Revisão: Bebidas Adoçadas Um Risco Permanente Para Seu Filho

Continuamos a nossa campanha contra a obesidade infantil. A revisão abaixo é de um artigo publicado ontem:

Quarenta e três milhões de crianças entre 0 e 5 anos estão obesas ou acima do peso ao redor do mundo. Estima-se que a prevalência da obesidade em crianças deverá aumentar de 4,2% em 1990 para 9,1% em 2020. A obesidade infantil tem sérias consequências para o bem estar e a saúde, tanto durante a infância e adolescência, como na vida adulta. O quadro piora entre os mais velhos, 22,2% das crianças entre 4-5 anos são obesas ao entrarem na escola, e este índice sobe para 33,3% quando elas atingem 10-11anos, segundo um estudo publicado na Inglaterra.

Vários estudos têm mostrado correlação entre o consumo de bebidas adoçadas e obesidade em crianças jovens, e que a redução em seu consumo é uma boa estratégia para reduzir a incidência de obesidade nestas crianças. Há também correlação de consumo de bebidas adoçadas com uma pior qualidade da dieta e da saúde dental, além de maior risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Há evidências de que  hábitos pouco saudáveis se desenvolvem durante a primeira infância e que este seria um momento propício para a intervenção. Temos que lembrar, que além dos refrigerantes, são considerados bebidas adoçadas: leite ou achocolatados adocicados, sucos de fruta industrializados, chás e cafés adoçados, bebidas energéticas e esportivas com adição de açúcar (frutose,sacarose ou açúcar comum).

 

Autores ingleses acabaram de publicar na Obesity Reviews desta semana uma extensa revisão de 46.876 trabalhos publicados sobre o tema. A revisão mostrou que o consumo destas bebidas por crianças é afetado por fatores individuais, interpessoais e ambientais. As principais conclusões:

  • A moderação, por intervenção dos pais, mostrou estar associada a um padrão de consumo menor destas bebidas pelas crianças.
  • Em contrapartida, baixo nível socioeconômico, idade e a presença de pais ou mães solteiros foram associados a um aumento do consumo.
  • O maior consumo também se relacionou com tempo assistindo TV, consumo de snacks ( (petiscos) e preferência pessoal por bebidas adoçadas.
  • O incentivo ao consumo de água ou leite não pôde ser associado a uma diminuição da ingestão de bebidas açucaradas.
  • Também não houve associação com políticas educacionais implantadas pela escola em crianças de 0-6 anos.
  • A disponibilidade de bebidas açucaradas em casa se correlacionou positivamente com o aumento de consumo pelas crianças.

Ou seja, o papel dos pais e do exemplo paterno, aliado à introdução de bons hábitos alimentares no ambiente doméstico, parece ser o fator mais importante para a prevenção da obesidade infantil.

Então vamos lá: abra sua geladeira e sua despensa e jogue fora os refrigerantes, achocolatados, sucos adoçados ou outras bebidas adoçadas. Dê o exemplo, não consuma estas bebidas na frente das crianças. É difícil, eu sei, mas fundamental, já que a obesidade já ameaça quase 15% das nossas crianças. Faça sua parte : dê a seu filho uma chance !

Leia mais:

Determinants of sugar-sweetened beverage consumption in young children: a systematic review. V. Mazarello Paes, K. Hesketh, C. O’Malley, H. Moore, C. Summerbell, S. Griffin, E. M. F. van Sluijs, K. K. Ong and R. LakshmanArticle first published online: 7 AUG 2015

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Sobre a merendeira da Flor Gil e o fascismo nutricional

Tem muito tempo que não escrevo por aqui, não é mesmo? E nada melhor do que voltar ao Batata Frita com uma polêmica que tem esquentado o universo das redes sociais (e, em especial, a minha timeline).

