios que contenham xarope de milho com alto teor de frutose” (Ler post)

Regra 5: Evite produtos que contenham alguma forma de açúcar (ou adoçante) listada entre seus três primeiros ingredientes” (Ler post)

Regras 6 e 7:  (Ler post): ”Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes” e “Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar “

Regra 8: (Ler post): “Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis”

Regra 9: “Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos ‘light’, ‘baixo teor de gordura’ou ‘sem gordura’” (Ler post)

Regras Número 10 e 11:  “Evite alimentos que estejam fingindo ser o que não são ” e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza” (Ler post)

Regra  Número 12:  “Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro “(Ler post)

Regras  Número 13 e 14:  “Só coma alimentos que acabarão apodrecendo”e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza”(Ler post)

Regras 15,16 e 17: “Fuja do Supermercado Sempre Que Puder” “Compre seus lanches na feira””Se veio de um vegetal, coma, se foi fabricado, não coma”(Ler post)

Regras Número 18 e 19: “Fuja do supermercado sempre que puder”; “Compre seus lanches na feira (Ler post)

Regras Número 20 e 21: “Só coma alimentos preparados por humanos” ou “Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use touca cirúrgica”(Ler post

Regra 22: Coma principalmente vegetais, sobretudo folhas. (Ler post

Regra 23: Comer o que fica em pé numa perna só (cogumelos e vegetais) é melhor que comer o que fica em pé em duas patas (aves), que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas (porcos,vacas e outros mamíferos). (Ler post)

Regra 24: Faça refeições coloridas. (Ler post)

Regra 25: Beba a água do espinafre. (Ler post)

Regra 26: Coma animais que se alimentaram bem (Ler post)

Regra 27:Se tiver espaço compre um freezer (Ler post)

Regra 28:  Adoce e salgue a sua comida você mesmo (Ler post)

Regra 29: Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regra 30: Coma como um onívoro (Ler post)

Regra 31: Coma alimentos cultivados em solo saudável (Ler post)

Regra 32: Coma alimentos silvestres quando puder (Ler post)

Regra 33: Não se esqueça dos peixinhos oleosos (Ler post)

Regra 34: Coma alguns alimentos que foram pré-digeridos por bactérias ou fungos (Ler post)

Regras 35,36: Adoce e salgue sua comida você mesmo; Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regras 37 e 38 : Quanto mais branco o pão mais cedo você vai para o caixão – Que tipo de dieta devo comer /Dê preferência aos tipos de óleo e de grãos moídos em mós – (Ler post)

Regra 39: Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe- (Ler post)

Regra 40: “Seja o tipo de pessoa que toma suplementos – depois retire os suplementos” (Ler o post)

Regra 41: Coma mais como os franceses.Ou os japoneses.Ou os italianos. Ou os gregos (Ler o post)

Regra 42: Olhe com ceticismo para os alimentos não tradicionais (Ler o post)

Regra 43: Tome um copo de vinho durante o jantar (Ler o post)

Regra 44: É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico (Ler post)

Regra 45: “Coma menos”(Ler o post)

Regra 46: Pare de comer antes de se sentir satisfeito (Ler o post)

Regras 47, 48 ,49,50 e 51 : Coma quando tiver fome, não quando estiver entediado … (Ler o post)

Regra 52 : Compre pratos e copos menores e mais três truques simples para comer menos. (Ler o post)

Batata Ciência: Já pensou em comer insetos, ervas e sangrentos hamburgers veganos ?

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A revista National Geographic traz em sua edição de novembro de 2018 uma matéria com o título acima. A discussão é pertinente e é bom começarmos a pensar no assunto. Com a população mundial ultrapassando os 9 bilhões de pessoas, para atender as necessidades alimentares de tanta gente, vamos ter que aumentar a produção de comida em cerca de 50%.

O problema é como aumentar a produção sem destruir o meio ambiente ? Talvez o maior problema seja o da produção de proteína animal. Segundo a publicação , ” só a criação de rebanhos responde por um sétimo (14%) da emissão dos gases de efeito estufa resultante de atividades humanas, para a produção da carne bovina é necessária 8 vezes mais água e 160 vezes mais área (com risco de desmatamento) por caloria que para o cultivo de legumes e cereais.

