Açúcar branco, demerara ou mascavo?

acucarUma dúvida que sempre fica é a de qual açúcar devemos usar e qual a diferença entre eles (sempre é melhor não utilizá-lo ou utilizar o mínimo possível). Já não bastava o açúcar branco e o mascavo, agora o demerara também entra na jogada com as modinhas.  Então vamos entender melhor as variações desses açúcares e qual faz “menos mal”.

Todos eles são fabricados a partir da cana que passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro a cana é moída para extrair o caldo que é aquecido a mais de 100°C e filtrado. Em seguida a água evapora, restando apenas o xarope do caldo que vai para o aquecimento fazendo “surgir” os famosos cristais de açúcar. Enfim, os cristais passam pelo processo de refinamento, recebendo produtos químicos que visam melhorar o gosto e o aspecto do produto.

O açúcar branco é o mais comum e também o mais utilizado.  No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e gostoso. Porém, esse processo retira vitaminas e sais minerais, deixando apenas as “calorias vazias” (sem nutrientes).

O açúcar mascavo é o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana sem passar pelo processo de refinamento e aditivos químicos. Assim ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais. Porém, seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas. Em 100 gramas de um açúcar mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar branco, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.

O açúcar demerara é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.

Agora é só fazer a sua escolha! Eu sugiro sempre o açúcar mascavo! 😉

escritopor2gabriela

E o açúcar realmente não pode?

Acho que a nossa alimentação nunca foi tão condenada como tem sido atualmente. Essa semana publicamos um estudo (confira aqui) que mostra a relação do consumo de altos níveis de açúcar com o envelhecimento do cérebro e o risco de demência.

Quimicamente falando os “açúcares” são compostos formados a partir da união de átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio, independente do seu tipo (glicose, frutose, sacarose ou lactose). No dia a dia vamos ter os açúcares naturalmente encontrados nos alimentos, e os açúcares de adição, aqueles utilizados pela indústria alimentícia para conferir melhor sabor ou textura aos alimentos. E esse último sim, é que devemos ter maior atenção.

Para a Organização Mundial de Saúde o consumo de açúcares de adição, não deve ultrapassar 10% das nossas calorias na nossa dieta.

Em uma pesquisa rápida no site da Embrapa, dá ver o real consumo de açúcar no Brasil nos últimos 60 anos. Enquanto em 1930 os brasileiros consumiam em média 15 quilos de açúcar por habitante por ano, em 1990 esse número subiu para 50 quilos por ano, e ainda continua subindo. A estimativa atual é de que cada brasileiro consuma em média entre 51 e 55 quilos de açúcar por ano (aproximadamente 150 gramas por dia), enquanto a média mundial é de 21 quilos de açúcar por pessoa.

Segundo alguns cientistas americanos, esse açúcar que é adicionado aos alimentos ativa o nosso sistema neurológico causando euforia através da liberação de um hormônio chamado de dopamina. O resultado? Nos tornamos cada vez mais tolerantes, ou melhor, viciados ao açúcar.

Mas vamos com calma. Não estou dizendo que você está proibido de tomar o seu café com açúcar no final da tarde, ou que tem que trocar o açúcar pelo adoçante. Aliás, independente de qual é o melhor adoçantes, eles foram criados para atender as pessoas diabéticas, isso é um fato!

Os açúcares devem fazer parte da nossa dieta. Restringir todo e qualquer tipo de fonte de açúcar (carboidratos) significa reduzir a quantidade de substrato que oferecemos para o nosso corpo produzir energia.

Quer dar os primeiros passos para reduzir o açúcar extra na sua dieta? Fique atento aos rótulos dos produtos industrializados. Por lei, as empresas são obrigadas a declararem em seus rótulos a lista de ingredientes que contêm naquele determinado produto, obedecendo a ordem de maior quantidade de ingrediente por porção.

escritopor2evandro

Fontes:

Você sabia que o açúcar causa envelhecimento do cérebro?

acucar 2Uma pesquisa feita nas Universidades de Washington e Harvard e publicada na revista The New England Journal of Medicine tem tido uma grande repercussão. Essa pesquisa avaliou os impactos do consumo de açúcar no envelhecimento do cérebro.

O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.

Os participantes faziam testes de habilidade cognitiva a cada dois anos. Se o resultado mostrasse algum déficit, os indivíduos eram encaminhados para exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para saber se apresentavam Alzheimer ou outro quadro demencial. Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.

acucarA conclusão que os autores da pesquisa chegaram foi que os níveis de glicose mais altos estão diretamente ligados ao aumento do risco de demência em indivíduos com ou sem diabetes.

Agora mais do que nunca os efeitos que o açúcar causam no nosso organismo está comprovado. Por isso, meus caros, vamos cuidar da nossa saúde e evitar seu consumo. Lembro que uma lata de refrigerante tem aproximadamente 39g de açúcar e segundo a OMS o consumo máximo de açúcar deve ser de 25g por dia.

O alto consumo de açúcar não está somente relacionado com diabetes e obesidade, ele também envelhece o cérebro.

Na íntegra: Glucose Levels and Risk of Dementia

escritopor2gabriela

 

Xarope de Milho de Alta Frutose: O que você come é realmente saudável?

xaropeO xarope de milho é um líquido doce e pegajoso utilizado como adoçante para confeitaria. É feito a partir de amido de milho, e é composto principalmente de glicose. Contém uma quantidade grande de maltose. O xarope de milho é usado na indústria culinária para transformar a textura do alimento mais leve, aumentar volume, prevenir cristalização do açúcar, e salientar sabor. Por ser mais barato que o açúcar comum, ele vem sendo utilizado em larga escala pela indústria de alimentos.

alimentos_e_depressaoUsado na maioria dos produtos industriais (bolos, refrigerantes, sucos, geleias, bolachas, congelados, ketchup, barras de cereais, dentre outros) para substituir o açúcar, o xarope de milho de alta frutose causa danos no metabolismo, pois ele diminui a secreção de leptina no organismo. A leptina é aquele hormônio que informa o seu corpo a hora que você já está satisfeito e deve parar de comer. Por esse motivo, esse xarope está tão associado à obesidade e tem sido tão falado/denunciado por nutricionistas em todo o mundo.

O consumo abusivo e constante, inclusive por crianças, leva ao aumento da gordura abdominal e resistência a insulina, que aumenta risco em desenvolver obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, além de aumentar significativamente os triglicérides e o LDL, considerado o “mal colesterol”. Inclusive, um trabalho mostrou que pode aumentar ainda mais ácido úrico em que sofre já de gota.

Aí nos perguntamos…por quê as nossas crianças estão ficando mais e mais obesas? Porque elas estão consumindo alimentos que são vendidos como saudáveis mas na verdade não são! Esse vídeo explica bem o que está acontecendo e acho que todas as pessoas deveriam assisti-lo:

Essas duas mulheres não exageraram em nada nesse vídeo. O que foi dito é real. A verdade é que a industria de alimentos não está se importando com a sua saúde, o que ela quer na verdade é lucrar cada vez mais. A minha dica é que você consuma os alimentos da forma mais natural possível, de preferência os alimentos orgânicos e leia sempre os rótulos dos alimentos. Na dúvida, consulte uma nutricionista de confiança.

escritopor2gabriela

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