Depois de culpar o açúcar, será que a gordura enfim pode?

Uma das principais vantagens dos tempos atuais é a velocidade em que a informação é transmitida e como essa mesma informação é capaz de estar certa em um minuto, e totalmente errada em outro.

Acaba de ser lançado nos EUA um livro bem polêmico (no mínimo) para boa parte nutricionistas, nutrólogos e simpatizantes da comida saudável. Escrito pela jornalista Nina Teicholz, o livro “The Big Fat Surprise: Why Butter, Meat and Cheese Belong in a Healthy Diet.”, vai bagunçar boa parte das recomendações nutricionais (convencionais) que conhecemos sobre o consumo de gorduras saturadas.

Livro: The Big Fat Surprise
Livro: The Big Fat Surprise

A proposta de Nina é bastante interessante e a discussão sobre o assunto não se limita a apenas um debate de nutricionistas. Nina vai além e investiga centenas de artigos científicos e aponta (juntamente com outros pesquisadores) as possíveis falhas metodológicas realizadas durantes as pesquisas para descobrir o porquê, afinal, criminalizaram o uso das gorduras e como isso modificou a forma que as indústrias de alimentos trabalham, o que as pessoas comem e o tempo que elas vivem.

O uso das gorduras na nossa dieta sempre foi relacionado aos possíveis danos que poderiam causar na nossa saúde, principalmente aqueles ligados as doenças cardíacas, principal causa de morte em vários países do mundo.  De acordo com o American Heart Association (AHA) principal órgão mundial responsável estudar e publicar as diretrizes médicas sobre o assunto, se comermos comidas com grandes quantidades de gorduras saturadas, possivelmente aumentaríamos o nível de colesterol no nosso sangue, e elevaríamos em grandes chances o risco de termos infartos ou qualquer outra doença do coração.

Sobre o Livro (disponível somente em inglês)
Título:The Big Fat Secret – Why Butter, Meat and Chesse, belong in a healthy diet 
Autor: Nina Teicholz
Editora: Simon & Schuster
Páginas: 479 páginas
Preço: $ 18,88
Disponível em: amazon.com 

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E a tal Espirulina? Será que pode?

SPIRULINAM

Agora é a vez da Espirulina né gente, todo mundo querendo saber o que é, como que consome, se emagrece mesmo, e por aí vai. Pois bem, vamos saber do que se trata então…

A espirulina é legalmente autorizada como complemento alimentar na Europa, Japão e Estados Unidos pelo FDA (Food and Drug Administration), sem efeitos tóxicos ao organismo (Belay et al., 1993; Von Der Weid et al., 2000). No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite sua comercialização desde que o produto final no qual o microrganismo tenha sido adicionado esteja devidamente registrado (Brasil, 2008).

A Spirulina app é uma bactéria que está sendo muito estudada, consumida e utilizada na indústria de alimentos devido as suas propriedades nutricionais e farmacêuticas. Ela é umas das fontes mais ricas em beta-caroteno e ferro absorvível, além de conter compostos fenólicos, ficocianina, ácido gama-linolênico e outros ácidos graxos essenciais.

O conteúdo protéico da Spirulina atinge 60-70% do seu peso seco. Estas proteínas apresentam excelente qualidade com um índice balanceado de aminoácidos essenciais. As proteínas presentes possuem digestibilidade de 70%. Entre os aminoácidos não essenciais presentes na Spirulina estão: alanina, arginina, ácido aspártico, cistina, ácido glutâmico, glicina, histidina, prolina, serina e tirosina. Entre os aminoácidos essenciais, estão a isoleucina, a leucina, a lisina, a metionina, a fenilalanina, a treonina e a valina. A fim de suprir as necessidades diárias de aminoácidos essenciais requeridas por um adulto saudável, seria necessário o consumo de 25g/dia de Spirulina spp. Esta quantidade de Spirulina seria muito elevada para o consumo em cápsulas ou para a adição em produtos alimentícios sem alterações perceptíveis de sabor, devendo-se considerar, portanto, as demais fontes de aminoácidos essenciais, principalmente as oriundas de produtos cárneos e laticínios, consumidas por um adulto. (Ambrosi, M.A et al, 2008)

A ação de Spirulina spp. é comprovada através da sua efetividade na inibição da replicação de alguns vírus, no tratamento de câncer, na redução dos lipideos, da glicose e da pressão sanguínea, na melhora da microbiota intestinal e resposta imunológica, na proteção renal,e no combate à desnutrição através do aumento da absorção de minerais. Dados sugerem que a biomassa de Spirulina spp., é um excelente suplemento alimentar, além de ajudar no tratamento de algumas doenças.