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Várias soluções têm sido estudadas. A Beyond Burger, nos EUA,  passou a produzir um hambuger com aparência de carne, mas preparado com beterraba e proteína de ervilha. Seu maior concorrente o Impossible Burger já vende em mais de 1000 estabelecimentos nos EUA e em Hong Kong um hamburger vegano, que “sangra” porque é enriquecido por uma proteína sintética similar à da hemoglobina.

Outra ideia, mais radical,é produzir carne sem utilizar animais. A produção de carne, neste caso seria comparada com a produção de cervejas. Culturas de células animais seriam feitas em tanques enormes em instalações muito parecidas com as atuais cervejarias.

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Outro mercado crescente é o do consumo de insetos, não como iguarias, como na Tailândia ou no México, mas como fonte proteica, para enriquecimento de outros alimentos. Os grilos, por exemplo contêm muito mais proteína e micronutrientes por quilo do que a carne bovina, além de se  reproduzirem no escuro, em grandes densidades populacionais e produzirem poucos dejetos. No Texas, uma fazenda de criação de grilos, a Aspire, já comercializa pó de grilo moído para ser incorporado em panificação, barrinhas energéticas de cereais e smoothies.

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Novos tipos de gordura também estão em estudo. O líquen da seiva do castanheiro-da-índia, por exemplo, foi modificado geneticamente, para produzir em maior quantidade. O líquen colhido é colocado em grandes tanques, alimentado com cana-de-açúcar, para se reproduzir e depois prensado,  produzindo um óleo de cozinha leve, de sabor neutro e ponto de fumo elevado, comercializado com o nome de Thrive.

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O mesmo se aplica às ervas daninhas. Seu cultivo e aprimoramento poderia produzir campos de produção permanentes, sem a necessidade de safras atuais, evitando a semeadura e a colheita, que retiram do solo nutrientes, aumentam a erosão e o assoreamento de rios. O Land Institute, no Kansas, já cultiva, em 200 hectares, um cereal, conhecido como trigo-grama (Trinopyrum intermedium)  para comercialização. Olha o espaço ai para as nossas pragas comestíveis: que tal estudar melhor a produção de Ora Pro Nobis, por exemplo ?

Afinal, como diz, na mesma reportagem Raj Patel, um especialista em produção de alimentos: ” No século 21, está ficando óbvio que aquilo que a gente considerava erva daninha  pragas pode virar o nosso alimento.

FONTE: Tracie McMillan em Revista National Geographic Brasil, novembro 2018, pag. 63

Um industrial que não cai tão mal

5862030Se você já se consultou com uma nutri, com certeza já ouviu a frase “quanto mais natural, melhor”. Claro, é óbvio que os alimentos mais naturais, de preferência aqueles plantados no seu jardim e sem agrotóxicos são os que trazem mais benefícios para a nossa saúde, mas convenhamos né? Nem sempre temos o tempo necessário para cuidar de uma horta ou lembramos exatamente o que comprar para cada dia da semana e até muitas vezes esquecemos o lanchinho saudável em casa e naquele dia apelamos para o industrial.

Com base nesse pensamento nada “xiita”, como dizem alguns pacientes meus (lembrei de uma turma grande, hehe), que hoje vou dar algumas sugestões de lanchinhos industriais que eu como e que “não cai tão mal”!

Snack de soja

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Esse snack é um salgadinho mais saudável, digamos assim! Ele é feito com farinha de arroz e farinha de soja integral não transgênica e não contém aromatizantes artificiais. Ele é assado, por isso sua quantidade de gordura é baixa. Só não é para comer todo dia pois tem 69mg de sódio (nada que vai te matar se você tiver uma alimentação saudável).

