Depois de culpar o açúcar, será que a gordura enfim pode?

Uma das principais vantagens dos tempos atuais é a velocidade em que a informação é transmitida e como essa mesma informação é capaz de estar certa em um minuto, e totalmente errada em outro.

Acaba de ser lançado nos EUA um livro bem polêmico (no mínimo) para boa parte nutricionistas, nutrólogos e simpatizantes da comida saudável. Escrito pela jornalista Nina Teicholz, o livro “The Big Fat Surprise: Why Butter, Meat and Cheese Belong in a Healthy Diet.”, vai bagunçar boa parte das recomendações nutricionais (convencionais) que conhecemos sobre o consumo de gorduras saturadas.

Livro: The Big Fat Surprise

Livro: The Big Fat Surprise

A proposta de Nina é bastante interessante e a discussão sobre o assunto não se limita a apenas um debate de nutricionistas. Nina vai além e investiga centenas de artigos científicos e aponta (juntamente com outros pesquisadores) as possíveis falhas metodológicas realizadas durantes as pesquisas para descobrir o porquê, afinal, criminalizaram o uso das gorduras e como isso modificou a forma que as indústrias de alimentos trabalham, o que as pessoas comem e o tempo que elas vivem.

O uso das gorduras na nossa dieta sempre foi relacionado aos possíveis danos que poderiam causar na nossa saúde, principalmente aqueles ligados as doenças cardíacas, principal causa de morte em vários países do mundo.  De acordo com o American Heart Association (AHA) principal órgão mundial responsável estudar e publicar as diretrizes médicas sobre o assunto, se comermos comidas com grandes quantidades de gorduras saturadas, possivelmente aumentaríamos o nível de colesterol no nosso sangue, e elevaríamos em grandes chances o risco de termos infartos ou qualquer outra doença do coração.

Sobre o Livro (disponível somente em inglês)
Título:The Big Fat Secret – Why Butter, Meat and Chesse, belong in a healthy diet 
Autor: Nina Teicholz
Editora: Simon & Schuster
Páginas: 479 páginas
Preço: $ 18,88
Disponível em: amazon.com 

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Fechando o zíper: avaliando rótulos

Quando falamos aqui sobre a campanha “Põe no Rótulo” recebemos uma sugestão de página muito interessante de um leitor, André Winter. Ele nos contava de uma página chamada “Fechando o Zíper“, que tinha como proposta revelar as reais informações contidas nos rótulos dos alimentos e avaliar sua qualidade nutricional.

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O interessante é que o site foi feito por três jovens (sendo duas nutricionistas) e avaliam não só a qualidade nutricional do produto, de acordo com seu rótulo, mas também se eles atendem ao regulamento de elaboração de rótulos alimentares. A partir disto lá você encontra a avaliação de carnes, bebidas, cereais, doces, laticínios e tudo o que você imaginar. O mais legal? Você pode sugerir um rótulo para que eles avaliem e disponibilizem no site!

Que encontremos mais profissionais da saúde assim, preocupados em ajudar e informar a população com responsabilidade e dedicação! Por isto não deixem de visitar o site:

www.fechandooziper.com

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Batatômetro: Sopa de Creme de Alho Poró com Champignon

BatatômetroHoje a pedidos de uma seguidora vamos analisar um produto da Posse do Corpo.

posse do corpoA posse do corpo trabalha com uma linha de produtos congelados light que pode ser encontrada tanto em supermercado quanto comprada online no site deles:

http://www.spapossedocorpo.com.br/congelados/home

A proposta da marca é facilitar o consumo de alimentos mais saudáveis através de programas semanais de cardápios (pelo menos foi o que eu entendi olhando o site). A marca possui algumas linhas que variam desde shakes e sucos até gourmet.

O produto que vamos analisar hoje é a Sopa de creme de Alho Poró com Champignon de 350g.

sopa

rotulo sopaDe acordo com o rótulo, uma embalagem do produto de 350g tem 90 kcal, e a refeição entra como jantar. Sabe-se que no jantar devem ser consumidas cerca de 25% das calorias ingeridas durante todo o dia. Se a média calórica diária é de 2000kcal, o jantar deve ter em torno de 400kcal. Então nesse quesito o produto deixou a desejar. As calorias correspondem a apenas 4,5% das calorias diárias.

Total Calórico: Nota 4

E assim segue para os outros elementos. Os carboidratos e proteínas também estão bem abaixo do valor recomendado para esta refeição.

No quesito gorduras, pontos para o produto! As gorduras totais são de apenas 1,7g sendo 0g de gorduras saturadas.

Total de Gorduras: Nota 10

O produto apresenta 377mg de sódio. É um valor alto pela quantidade de energia que ele fornece, mas comparado a outras sopas instantâneas (aquelas de pó), esse produto sai ganhando. O consumo recomendado de sódio de acordo com o Guia Alimentar para a população brasileira é de 2000mg por dia, ou seja, apenas 5g de sal.