Mas como nem tudo na vida são rosas vermelhas, esse fitoterápico não pode ser usado “a torta e a direta”. Primeiro que ele só pode ser prescrito por um nutricionista ou médico e segundo que de nada adianta sair por aí tomando espirulina e ao mesmo tempo ter uma vida sedentária e uma dieta irregular.

Atualmente, a Legislação brasileira recomenda, como limite máximo de consumo diário por pessoa, 1,6g de Spirulina (BRASIL, 2009). Mas as cápsulas não são indicadas para gestantes, nutrizes (bebês que ainda amamentam) e crianças, devido à maior fragilidade do organismo nessas fases da vida. Se usada indevidamente, os efeitos colaterais são vômitos, náuseas e diarreias; por isso, a orientação de um profissional é sempre importantíssima.

E como eu sempre digo, não existe milagre para a perda de peso, novos estudos relacionados à espirulina já estão sendo publicados, e no que se refere ao emagrecimento, não são nada animadores. Pode até ser usado como suplemento alimentar, mas no que se refere à perda de peso, meus amigos, o segredo continua sendo sendo atividade física e dieta acompanhados de bons profissionais.

Referências:

Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl., v. 29, n.2, p. 109-117, 2008 – Propriedades de Saúde de Spirulina app

Spirulina in Human Nutrition and Healthy – Taylor et al, 2008

Spirulina, exercício e controle da glicemia em ratos diabéticos – Leandro Pereira de Moura et al 2012

Rev. Inst. Adolfo Lutz;69(1):69-77, jan.-mar. 2010.Uso da Spirulina platensis na recuperação de ratos submetidos à dieta de restrição proteica

escritopor2gabriela

 

 

 

Óleo de coco emagrece?

oelo de coco

Não há comprovação científica. Os estudos são extremamente escassos, o que se sabe é que como qualquer óleo, se consumido em excesso, o óleo de coco pode causar aumento de peso. Assim como o azeite, o óleo de soja, de girassol, ele possui calorias e o consumo excessivo pode provocar o ganho de peso já que é um adicional calórico à dieta da pessoa. Ou seja, não faz milagre.

O Coco (C. nucifera) pertence à família Arecaceae (Palmae) e à subfamília Cocoideae. O óleo é, em geral, extraído a frio a partir da massa do coco. O óleo de coco é classificado como gordura saturada. Sabe-se que o nível de saturação determina a consistência da gordura em temperatura ambiente. Quanto maior o grau de saturação, mais dura a gordura será. No entanto, o óleo de coco é uma exceção, pois apesar de ser altamente saturado, é liquido, devido à predominância de ácidos graxos de cadeia média (AGCM), que correspondem a 70-80% de sua composição.

O fato do óleo de coco possuir maior quantidade de AGCM, diferentemente de outras gorduras saturadas, faz com que tenha um comportamento metabólico distinto em virtude de suas características estruturais.

colesterolUm estudo dinamarquês comparou dietas ricas em AGCM e ácidos graxos de cadeia longa (AGCL) sobre o perfil lipídico e os resultados mostraram que houve maior aumento do colesterol plasmático total, do LDL-colesterol (lipoproteína de baixa densidade), mas também do HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade) quando preferida a dieta rica em AGCM. Ou seja, uma dieta rica em óleo de coco aumenta tanto o colesterol bom quanto o colesterol ruim.

Redes_PerderPesoEm relação à perda de peso, os estudos com suplementos a base de óleo de coco são extremamente escassos e de baixo grau de evidência. Os defensores do óleo de coco se baseiam na teoria de que os AGCM são facilmente oxidados a lipídeos e não armazenados no tecido adiposo, quando comparados aos AGCL. Por esta inferência, e pelo fato do óleo de coco ser rico em AGCM e pobre em AGCL, seu uso poderia ter efeito no tratamento da obesidade.

imagesUm estudo conduzido em humanos concluiu que o uso do óleo de coco virgem, por ter alto teor de AGCM, parece ser benéfico para redução de gordura abdominal, em especial em homens, sem alteração significativa do perfil lipídico, mas vale ressaltar que este estudo foi realizado em apenas 20 indivíduos, não foi duplo cego e o acompanhamento foi feito por apenas quatro semanas.