Barra de cereal de fruta

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Como não amar? Eu sempre fico na dúvida qual o sabor que eu quero, daí acabo pegando todos mesmo!! São barrinhas 100% naturais, adoçados com tâmaras (olha que luxxx). Não tem aditivos químicos como corantes, conservantes ou adoçantes, ou açúcares. Escolha o seu sabor preferido e pode se deliciar.

Barra de cereal de castanhas

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Coloquei esse exemplo porque é a que mais gosto, principalmente a amarelinha! mas hoje já existem inúmeras marcas no mercado como a BIO2, Harts e Kind.

Mix de sementes

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São delícia e não tem corantes, adoçantes ou conservantes. É rico em vitaminas e não tem açúcar.

Chocolate

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As vezes bate aquela vontade de um docinho, principalmente naqueles dias! Já experimento esse chocolate? Ele é 70% cacau e tem chia nos ingredientes! Também livre de corantes, conservantes ou açúcares. pena que é um pouco pesado para o bolso. Se você tiver condições, vale o investimento.

Edamame

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O edamame para quem não sabe é o grão de soja ainda verde. Um ótima opção de snack (se você se adaptar ao sabor, eu não curto muito), não contém conservantes, corantes ou açúcares na composição. Ele é rico em proteínas e fibras.

Snack castanhas e frutas

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Delícia, sem corantes, adoçantes, conservantes ou açúcares. Tem várias misturinhas. Algumas são abacaxi com amêndoas, blueberry e maçã, cranberry e amêndoas e outros.

Biscoito de arroz

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Esse é um biscoito de arroz com chocolate amargo. É bem gostoso, coloquei recentemente no meu IG pessoal. Os ingredientes são: Chocolate meio amargo 59% (açúcar, cacau, manteiga de cacau, emulsificante lecitina de soja e E-476, aroma artificial sabor vanilina), arroz integral 41%. Esse contém emulsificante e aroma artificial, mas nada comparado com o que se vê por aí. Além do mais ele tem 0g de sódio.

Para o pãozinho, bolachinha ou biscoito…

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Feita com grão de amendoim selecionados. Não contém açúcares, é rico em gorduras boas e proteínas.

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Difícil dizer qual a mais gostosa, tem vários sabores como sardela, berinjela, nozes, alcachofra, azeitona e por aí vai… São feitas com ingredientes naturais. Essa de castanha de caju é  temperada com azeite, polpa de tomate, sal marinho, orégano e manjericão. Não é para comer todo dia já que contém 70mg de sódio por porção.

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Eu amo essa pastinha! Acho todos os sabores delicia, sempre fico na dúvida de qual vou levar…ela é produzida com ingrediente in natura, sem adição de corantes e aromatizantes artificiais. O sabor é ótimo, parece um patê.

Smoothies

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É um alimento 100% a base de frutas frescas, na correria vale a investida! Tem um da marca jasmine também que é bem saboroso.

Á base mandioca…

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É um biscoitinho assado e crocante, feito de tapioca. Contém gordura vegetal na composição, porém são 0,8g de gordura na porção.

Enfim, hoje em dia temos muitas opções para fugir do saldado banhado na gordura e repletos de conservantes que fazem mal para a saúde. mas reforço, o natural é sempre a melhor opção.

escritopor2gabriela

O oba oba da dieta

downloadDepois da moda “detox”, “glutenfree”, “lacfree”, “projetomaromba”, “bumbumnanuca”, “healthylifestyle” e por aí vai, chegamos na nova era, aquela do “podetudo”. Primeiro não podia comer nada, todo mundo vivendo de cápsulas e mais cápsulas, agora fomos evoluindo até chegar no tudo pode e restringir alimento é neurose! O pão sem glúten que não podia “jamé” voltou a poder e aquele queijinho branco mineirinho e gostosinho que se você comesse, com certeza iria sofrer perfurações dentro do seu corpo e morrer de hemorragia, também já pode de novo! Até o refri tá liberado!  Virou o oba oba da libertação!