Posso estar um pouco atrasada no timing, mas acho que ainda não consegui me expressar muito bem sobre o frisson que foi causado pela divulgação da foto da merendeira da filha da chef Bela Gil (a fofinha Flor Gil) no último dia 21 de maio.

bela_gil

Eu acredito que, quem me conhece, ou que acompanha minhas opiniões no Batata Frita, sabe o que eu penso sobre o tipo de alimentação que a Bela Gil ensina no canal GNT (programa que eu citei e até elogiei nesse post aqui) e que ela mesma pratica no seu dia a dia. Sempre acreditei que qualquer tipo de restrição alimentar, seja ela para o bem o para o mal, é uma prática prejudicial. Não me importa se você está restringindo o glúten para perder peso, ou eliminando a gordura saturada da sua rotina para melhorar o seu perfil lipídico – para mim, se você tem algum problema de saúde relacionado com a qualidade da sua alimentação, esse problema está na maneira como você se relaciona com a sua comida, e não com o alimento em si (a não ser que, é claro, você tenha algum problema clínico que te impede de ingerir algum nutriente, como a Doença Celíaca ou a Alergia ao Leite).

Eu explico.

Me irritei profundamente com o post da Bela Gil sobre a merendeira de sua filha. Mas não porque ela estava ensinando a filha a comer somente produtos naturais preparados de maneira saudável (até porque, nesse ponto, ela está certíssima), mas sim com o fato dessa prática, de levar batata doce e água para a escola, ser considerada por ela como a única relacionada como uma alimentação saudável para uma menina da idade da Flora Gil.

Vivemos em uma época de tanto fascismo nutricional (obrigada pelo termo Nat Mazoni!) que agora querer preparar um suco de frutas natural para seu filho levar na merendeira para a escola, acompanhado de um sanduíche natural de pão integral com queijo e tomate, é uma falha grave. E que, ocasionalmente, oferecer uma bolacha integral comprada no supermercado, é considerado caso de polícia.

Acho que temos que parar por ai. A gente parece não perceber, mas são nessas pequenas ações isoladas que muitas pessoas (em especial as mais influenciáveis) podem começar a cometer alguns deslizes – e a criar relações desequilibradas entre a sua alimentação e seu psicológico.

Longe de mim tentar ensinar a Bela Gil como alimentar a filha dela, ou a criticar o que ela segue como premissa para alimentação saudável (afinal, se ela realmente é nutricionista, deve saber o que está fazendo), mas posso sim deixar minha opinião sobre esse assunto. Quando me posicionei contra a atitude de mandar uma garrafa de água e algumas fatias de batata doce para sua filha como merenda da escola, eu queria deixar claro para as pessoas que confiam no meu trabalho como nutricionista que esse tipo de atitude, ao meu ver, não é o único que pode ser considerado normal e saudável. Veja bem, a Bela Gil segue uma premissa de alimentação chamada de macrobiótica, onde alguns alimentos e ingredientes (como o leite e o glúten) não são consumidos na sua rotina. Isso significa que você e seu filho precisam ser macrobióticos para manterem uma alimentação saudável? É claro que não.

Acho que as vezes nos esquecemos que a alimentação deve ser uma fonte não somente de nutrição, mas também de prazer para nossos filhos (e tudo bem, eu entendo que aquele lanche pode ser prazeroso para a pequena Flor Gil. E se for, fico tranquila!). Eles também vão se relacionar com seus amigos, familiares, colegas de escola e de trabalho, ao longo da vida, em frente a uma mesa de almoço, ou uma bancada de bar e se não aprenderem a conviver com todo e qualquer tipo de alimento disponível para consumo desde pequenos, como vão evitar que a sua relação com as refeições não sejam construídas da maneira errada? O que existe de errado em provar certas coisas, desde que você saiba o que pode ser ingerido todos os dias e o que não pode?

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Muita gente vai discordar do que eu defendo aqui desde sempre (e não somente nesse texto) e eu não ligo. Acho que o diálogo sobre a alimentação deve ser aberto, para que cada um possa encontrar a sua melhor maneira de se relacionar com sua própria comida. Isso não me impede, entretanto, de tentar colocar aqui na internet uma opção de conduta que não seja tão radical para alcançar um estilo de vida e alimentação saudável, para as mães que talvez não tenham o tempo (ou o dinheiro) para comprar um produto orgânico para seus filhos levarem para a escola. Eu acho sim que é possível ser muito saudável comendo de tudo (inclusive um biscoito recheado de vez em quando) e acho também que as crianças devem participar dessa “inclusão”. Esta sou eu.