Outro estudo conduzido por um grupo de Alagoas estudou 40 mulheres entre 20 e 40 anos, que foram randomizadas em dois grupos – um que recebeu óleo de coco e, outro, recebeu óleo de soja – de forma duplo-cega por 12 semanas, além de orientação dietética, com nutricionista, com dieta hipocalórica e orientação para prática de atividade física. Como resultado, a suplementação de óleo de coco não alterou o perfil lipídico e a perda de peso foi idêntica nos dois grupos.

Há poucas evidencias que comprovem o efeito emagrecedor do óleo de coco e aqui entre nós, essas evidencias são bem questionáveis. O que acontece na realidade é o mesmo de sempre, eu diria que é o “efeito modismo”. Já que a blogueira tal e a atriz tal falaram que estão tomando e tiveram resultados excelentes com o uso, você também começa a tomar sem muitas vezes nem saber o porque.

oelod e cooc pilulasPode ser na forma líquida, na forma de pílula, não importa. O óleo de coco é o assunto do momento quando a questão é a busca pelo emagrecimento. Muitos já aderiram à moda e apesar de ele ser a febre do momento, médicos e nutricionistas afirmam que o óleo de coco usado como suplemento é “pura ilusão e não adianta em nada” na perda de peso.

De acordo com a médica endocrinologista Cíntia Cercato, do grupo de obesidades do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), não existe nenhum estudo científico que prove esta característica do produto.

– Esse modismo na utilização do óleo de coco não faz nenhum sentido com o intuito de emagrecer. Óleo de coco é gordura saturada, e em tese é uma gordura ruim. O que ele difere de outras gorduras é porque ele um ácido graxo composto de cadeia média (ou seja, sua metabolização pelo organismo pode ser mais rápida que vários outros tipos de gordura).

– Uma colher de óleo de coco tem mais caloria que uma colher de manteiga ou azeite. Qualquer gordura se consumida em excesso vai ocasionar problemas de saúde.

Para engrossar a lista dos malefícios ao corpo, a médica endocrinologista presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski, informou que o óleo de coco em excesso pode prejudicar, por exemplo, pessoas que sofrem com problemas no fígado.

 Defensor do uso do óleo de coco em substituição a outros óleos, o médico homeopata e autor do livro Poder Medicinal do Coco e do Óleo de Coco Extra Virgem, Márcio Bontempo, também disse não acreditar no uso deste elemento natural com o objetivo de perder peso. Porém, segundo ele, o óleo de coco pode ser benéfico à saúde se for usado no lugar de outros tipos de gordura que possuem cadeias longas (demoram mais para se metabolizar).

– Este óleo atua na lipoproteína, ou seja, ele ajuda a reduzir o mau colesterol e tirar a gordura de áreas inconvenientes do corpo, por exemplo, a barriga. Porém, não pode ser utilizado desta maneira como está na moda. Duas colheres de sopa por dia em substituição funcionam, mas precisa estar associado a outras atividades, como exercícios físicos e dieta. Não há milagre nenhum.

Para Cíntia não há dúvidas que tantos famosos afirmaram recentemente a perda de calorias com uso de óleo de coco exatamente porque eles realizam constantemente dieta e muita malhação.

– Tudo isso faz parte do pacote para a perda de peso.

Fica claro que, apesar das diversas teorias positivas sobre o óleo de coco, os estudos ainda são escassos e controversos, tanto para o perfil lipídico quanto para o emagrecimento. É importante ter em mente que a gordura saturada do óleo de coco, mesmo que com melhor composição que outras fontes de gordura saturada, deve ter seu consumo restrito. Ainda é válida a recomendação de que uma dieta de alta qualidade para saúde deve limitar a ingestão de gordura saturada (7% do valor calórico total da dieta), substituir gordura saturada por monoinsaturada e poliinsaturada, aumentar o consumo de ômega 3, fibras solúveis, vegetais e frutas. O uso de suplementos a base de óleo de coco está longe de ser um milagre para emagrecer. Certamente seu uso é mais um modismo, sem respaldo científico e que, por enquanto, deve ser desestimulado.

escritopor2gabriela

Você está de Dieta? Sem querer ser pessimista, mas provavelmente não vai dar muito certo.

Calma, calma, calma! Não sou eu quem estou dizendo isso.