Não é por aí né minha gente! Existem alguns tipos específicos de dietas para pessoas que possuem necessidades diferentes e principalmente patologias e sintomas diferentes. Vários sintomas são associados a alimentos que consumimos, principalmente aqueles consumidos em excesso. Alguns acham que as intolerâncias estão ligadas somente a sintomas gastrointestinais, o que não é verdade.

Por exemplo na questão do glúten,  além da doença celíaca e da alergia ao trigo, existem casos de reação ao glúten na qual os nem os mecanismos alérgicos nem autoimunes estão envolvidos. Estes são geralmente definidos como sensibilidade ao glúten. Alguns indivíduos apresentam uma série de sintomas quando consomem glúten como angústia, dores ósseas ou articulares, câimbras musculares, dormência nas pernas, erupções cutâneas  e sentem melhoras com uma dieta sem glúten. Na sensibilidade ao glúten os pacientes são incapazes de tolerar o glúten e desenvolvem uma reação adversa ao comer glúten que, geralmente, e diferentemente da doença celíaca, não provocam danos no intestino delgado. Atualmente, o diagnóstico é feito por exclusão, e uma dieta de eliminação e “desafio aberto” (isto é, a reintrodução monitorada de alimentos contendo glúten) são os mais frequentemente usados para avaliar se a saúde melhora com a eliminação ou a redução de glúten da dieta . Esta abordagem não tem especificidade pois  está sujeita ao risco de um efeito placebo da dieta de eliminação na melhoria dos sintomas, porém sendo o único método atual, ele está ajudando a melhorar a vida de muita gente que apresenta sintomas de sensibilidade ao glúten. Se você é essa pessoa, não entra no oba oba do “tudopode”.

Na intolerância a lactose a questão é mais ou menos parecida. Na maioria dos mamíferos a atividade da enzima lactase diminui na parede intestinal após o desmame, caracterizando a hipolactasia primária que provoca sintomas de intolerância à lactose. A intensidade dos sintomas de distensão, flatulência, dor abdominal e diarreia variam, dependendo da quantidade de lactose ingerida, e aumentam com o passar da idade. Porém estes não são os únicos sintomas que vem sido descritos na literatura atualmente. Alguns autores acreditam que a intolerância à lactose seja responsável por diversos sintomas sistêmicos, como dores de cabeça e vertigens, perda de concentração, dificuldade de memória de curto prazo, dores musculares e articulares, cansaço intenso, alergias diversas, arritmia cardíaca, úlceras orais, dor de garganta e aumento da frequência de micção. Na presença de sintomas sistêmicos, é preciso avaliar se de fato decorrem da intolerância à lactose, se são sintomas coincidentes ou se decorrem de alergia à proteína do leite de vaca (que afeta até 20% dos pacientes com sintomas sugestivos de intolerância à lactose). Então, fique atento ao “podetudo”. Se sua nutri identificou algum destes sintomas em você, provavelmente a dieta do oba oba não é a melhor opção para você.

Outras intolerâncias muito sérias como a intolerância à frutose entram na mesma questão. Devemos sempre nos alimentar com equilíbrio desde que respeitemos a nossa individualidade biológica. A variedade de alimentos que encontramos nos supermercados hoje em dia está aí para nos ajudar e em hipótese alguma contrariar esta questão. Se você pode come tudo, coma tudo em equilíbrio e se você é o tipo de pessoa que não pode, então exclua o que não pode e coma o resto em equilíbrio (sempre conte com a nutri).

A nutrição cresceu muito nos últimos anos e não é pra menos. Cada hora a indústria alimentícia tenta levar os consumidores para um lado e é para isso que nós nutris atuamos e buscamos cada dia mais a melhora da saúde de nossos pacientes. Não é de hoje que pessoas chegam com dietas de diferentes nutris e pedem minha opinião. Mas gente, cada profissional tem a sua conduta! Se o seu nutri acha que vc precisa comer casca de mexerica dos andes ou laranja esmaltada da Turquia, foi porque ele identificou que você precisava disso. Então a dica é, pesquise antes de consultar um profissional e se identifique com ele. E isso vale para todas as áreas.