“Mas Marina, você está me aconselhando a dar comida industrializada e enriquecida de vitaminas para meus filhos?” Não, não! Longe disso. Só quero dizer que ele comer isso ocasionalmente, em uma festinha de aniversário, ou no lanchinho em um final de semana, não é problema algum.

A base da alimentação do seu filho deve ser SEMPRE pautada na ingestão de alimentos e refeições 100% naturais. O que eu não quero é que você se sinta uma péssima mãe, ou um péssimo pai, porque teve que mandar um pão com requeijão de lanche para seu filho, ao invés de algumas rodelas de batata doce. Lembre-se, a Bela Gil não é o padrão de uma alimentação saudável para o seu filho. Se você tem um pouquinho de bom senso (e eu sei que tem), e sabe separar o que é saudável do que não é, você vai criar o seu próprio padrão de educação alimentar para suas crianças. A escolha é sua (assim como a obrigação de educar também!).

Para finalizar, respeito a opinião da Bela Gil e a maneira como ela cria sua filha e se relaciona com sua alimentação. Se elas estão felizes e são saudáveis assim, isso é um grande mérito delas e eu não estou no direito de questionar essa boa relação. Essa só não será a minha opção de conduta alimentar quando eu tiver os meus filhos. Estou errada? Talvez um dia a ciência me prove isso. Mas posso dizer que eu fui criada com a mesma “liberdade nutricional” por meus pais, e sempre fui incentivada a comer de tudo (inclusive as besteiras de vez em quando) e isso não me torna uma pessoa menos saudável que elas. Pergunte aos meus médicos e tire a contra-prova! 😉

Em tempos de intolerância política, religiosa e comportamental, não queremos também criar a intolerância alimentar (e não estamos falando de intolerâncias clínicas como ao glúten ou ao leite). Acredito que devemos sempre conversar a respeito da nossa alimentação e de como podemos tornar esse hábito mais saudável e sempre prazeroso.

Como você se relaciona com a sua comida e como passa esses ensinamentos para os seus filhos? Deixe seu comentário sobre esse assunto!

escritopor2marina

E aí, qual batata você prefere?

batata doceNão é a primeira vez e nem será a última que falaremos a respeito dos alimentos orgânicos e dos malefícios que os insumos artificiais causam ao nosso organismo. Pois bem, hoje assisti um vídeo de uma garotinha que chamou minha atenção e deveria ser assistido por todos.

O video mostra o relato de uma menina a respeito da diferença dos alimentos orgânicos para não orgânicos – que podem conter adubos químicos e os agrotóxicos, drogas veterinárias, hormônios, antibióticos, e organismos geneticamente modificados.

https://www.youtube.com/watch?v=K-WsSnogkXU

E aí, qual batata você prefere?

escritopor2gabriela

Bebês podem comer de tudo?

Não.

Não é a primeira vez que sou questionada sobre o que pode ser dado a bebês a partir dos seis meses de vida (época em que são introduzidas papinhas e outros alimentos, além do leite materno). Uma criança que está no início de sua adaptação a alimentação não pode duas coisas: a primeira, abandonar totalmente o leite materno (a indicação é que ele seja mantido em conjunto com a introdução de outros alimentos até, pelo menos, um ano) e, a segunda, sair comendo o que a mãe vê pela frente.

Vamos aproveitar para falar aqui de algumas coisas que você deve evitar no pratinho do seu filho até ele chegar aos dois anos de idade.