Uma das coisas que ultimamente mais incomoda é a maneira como as pessoas têm lidado com certas situações. Um exemplo disso é que não existe como ganhar dinheiro sem trabalho. Ora, trabalho é isso: esforço, labutação! Daí me vem alguém e lança a moda do “Ganhe dinheiro sem sair de casa!”.  Onde está o esforço nisso? Você vai ganhar para ficar em casa, sem fazer algo que exija esforço? Brincadeiras a parte, com a alimentação não tem sido diferente. Acho bem engraçado quando vejo alguém com adesivo nos carros ou com botons em roupas com o escrito “Perca peso. Pergunte-me como!”, eles fazem isso parecer tão simples, tanto quanto quem ganha dinheiro sem sair de casa.

Sempre achei bacana as leis da saúde praticadas por Galeno. Galeno considerava que se nós controlássemos as nossas emoções, evacuássemos diariamente, dormíssemos o suficiente, respirasse o ar puro, ingerisse os alimentos corretos e tomasse as bebidas adequadas, seria o suficiente para evitar a maior parte das doenças da época (até aqui nada muito diferente do que escutamos até hoje – e olha que ele viveu entre os anos de 129 – 210 DC).

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Colorado afirma que um terço de todas as mulheres e um quarto de todos os homens nos Estados Unidos, estão em dieta.  Você se inclui nesses dados? Bom, assista esse vídeo apresentado pela Neurocientista Sandra  Aamodt, que mostra de forma bem simples e interessante o porque as dietas não funcionam.

escritopor2evandro

A Dieta Gracie: Prós e Contras

Uma leitora entrou em contato com a gente, e pediu para que escrevêssemos o nosso ponto de vista em relação a uma das dietas mais famosas e mais conhecida: “A Dieta Gracie”.

Para falar a respeito dessa dieta, nada mais digno que comprar o livro de Rorion Gracie, criador deste estilo de vida alimentar, sobre o assunto.

capa_a_dieta_gracieA Dieta Gracie é um regime de alimentação racional baseada no consumo de alimentos saudáveis que combinados entre si tornam a digestão mais fácil e aumentam o aproveitamento do alimento pelo organismo. As combinações dos alimentos são dividas em grupos A, B, C, D, E e F conforme figura:

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Segundo o autor do livro, a proposta da dieta é educar e reprogramar os seus hábitos alimentares tornando-o um indivíduo mais saudável e com mais energia.  Porém, os princípios da dieta ainda não foram respaldados cientificamente e a única maneira de comprovar os efeitos positivos de acordo com o livro é acompanhar a saúde da família Greice e dos demais que seguem a dieta.

Durante toda a leitura do livro, o autor compara as dificuldades de transformar os hábitos alimentares com situações cotidianas e com a arte do jiu jitsu e, ao mesmo tempo incentiva o leitor a não desistir e continuar sempre firme nos seus objetivos.

De acordo com os princípios da dieta, você terá um aumento de energia, redução na frequência de dores de cabeça, gases, intestino desregulado, azia, dores de estômago,  dentre outros.

A essência da dieta:

Fases:

Primeira: Mantenha um espaço de pelo menos quatro horas e meia entre as refeições – alimentar-se de 3 em 3 horas resulta em fermentação excessiva e acidificação do sangue.

Segundo artigos que li e o que estudei, a acidose metabólica (acidificação do sangue) pode acontecer devido a ingestão de algum ácido ou substância como álcool ou metanol, doenças ou incapacidade do rim em excretar ácido. Quanto a alimentar-se de 3 em 3 horas não existe nada na literatura que aponte efeitos negativos (quando se tem uma alimentação equilibrada, lógico…nada de hambúrguer de 3 em 3 horas)

Segunda: Elimine as sobremesas e os refrigerantes – Pode comer doces, mas deve aprender que doce comer e quando comer. Refrigerantes são proibidos.

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Essa fase eu gostei e concordo com ela.

Terceira: Não misture diferentes tipos de amidos na mesma refeição – em vez de comer um hambúrguer e batata frita, coma 2 hambúrgueres ou coma somente a carne sem o pão e toda a batata frita que quiser. Não vale misturar amido na mesma refeição, ou come só o trigo ou come só a batata ou come só o milho ou come só o arroz e por aí vai.

Não achei explicação científica alguma para essa fase. Não há porquê em não misturar diferentes tipo de amidos. Pode ser que o consumo do amido em excesso leve a um aumento de peso, mas nada relacionado com misturá-los em uma mesma refeição. Chamo a atenção aqui que ao consumir a quantidade de batata frita que quiser você pode prejudicar a sua saúde principalmente devido às gorduras presentes nessa preparação.