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Esfriou! E agora?

images (1)Se você é aquele tipo de pessoa que sente mais fome no frio, vou te contar um segredo: isso é comum.

Ao contrário do que muita gente imagina, o nosso corpo gasta muito mais energia para se manter ativo durante o inverno do que no verão. No verão suamos mais e temos a impressão que mais calorias são queimadas durante o dia. Porém, isso não é verdade. Suamos mais apenas pelo fato de liberar o calor do nosso corpo através do suor. Já no inverno, o nosso tecido adiposo tem a importante função de nos manter aquecidos, gastando mais energia para manter a nossa temperatura corporal.

Para manter tudo funcionando em perfeito estado, o organismo “pede” mais comida (geralmente as mais calóricas) e assim aumenta a nossa vontade de comer no inverno. As frutas dos lanchinhos de inverno passam a ser biscoitos mais cremosos, o suco vira chocolate quente, a saladinha do jantar vira caldo com torrada e o japonês do final de semana vira fondue com vinho.

Isso sem contar a parte da atividade física né? Quem malha de manhã não quer levantar cedo para ir para a academia, afinal de contas quem quer largar o edredom quentinho para se jogar na academia? Para quem malha a noite, depois de um dia cheio, complica mais ainda, já que a preguiça chama!

Aí você me fala, mas nutri, então “quecofaço”? Como fazer para manter as curvas conquistadas no verãozão? Como sobreviver ao inverno sem os quilos a mais?

Bem, não existe nenhum segredo né? É sempre aquela velha história de comer menos do que gasta! Mas não fique de mal humor, apenas conforme-se que sempre vai ser assim e procure seguir algumas dicas:

Use o frio a seu favor

Mude o modo de pensar. Se no frio você queima mais caloria naturalmente, então aproveite essa situação para perder os quilinhos extras! Anime-se, levante e vá à academia. Nunca deixe de praticar atividade física só pelo fato de “estar frio”. Lembre-se também que eu a atividade física fortalece o sistema imunológico evitando aquelas gripes chatas dessa época do ano

Consuma com moderação

Os alimentos mais calóricos podem sim ser ingeridos, desde que não seja em exagero. Ao invés de comer fondue com os amigos toda semana, escolha um dia no mês. Quanto aos caldos, eles podem sim ser menos calóricos, então ao invés de sair para comer, chame os amigos e faça em casa, além de explorar novas receitas, a diversão é garantida!

Beba líquidos

Não se esqueça da água, ela é essencial para manter o nosso organismo funcionando, além de hidratar a pele e as mucosas que ressecam nessa época do ano. Abuse também dos chás. Converse com a sua nutri e veja qual o mais indicado para você, afinal nem só de chocolate quente vive o homem.

Fracione as suas refeições

Uma forma de aumentar o consumo calórico, mas sem exagerar em uma única refeição, é distribuir as refeições durante o dia, de forma que não sinta tanta fome em horários que não costumava sentir antes. Sempre é importante preferir alimentos com gorduras mono e poli-insaturadas (peixes, nozes, castanhas, azeite) e de carboidratos complexos (aveia, grãos integrais). Eles garantirão a energia excedente e os nutrientes necessários para o frio.

Bebidas alcoólicas

Aprecia um bom vinho? E por que não? Consuma com moderação.

Na dúvida, converse com a sua nutri!! 😉

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Transformando a gordura em músculos #sqn

face-postQue atire a primeira pedra quem nunca ouviu a expressão “transformar a gordura em músculos”. Pois bem, digo e “redigo” diariamente no meu consultório que isso não só não é possível, como é impossível!

Sabe quando a gordura do corpo será convertida em músculo? No mesmo dia que a água com limão morna no café da manhã começar a emagrecer (pra quem ficou na dúvida, a resposta é nunca).

A gordura não vira músculo, assim, como osso não vira fígado e boca não vira olho. São tecidos diferentes, células diferentes, composições e funções diferentes, ou seja, tudo diferente e para provar e desbancar e acabar com a  vergonha alheia que as vezes sentimos  pelo colega profissional (que insiste na ideia),  uns curiosos cientistas fizeram um estudo na Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW, na sigla em inglês), na Austrália e revelaram o mistério.