Açúcar

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Esta é a melhor fase para ensinar seu filho sobre os verdadeiros sabores dos alimentos, especialmente das frutas e sucos. Evite adoçar qualquer coisa que for servir a um bebê, primeiro porque o açúcar puro (especialmente o refinado) não acrescenta nada em valores nutricionais para o seu filho – ele é simplesmente uma caloria vazia; segundo porque, quanto mais tempo seu filho ficar sem ingerir este produto, menor costume ele terá para adoçar sucos e outros alimentos no futuro – diminuindo significativamente risco de desenvolver diabetes e obesidade; terceiro que o açúcar, além de tudo, é relacionado ao aumento de incidência de cárie dentária.

Refrigerantes e sucos de caixinha

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Pelos mesmos motivos do açúcar, os refrigerantes e os sucos de caixinha (com exceção do suco Do Bem, que falamos aqui) não tem valor nutricional relativamente importante para a criança: são ricos em açúcar livre (e em alguns casos, adoçante) e contém alto teor de conservantes e sódio em sua composição. Se eles não são necessários, melhor evitar, correto?

Mel

mel

A restrição do mel para crianças (e até gestantes) não é por ser um alimento formado por açúcar, e sim por uma questão de segurança alimentar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda não oferecer este alimento para bebês e gestantes por causa do risco de contaminação com Clostridium Botulinum, que é a bactérica causadora do botulismo, doença que causa paralisia dos músculos e até morte. Como até pelo menos seis meses a criança ainda está desenvolvendo seu sistema imune, e a sua flora intestinal, o seu consumo não é recomendado, porque o bebê não conseguira combater esta infecção.

Produtos industrializados

produto_industrializado

A alimentação do bebê deve ser a mais natural possível até quando for possível. Não há idade certa para iniciar a introdução de alimentos industrializados na sua rotina, mesmo porquê, alimentar-se naturalmente é recomendável em qualquer fase da vida. Produtos industrializados costumam ter maior teor de sódio, açúcar, corantes e conservantes, que são dispensáveis na inicialização do bebê a alimentação.

Adoçante

adoçante

Gosto de dizer que o adoçante não é um ingrediente para receitas, e sim um remédio para quem não pode consumir açúcar livre – ou seja, indivíduos com diabetes. Mesmo que seu bebê venha a desenvolver diabetes do tipo I (ou insulino-dependente) ao longo da vida, não há necessidade de “medicá-lo” desde cedo com este produto: se já sugerimos não adoçar os alimentos da criança com açúcar, porquê o faríamos com adoçante? Apesar de vários estudos científicos provarem que o consumo deste produto industrializado não é maléfico para a saúde, não há, na minha concepção, tempo suficiente de consumo de adoçante pela população humana para a produção de estudos que mostrem a real consequência do seu consumo a longo prazo. Melhor evitar do que remediar.

Leite de vaca

leite

O bebê vive de leite sim, mas de leite humano, não leite de vaca. Este alimento deve ser evitado porque as proteínas do leite de vaca são de absorção mais complexa do que as do leite humano (tanto é que até alguns adultos tem intolerância a ela), podendo lesar a mucosa do intestino da criança, interferindo na absorção de todos os outros nutrientes provenientes de outros alimentos. Se seu filho não tolera o leite humano, a segunda opção deve ser as fórmulas infantis industrializadas, vendidas por marcas como Danone, Nestlé e Mead Johnson  – elas são formuladas para serem semelhantes ao leite materno.

Peixes e frutos do mar (especialmente crus)

peixes

Apesar de extremamente importantes para a alimentação humana (por seu valor nutricional), estes alimentos são um risco para a saúde do seu bebê. Como a criança ainda está formando seu sistema imune não é possível identificar se ela terá algum tipo de alergia a estes alimentos, visto que muitos deles apresentam compostos alergênicos, mesmo depois de preparados. Estes alimentos crus também trazem maior risco de contaminação e infecção para seu filho. Evite.

Café e chocolate

café_chocolate

Dois dos alimentos considerados estimulantes por especialistas em nutrição, o café e o chocolate (este segundo, além de ser formulado com leite e açúcar, que já não são recomendados para bebês) podem deixar a criança agitada e prejudicar seu sono durante o dia e a noite. Simplesmente não há necessidade de servir estes alimentos para seu bebê: ele não precisa ficar acordado o tempo todo, e ele não sentirá falta de chocolate como sentimos.