Enquanto o autor do livro explica as fases (citadas acima), ele pontua aspectos muito interessantes e positivos como:

– Sugestões de cardápio, seleção de alimentos (tudo sempre da melhor qualidade), modo de preparo, rendimentos e utensílios que podem ser usados no preparo;

– Higiene;

– Ensina como acabar com o hábito de comer junk food, inclusive como lidar com as crianças com esse hábito;

– Como ensinar as crianças a fazer escolhas certas em festinhas de aniversário e como você pode ajudar;

– Como inspirar as pessoas a se alimentarem bem;

– Porque devemos escolher alimentos orgânicos e livres de pesticidas e hormônios, dentre outros…

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O que realmente ficou nas nuvens foram as combinações alimentares que devem ser feitas na dieta. O livro cita os princípios que são baseados em parcerias (de alimentos) que otimizam o processo digestivo e levam ao aumento de energia, saúde e longevidade mas não deixa claro de onde vem estes embasamentos. De onde aprenderam que só  se pode comer um tipo de amido em cada refeição; que frutas cítricas não devem ser misturadas com nada e sim ingeridas sozinhas; que devemos evitar pimenta, canela e mostarda; que carne de porco é proibida; que fruta com queijo é bom e outras imposições da dieta?

A escolha das combinações dos alimentos ficam sem explicação no conteúdo do livro. A pessoa que criou a dieta com certeza estudou algo sobre nutrição, mas não deixou claro seus embasamentos científicos para criar estes padrões de alimentação. Já foi dito antes que a dieta não tem comprovação cientifica. Acredito que vale a pena a leitura do livro ‘A DIETA GRACIE” para os interessados na prática desde que saibamos filtrar alguns pontos, em especial o radicalismo. O que faz bem para alguns pode não fazer para outros. Enfim, existem muitos pontos positivos na Dieta Gracie que valem ser seguidos, mas em contrapartida há também pontos negativos. Como cada indivíduo possui uma necessidade diferente uma dieta pode funcionar para alguns mas não ser adequada para outros).

Para a minha vida vou usar como aprendizado e inserir os pontos positivos, e você?

escritopor2gabriela

Médicos britânicos testam dietas da moda

Na onda das dietas da moda dois irmãos britânicos, que também são médicos, encararam um desafio alimentar que foi registrado pelo canal BBC 2. No documentário “Sugar vs Fat” (ou Açúcar versus Gordura), os irmãos resolveram seguir duas das mais famosas dietas da moda. Alexander fez a conhecida “dieta da proteína“, retirando todo o carboidrato de sua alimentação e Chris ingeriu o mínimo de gordura possível (escolhendo alimentos com até 2% de gordura na composição). Como são gêmeos o estudo se torna ainda mais interessante por podermos relevar a influência de fatores genéticos no período em restrição alimentar.

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Como resultado ambos tiveram redução de peso corporal, sendo que Chris (o de restrição de gordura) perdeu um pouco a menos que seu irmão, que restringiu carboidratos. Mas o que torna o estudo importante são os relatos dos irmãos sobre como se sentiram durante o período dietético: Alexander afirma que se sentia frequentemente cansado e sem fôlego para simples atividades físicas, além de queixar de dores de cabeça intermináveis. Em um teste de raciocínio feito com os dois irmãos com um similador de ações para ganhar dinheiro Chris foi pelo menos três vezes mais eficaz que o irmão, o que reforçaria que a falta de carboidrato também prejudica o desempenho mental do indivíduo. Em compensação Chris, apesar de não relatar cansaço, queixou se sentir insaciável, tendo que buscar por todo o tempo algo para beliscar.

O mais interessante foi o resultado dos exames de sangue que mostraram que Alexandre utilizava sua musculatura corporal como uma das fontes para produção de energia, devido a falta de carboidrato, podendo justificar a queixa de seu cansaço extremo, e para Chris as taxas de açúcar sanguíneo aumentaram significativamente, provavelmente por causa de sua busca por saciedade constante.

A conclusão dos dois médicos foi que o ganho de peso não está relacionado exclusivamente com o consumo de gordura ou carboidratos, mas sim de uma associação entre o excesso da ingestão dos dois alimentos. A moderação é sempre a chave para se manter bem!

Para os curiosos de plantão a notícia original se encontra no site da BBC.

escritopor2marina

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