RÁ…aposto que você aí está bem pensando “ah é lógico que não vira músculo, a gordura que a gente perde vira energia (errado) e se não é energia então deve ser calor (errado de novo).

Mas então para onde será que esses quilos perdidos pelo André Marques (parabéns André Marques) foram parar? Simples…

No ar!

(silêncio)

Sim, no ar…os quilos de gordura que perdemos são eliminados através dos pulmões na forma de dióxido de carbono e água (excretada através da urina, do suor, das fezes, etc). Mas isso não é claro, meu caro Watson? Nem tanto…afinal de contas o dióxido de carbono que exalamos é invisível o que não torna essa “transformação” tão óbvia assim.

Aposto que você preferia a hipótese do músculo né! 😉

escritopor2gabriela

Eu aceito!

imagesUltimamente tenho recebido ligações de casais querendo marcar consulta nutricional em conjunto. O que eu acho da ideia? Excelente! Não só a ideia, mas também os resultados são excelentes.

A maioria me procura para auxiliar a perda de peso e montar um plano alimentar que seja viável para os dois. Claro que emagrecer assim é bem mais fácil – a dieta de um se adapta a dieta do outro e o casal passa a se apoiar mais. Acredite ou não, fazer uma reeducação alimentar em conjunto, fortalece o relacionamento. Isso porque um apoia o outro, dá força, estimula e também reclama!

Além de tudo tem a parte divertida né? Fazer atividade física e cozinhar, deixa o casal ainda mais unido e mais feliz.

O processo de emagrecimento é extremamente difícil para certos indivíduos, e a falta de apoio em casa dificulta ainda mais. Imagina só, você lá tentando perder peso na saladinha com frango e o maridão pedindo aquela pizza de pepperoni e tomando uma cervejinha em plena terça feira! Ora, relacionamento não é desafio, e é aí que muitos pecam! No relacionamento a dois, aquele que está querendo ter uma vida mais saudável e muitas vezes precisa perder peso, deve ser apoiado ao máximo pela outra parte!

O marido ou a esposa que não apoiam a mudança de vida do outro, geralmente provoca, para ver se o parceiro (a) vai conseguir mesmo mudar. Mas não é de maldade, isto está no subconsciente, na dificuldade de aceitar mudanças (principalmente as mudanças para a melhor do parceiro). Afinal de contas sempre existe aquele “medinho” do outro ficar bem e começar a atrair olhares enquanto você fica lá, estagnado na mesma.

Muitos relacionamentos sofrem diante da situação do parceiro querer levar uma vida sedentária, se alimentar mal e não querer mudar por puro comodismo ou até mesmo medo de não conseguir atingir a expectativa do outro.

Tem até um livro que chama casais inteligentes emagrecem juntos! Eu ainda não li e espero ler em breve, o título me parece bem interessante e eu concordo muito com ele!

Então, o meu conselho para aqueles casais que pretendem procurar uma nutri para iniciar uma vida mais saudável é: vai fundo!

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5 desvantagens que os alimentos industrializados trouxeram para a nossa saúde

Sabe um hábito que pode ser muito pior do que comer muita caloria? Comer muito produto industrializado. A vovó já dizia que comer o feijão premiado com linguiça dela fazia muito menos mal do que optar por um prato de sopas prontas, não é mesmo? Para provar que nossas avós sempre estiveram certas, vamos citar abaixo cinco desvantagens que só os alimentos industrializados podem fornecer para sua saúde. Venha conferir (e fugir enquanto é tempo!)!