Estes são só alguns dos alimentos que devem ser evitados na primeira fase de vida de seu bebê. O ideal é que, com a manutenção dos hábitos bons alimentares, alguns deles não precisem ser adicionados a rotina do seu filho por um bom tempo (como açúcares, refrigerantes, alimentos industrializados). Outros, como o leite, peixes e frutos do mar, devem ser testados, preferencialmente, após os dois anos de idade, para evitar maiores problemas.

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Receitas de papinha para o seu bebê: Doce e Salgada

Ontem falamos a respeito das papinhas de bebê e hoje não poderíamos faltar com as receitinhas né! Vamos lá…

Doce: Maçã, laranja, mamão papaia, banana nanica e pera

papinha

Ingredientes

1 maçã pequena sem casca cortada em cubos

Suco de ½ laranja

100 ml de água mineral

¼ xícara (de chá) de mamão papaia picado

½ banana nanica cortada em rodelas

1 pera pequena sem casca cortada em cubos

 Modo de preparo

Ferva a água e acrescente todos os demais ingredientes, cozinhando em fogo baixo até que as frutas fiquem bem macias. Passe pela peneira e sirva morninha.

Salgada: Carne, abóbora, batata e couve

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Ingredientes

1 colher (de sobremesa) de óleo vegetal

1 colher (de chá) de cebola picada

2 colheres (de sopa) de carne moída

1 batata pequena cortada em cubos pequenos

2 colheres (de sopa) de abóbora cortada em cubos pequenos

2 colheres (de sopa) de couve picada

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente, em seguida, a batata e a abóbora. Cubra com água, tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte a couve e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com garfo e sirva.

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Papinha de neném industrializada, pode?

Você mamãe de primeira, segunda, terceira viagem já deve ter se feito esta pergunta algumas vezes. Nós do Batata Frita resolvemos te responder que pode! Mas…

Sempre que possível, sempre, sempre prefira alimentos in natura. A questão aqui nem é a utilização de conservantes ou adição de sódio ou açúcar, já que as papinhas industrializadas para crianças são isentas destes aditivos. Elas também não preocupam em relação aos valores nutricionais: suas combinações são nutricionalmente adequadas, atingindo todas as necessidades do bebê de acordo com sua idade (geralmente na embalagem das papinhas é possível encontrar a idade indicada para cada formulação).

                         papinha_pronta   X  papinha_caseira

Então porque preferir papinhas in natura?

A explicação é simples. Você não prefere comer uma refeição com tempero caseiro, feita com carinho, que tem cheio e sabor diferentes das que você come na rua? Pois é, seu bebê também sente esta diferença. O alimento preparado na hora é mais gostoso, além disto a criança precisa aprender a explorar sabores e texturas diferentes, o que não é possível com uma formulação pronta, visto que elas tem limitação de sabores. Comer todo dia a mesma papinha industrializada é a mesma coisa de repetir todo os dias o mesmo prato de almoço: a variedade é importante para desenvolver na criança o gosto por sabores diferentes, permitindo que ela cresça com menos restrições alimentares. Além disto cozinhar é um carinho para a criança, mesmo que a refeição não tenha sido pela mãe.

Quando posso utilizar papinhas industrializadas?

O que tranquiliza na utilização destas papinhas é que não é preciso esquentar ou esfriar, podendo ser servida em temperatura ambiente, já que quando lacrada ela é totalmente estéril. Por isto estas formulações prontas são excelente opções para carregar em viagens ou em longos períodos fora de casa, por serem práticas e de fácil armazenamento. Elas também são boas opções para quando a família opta em almoçar em restaurantes ou fora de casa e não querem correr o risco de não encontrar nenhum prato que possa servir ao bebê.

Posso então usar as papinhas prontas?

Pode sim, mas lembre-se de priorizar sempre a alimentação in natura pelos motivos citados acima e deixar as papinhas prontas somente para um momento de praticidade.

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