O produto possui 20% da quantidade de sódio que pode ser consumida no dia (com base em uma dieta de 2000 kcal), o que na minha opinião, ainda é muito pelo fato dele oferecer somente 90kcal. Esse total de sódio é encontrado em refeições com mais de 400kcal. Assim não deixa de ser um produto industrializado.

Total de Sódio: Nota 7

De acordo com a quantidade de fibras (2,8g de fibras por porção), o produto está longe de ser rico em fibras. Segundo a ultima norma da ANVISA:

RICO EM FIBRAS, deve conter, no mínimo, 5 g por porção ou 6 g de fibras por 100 g de prato preparado. Já para ser FONTE DE FIBRAS, ele deve conter, pelo menos, 2,5 g por porção ou 3 g de fibras por 100 g de prato preparado.

 Em 100g deste produto temos apenas 0,8g de fibra, então ele não chega nem perto de ser fonte de fibras.

 Total de fibras: Nota 5

 De acordo com os ingredientes, o produto contém abobrinha, chuchu, alho poró, champignon, cebola, sal e salsinha. Não contém glúten

Gostei dessa parte pois não contém “antes” e celíacos podem consumir.

 Ingredientes: Nota 9

 Nota Total do Produto: 7

 Dessa forma podemos concluir que o produto possui calorias suficientes para ser um “lanchinho”, mas contém a quantidade de sódio de um jantar. Na dúvida, faça sua sopa em casa e opte por alimentos da forma mais natural possível.

escritopor2gabriela

 

A Dieta Gracie: Prós e Contras

Uma leitora entrou em contato com a gente, e pediu para que escrevêssemos o nosso ponto de vista em relação a uma das dietas mais famosas e mais conhecida: “A Dieta Gracie”.

Para falar a respeito dessa dieta, nada mais digno que comprar o livro de Rorion Gracie, criador deste estilo de vida alimentar, sobre o assunto.

capa_a_dieta_gracieA Dieta Gracie é um regime de alimentação racional baseada no consumo de alimentos saudáveis que combinados entre si tornam a digestão mais fácil e aumentam o aproveitamento do alimento pelo organismo. As combinações dos alimentos são dividas em grupos A, B, C, D, E e F conforme figura:

foto

Segundo o autor do livro, a proposta da dieta é educar e reprogramar os seus hábitos alimentares tornando-o um indivíduo mais saudável e com mais energia.  Porém, os princípios da dieta ainda não foram respaldados cientificamente e a única maneira de comprovar os efeitos positivos de acordo com o livro é acompanhar a saúde da família Greice e dos demais que seguem a dieta.

Durante toda a leitura do livro, o autor compara as dificuldades de transformar os hábitos alimentares com situações cotidianas e com a arte do jiu jitsu e, ao mesmo tempo incentiva o leitor a não desistir e continuar sempre firme nos seus objetivos.

De acordo com os princípios da dieta, você terá um aumento de energia, redução na frequência de dores de cabeça, gases, intestino desregulado, azia, dores de estômago,  dentre outros.

A essência da dieta:

Fases:

Primeira: Mantenha um espaço de pelo menos quatro horas e meia entre as refeições – alimentar-se de 3 em 3 horas resulta em fermentação excessiva e acidificação do sangue.

Segundo artigos que li e o que estudei, a acidose metabólica (acidificação do sangue) pode acontecer devido a ingestão de algum ácido ou substância como álcool ou metanol, doenças ou incapacidade do rim em excretar ácido. Quanto a alimentar-se de 3 em 3 horas não existe nada na literatura que aponte efeitos negativos (quando se tem uma alimentação equilibrada, lógico…nada de hambúrguer de 3 em 3 horas)

Segunda: Elimine as sobremesas e os refrigerantes – Pode comer doces, mas deve aprender que doce comer e quando comer. Refrigerantes são proibidos.

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Essa fase eu gostei e concordo com ela.

Terceira: Não misture diferentes tipos de amidos na mesma refeição – em vez de comer um hambúrguer e batata frita, coma 2 hambúrgueres ou coma somente a carne sem o pão e toda a batata frita que quiser. Não vale misturar amido na mesma refeição, ou come só o trigo ou come só a batata ou come só o milho ou come só o arroz e por aí vai.

Não achei explicação científica alguma para essa fase. Não há porquê em não misturar diferentes tipo de amidos. Pode ser que o consumo do amido em excesso leve a um aumento de peso, mas nada relacionado com misturá-los em uma mesma refeição. Chamo a atenção aqui que ao consumir a quantidade de batata frita que quiser você pode prejudicar a sua saúde principalmente devido às gorduras presentes nessa preparação.