1 – Diminuição da flora bacteriana 

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Já discutimos em alguns posts para trás a relação entre o consumo de leites e queijos pasteurizados e o seu efeito na nossa flora bacteriana (se você ficou curioso clique aqui e aqui). A verdade é que o consumo de leites e queijos crus (de origem segura, ok gente?) é extremamente benéfico para a nossa flora bacteriana intestinal. A nossa flora é bastante afetada por aquilo que ingerimos, e ter o contato com outros tipos de floras (como as encontradas no leite) permite que ela se fortaleça e ajude a regular ainda mais o funcionamento deste órgão. O consumo de leites e queijos “limpos” e “puros” tem assassinado nossa flora, e tem possibilitado o surgimento de várias doenças inflamatórias e alergênicas que antes não eram tão comuns em nossas rotinas. Existe uma forte teoria entre os gastroenterologistas e outros especialistas que o aumento de incidência de intolerância a lactose na nossa sociedade é consequência do nosso consumo exagerado de leites pasteurizados demais. Você acreditaria nessa possibilidade?

2 – Consumo desenfreado de açúcar

O açúcar é o vilão do século, e nós sabemos disso muito bem, não é mesmo? Mas pense bem: será que você come muito açúcar por causa das deliciosas geleias e conservas que sua vó faz em casa, ou porque você está sempre optando por consumir bebidas açucaradas (como sucos de caixinha e refrigerantes), lanchar biscoitos recheados ou comer aquela granola industrializada toda enfeitada de açúcar? Pois é. A culpa da nossa ingestão exagerada de açúcar é, em sua imensa maioria, causada por alimentos industrializados que fazem parte da nossa rotina. Pense nisso antes de criticar sua vovó por te servir aquele maravilhoso doce de goiaba após o almoço de domingo.

3 – Transformação do sódio em vilão

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O sal é, logo após o açúcar, o segundo vilão mais importante do século XXI. Mas vocês já pararam pra pensar que, nas nossas receitas caseiras, o uso de sal é infinitamente menor do que o encontrado em alimentos industrializados que colocamos na nossa rotina? O sal é um conservante natural utilizado em TODOS os produtos industrializados. Isso ai. TODOS. Até naqueles que dizem ter baixo teor de sódio, ou que dizem ser diet. Se você pode reduzir seu consumo de sódio somente trocando as receitas feitas com produtos industrializados por receitas caseiras, porque é que você vai precisar ficar comendo arroz e feijão sem sal pro resto da vida? Pense nisso quando seu médico lhe orientar consumir menor teor de sódio para controlar a pressão arterial.

4 – Baixa biodisponibilidade de micronutrientes

Não existe nenhum alimento mais nutricionalmente completo do que um em sua versão natural. Frutas, vegetais, cereais e carnes frescas são alimentos ricos em vitaminas e minerais essenciais para a nossa saúde. O mesmo não acontece com suas versões industrializadas. Além de apresentarem alto teor de conservantes e produtos químicos em sua composição, alguns micronutrientes são extremamente voláteis e se perdem facilmente no contato com o ar ou com outros compostos químicos. O resultado disto é a produção de um alimento com baixo valor nutricional e pouco importante para a nossa saúde.

5 – Menor consumo de fibras

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Você está sofrendo mais com quadros de constipação depois que teve que trocar algumas refeições caseiras por produtos industrializados? Não se assuste, isto é uma consequência natural da ingestão elevada destes alimentos. Para reforçar o sabor e facilitar a mastigação, a grande maioria dos produtos industrializados é elaborada com uma baixa concentração de fibras, já que geralmente são usadas farinhas brancas, açúcar simples e frutas e vegetais descascados em sua formulação.

Trocar sua refeição caseira deliciosa por um prato rápido, simples (e até menos calórico) de alimentos industrializados não pode ser uma ideia tão boa assim. Pense nisso antes de se preocupar somente com o teor calórico ou com a praticidade da sua alimentação.

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Batatômetro: Quest Bar – Sabor Canela e Vanilla Almond Crunch

O batatômetro de hoje é para quem usa barrinhas de proteína na complementação da sua alimentação diária!