Enquanto o autor do livro explica as fases (citadas acima), ele pontua aspectos muito interessantes e positivos como:

– Sugestões de cardápio, seleção de alimentos (tudo sempre da melhor qualidade), modo de preparo, rendimentos e utensílios que podem ser usados no preparo;

– Higiene;

– Ensina como acabar com o hábito de comer junk food, inclusive como lidar com as crianças com esse hábito;

– Como ensinar as crianças a fazer escolhas certas em festinhas de aniversário e como você pode ajudar;

– Como inspirar as pessoas a se alimentarem bem;

– Porque devemos escolher alimentos orgânicos e livres de pesticidas e hormônios, dentre outros…

pesticidasjunk noacucar

O que realmente ficou nas nuvens foram as combinações alimentares que devem ser feitas na dieta. O livro cita os princípios que são baseados em parcerias (de alimentos) que otimizam o processo digestivo e levam ao aumento de energia, saúde e longevidade mas não deixa claro de onde vem estes embasamentos. De onde aprenderam que só  se pode comer um tipo de amido em cada refeição; que frutas cítricas não devem ser misturadas com nada e sim ingeridas sozinhas; que devemos evitar pimenta, canela e mostarda; que carne de porco é proibida; que fruta com queijo é bom e outras imposições da dieta?

A escolha das combinações dos alimentos ficam sem explicação no conteúdo do livro. A pessoa que criou a dieta com certeza estudou algo sobre nutrição, mas não deixou claro seus embasamentos científicos para criar estes padrões de alimentação. Já foi dito antes que a dieta não tem comprovação cientifica. Acredito que vale a pena a leitura do livro ‘A DIETA GRACIE” para os interessados na prática desde que saibamos filtrar alguns pontos, em especial o radicalismo. O que faz bem para alguns pode não fazer para outros. Enfim, existem muitos pontos positivos na Dieta Gracie que valem ser seguidos, mas em contrapartida há também pontos negativos. Como cada indivíduo possui uma necessidade diferente uma dieta pode funcionar para alguns mas não ser adequada para outros).

Para a minha vida vou usar como aprendizado e inserir os pontos positivos, e você?

escritopor2gabriela

Bolo Sem Glúten

Nossa leitora Lígia Passos, especialista em Cupcakes, resolveu colaborar com esta deliciosa receita de cupcake sem glúten. A receita abaixo é para a massa do bolo, para fazer o recheio dos cupcakes é só seguir alguma receita tradicional, de acordo com o recheio desejado, e é claro, acrescentar o que quiser no topo. Delícia!

Bata no liquidificador por 2 minutos:
2 xícaras de leite
2/3 xícara de óleo
3 ovos

Agora acrescente:
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de farinha de milho
25g de queijo parmesão ralado
* bata por mais 2 minutos.

Junte:
50g de coco ralado
1 colher (sopa) de fermento em pó
* Bata rapidamente só para misturar 


Coloque a massa em forma untada com óleo. Leve ao forno pré-aquecido em 220º para assar. 
Faça o teste do palito (enfie um palito de dente no centro do bolo, saiu limpo, tá pronto). Cerca de 40 minutos. 

Bom proveito!

Atum em lata, pode?

O meu grande vício é ler revistas de gastronomia. Talvez não seja o maior vício, mas é grande. Não cabem mais revistas na minha gaveta. Gosto de tirar algumas idéias para receitas – e logicamente, tenho que adaptar muito: as receitas das revistas são BEM calórias. Hoje fiz a festa na livraria e comprei 5 revistas. Sim, 5 revistas. Enfim, esse não é o assunto …
Acontece que li uma reportagem sobre o Atum em lata na revista Menu (mês de setembro), e achei interessantíssima. Eu tinha um pouco de preconceito com atum em lata. E depois de ler a reportagem até desmistifiquei um pouco essa história.
Esse post então é uma transcrição adaptada da coluna que se chama ‘test drive’ – uma das minhas favoritas da revista! O que está em negrito é da revista, o que não está, é meu ok?
O atum em lata é um típico quebra-galho para quem não tem tempo ou prática na cozinha, e geralmente só preparamos patês com uma maionese ou creme de leite. O atum ‘fresco’ é um peixe delicioso e o atum em lata não fica em segundo lugar. O segredo é procurar receitas que possamos adaptar o atum, pensar além do patêzinho ou do macarrão com atum.
O atum é capturado em alto-mar. O peixe é congelado assim que chega a embarcação. Em terra firme, na fábrica, ele é descongelado, limpo e cozido rapidamente. Sem a pele, o peixe é porcionado, e pedaços do lombo são colocados na lata e temperados com óleo ou água, sal e os molhos, quando necessário. A lata é, então, fechada, e o peixe é novamente cozido, a cerca de 120°C. 

Os atuns mais nobres são conservados em azeite de oliva e não em óleo. E a água é, normalmente, destinada às versões light. Fibras, pele e espinha indicam um atum de qualidade inferior. 
O atum é ótima fonte de proteína, ferro, magnésio, fósforo, sódio, selênio, niacina, vitamina B6, vitamina B12 e ômega 3.
Os 10 tipos de atum em lata são:
         
Agora basta escolher o melhor e usar a criatividade! Procurem a marca ‘Pescador’, que aparentemente foi destaque na degustação!
É importante lembrar que devemos escorrer um pouco do óleo para reduzir o valor calórico do atum. 100 gramas de atum em lata tem 194 calorias. Mas deliciem-se com essa alternativa fácil, rápida e saborosa!

Fonte: Revista Menu, setembro/2011