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Esses dias recebemos 2 barrinhas da Quest Bar, vindas da empresa Natue, para provarmos e dar a nossa opinião! Uma sabor canela e a outra sabor baunilha. Para quem não conhece, as barrinhas Quest Bar são de proteína e possuem alguns diferenciais nutricionais. Antes de experimentar essas duas, eu já havia experimentado a de chocolate chip, mas não gostei muito porque achei meio enjoativa. Na verdade a maioria das barrinhas de proteína existentes no mercado são de fato enjoativas (para meu paladar) e foi exatamente o que me surpreendeu no sabor canela. Comi uma inteira com satisfação. Então vamos à classificação dos produtos segundo aparência, informações nutricionais, embalagem, sabor e preço. Lembrando que nossa escala vai de 1 a 10, sendo 10 a excelência no item avaliado e 1  pior resultado possível.

Embalagem: Nota 9

A embalagem é simples, bem organizada, contém todas as informações necessárias bem dispostas, como a tabela nutricional, ingredientes, data de validade e data de fabricação. Perdeu um ponto por não ter nada escrito em português, tudo na barrinha é escrito em inglês, o que dificulta para muitos identificar os ingredientes contidos no produto.

Aparência: Nota 8

Nota 8 pelo simples fato de não serem atrativas, o que não é nenhuma surpresa. Atualmente no mercado não tem uma barrinha de proteína visivelmente atrativa. Então ela é como todas as outras.

Sabor: Vanilla (7) Canela (10)

O sabor das duas é bem diferenciado. Não vou comparar uma á outra, vou comparar a de canela com todas que já experimentei. Se você assim como eu acha todas as barrinhas de proteína enjoativas, por favor, experimentem a de canela. Pela primeira vez posso falar que realmente gostei de uma barrinha de proteína! Ela não tem aquele sabor de adoçante amargo no final que dura horas na boca, sabe? Realmente fiquei muito surpresa! Já a de Vanilla não meu surpreendeu muito, o gosto é bem parecido com as demais no mercado, por isso tirei alguns pontos. Interessante que eu observei que no sabor canela o adoçante sucralose não está presente, somente o stevia. Pode ser essa a diferença.

Informações nutricionais: Nota 9

Quando comparado a outros produtos no mercado, a parte nutricional dessas barrinhas é incrivelmente superior.

Canela: Em 60g encontramos 170 kcal, sendo 8g de gordura, 0g de gordura saturada. 24g de carboidrato, 20g de proteínas e não contém açúcar. O que me chamou mais atenção no produto foi a quantidade de fibras: 17g (pasmem!!), nunca vi nenhuma barrinha no mercado com uma quantidade tão alta de fibras. Para vocês terem noção a diferença chega a ser de 90% quando comparada a outras marcas. O sódio deixa um pouquinho a desejar… 260mg em 1 porção (choremos…) . Descrição:

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Vanilla: Em 60g encontramos 200 kcal, sendo 9g de gordura, 0,5g de gordura saturada. 22g de carboidrato e 21g de proteínas. O que me chamou mais atenção no produto foi a quantidade de fibras: 18g (pasmem!!), nunca vi nenhuma barrinha no mercado com uma quantidade tão alta de fibras. Para vocês terem noção a diferença chega a ser de 90% quando comparada a outras marcas. O sódio deixa um pouquinho a desejar… 360mg em 1 porção (ainda maior que a de canela). Descrição:

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As fibras são compostas de isomalto-oligossacarídeos que diminuem o índice glicêmico e ainda auxiliam no bom funcionamento do intestino. 

 Preço: Nota 7

Uma barrinha chega a custas R$15,90, o que é bem pesado para o bolso do brasileiro que recebe um mínimo de R$788,00 ou seja R$26,27 por dia de trabalho. Porém quando comparado a marcas parecidas, o preço é equivalente.

Apesar do custo, o produto é considerado ótimo, principalmente pela parte nutricional. Devemos lembrar que a maioria dos concorrentes contém inúmeros ingredientes artificiais, além de não conterem fibras.

Como este não é um publipost, mas sim um texto com o objetivo de avaliar os produtos que encontramos no mercado, a Natue se colocou a disposição dos nossos leitores para tirar mais dúvidas sobre o produto. Basta acessar a página da loja clicando aqui!

escritopor2gabriela

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