Como ser feliz no final de ano sem atrapalhar a saúde?

O final de ano mal chegou e já começamos a ver que tem muito mais gente preocupada com as contas das calorias que serão ingeridas nas festas, do que com os gastos com presentes de Natal. Mas o final de ano não é motivo para pânico se você tem controle do que está fazendo (ou ingerindo!). Se você ainda está inseguro em relação ao seu comportamento nas festas de Natal, Réveillon e confraternizações, nós podemos te ajudar! Vamos provar por A+B que é possível ser feliz, comendo de tudo, e não atrapalhar a saúde nesta época festiva.

Não deixe de se exercitar

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Pode parecer tentador entrar de recesso em tudo, inclusive na nossa rotina saudável, mas se você quer manter os resultados corporais alcançados durante o ano, é melhor manter a regularidade na atividade física, por mais difícil que isto possa parecer. Agora, se você não tinha nem começado a se exercitar neste ano de 2014, que tal começar algumas caminhadas para virar o ano com uma mudança positiva nos seus hábitos?

Exagerou na ceia? Controle a ingestão no dia seguinte

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Sabemos que é difícil não exagerar na ceia de Natal e da virada do ano quando temos tanta opção gostosa para provar. Se você não conseguiu resistir não entre em pânico: é só pegar leve no dia seguinte e depois voltar a sua rotina alimentar habitual. Se o exagero for ocasional ele nunca vai resultar em um problema de saúde para você.

Vai beber? Escolha somente um tipo de bebida alcoólica

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O álcool faz parte das festividades de final de ano. Se você é daquelas pessoas que adora beber um pouquinho para relaxar, não tem problema! Só fique atento para escolher somente um único tipo de bebida alcoólica, já que isto vai lhe ajudar a consumir uma quantidade menor do que o desejado. Misturar vários tipos de bebida também pode atrapalhar na sua digestão e trazer o desconforto do exagero do consumo de álcool um pouco mais cedo do que o programado.

Não se esqueça da água

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A água deve ser sua companheira no final de ano para evitar os exageros. Sentiu sede por causa do calor? Beba água e não sucos ou refrigerantes. Já bebeu dois copos de alguma bebida alcoólica? Agora é a vez de tomar um copo de água. Lembre-se que a ingestão de água, especialmente nesta época quente do ano, deve chegar a pelo menos dois litros por dia.

Sabe que vai exagerar a noite? Coma mais leve durante o dia

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Se planejar para o exagero pode ser uma boa alternativa para não sofrer com as consequências. Se você sabe que vai comer um pouco a mais no natal, na festa da empresa ou no Réveillon, é bom reduzir a ingestão de calorias ao longo do dia, evitando ultrapassar a sua necessidade calórica diária. Tome um bom café da manhã, almoce um pouco mais leve e faça um pequeno lanche antes de sair de casa: desta maneira você está pronto para chutar o balde, mas com moderação. Ah, e só comece a consumir bebidas alcoólicas quando chegar no evento, ok? 😉

O que nós do Batata Frita queremos de verdade é que vocês possam ser felizes em uma das épocas mais gostosas do ano. Deixar a privação e a preocupação de lado nestas datas é uma maneira de aproveitar mais os amigos, a família e o prazer! E não se esqueça: quando fazemos algo sem nos preocupar e com tranquilidade, a situação não nos traz problema algum! Um bom recesso para todos!

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Ser fit ou ser saudável?

Você que decidiu mudar de vida e cuidar da sua saúde e do seu corpo, já decidiu se está em busca de uma vida saudável ou de uma vida fit? Não se esqueça que estes dois estilos de vida não necessariamente andam de mãos dadas por ai. Acho que é melhor ser mais clara: sim, é possível ser fit e ser saudável, assim como é possível ser saudável e não ser fit, mas não necessariamente ser fit é também ser saudável. Por mais complicada que esta frase possa ter soado para você, é exatamente disto que vou falar neste texto.

O mundo fitness criou uma incrível relação com um estilo de vida mais saudável e mais feliz, já que seus praticantes estão sempre por ai exibindo suas barrigas tanquinhos e suas dietas impecáveis por fotos nas mais diversas redes sociais que temos disponíveis. Quem é fit malha muito, toma suplemento, não come besteira e se orgulha muito de exibir os corpos definidos por ai, mas isto significa que estas pessoas são saudáveis? Veja bem, o conceito de saudável no dicionário Michaelis tem duas definições interessantes para esta palavra: a primeira diz “bom ou conveniente para a saúde”, enquanto a segunda diz “que dá alegria”. Isto para mim deixa bem claro o que eu, e algumas outras nutricionistas e médicos que seguem uma linha parecida com a minha, sempre dizemos em relação a uma alimentação saudável – ela deve ser capaz de te fornecer todos os nutrientes que você precisa, mas ela também precisa te fazer feliz. Não sei o quanto esta afirmação é clara para vocês, mas ela é muito óbvia para mim. A alimentação é um processo extremamente complexo que envolve muito mais do que a ingestão de nutrientes; ela também é relacionada com hábitos de vida e com o prazer.

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Com este conceito em mente, eu volto a falar do estilo de vida fit. Quantas destas pessoas que você vê exibindo suas formas e suas dietas restritivas nas redes sociais, são realmente felizes com o que comem e com o estilo de vida que levam? Eu posso contar nos dedos as que assumem estar completamente satisfeitas com o estilo de vida que optaram seguir (e mesmo assim acho que a grande maioria delas está mentindo para mim e para elas próprias). Já ouvi inclusive de grandes atletas de esportes como o fisiculturismo, que precisam do corpo para viver, que dietas restritivas são extremamente frustrantes e cansativas, e que quando eles podem acabam caindo na tentação de comer algo fora do programado. Vendo esta situação de perto, será que ser fit significa também ser saudável? Não quero nem entrar no mérito do consumo exagerado de suplementos alimentares, ou de práticas excessivas de algum tipo de atividade física, nem mesmo do uso ilegal de substâncias anabolizantes para alcançar a forma física perfeita. Estou aqui discutindo o único mérito que me cabe, que é a alimentação.

Ser saudável, na minha concepção, é um processo que envolve muito mais do que formas físicas e comer pratos de alface, batata doce e frango todos os dias. Se hoje temos índices cada vez mais altos de anorexia, vigorexia e até mesmo de obesidade é porque não entendemos mais qual deve ser a nossa relação com a nossa comida. Ou adoramos demais, ou condenamos demais, tornando-a vilã de uma situação que é mais simples do que parece ser. Entendo a importância da dieta restritiva para algumas práticas de esporte, e admiro o trabalho que muitos nutricionistas fazem nesta área, mas temos que concordar que um atleta de ponta está longe de ser um indivíduo saudável. Ele vive praticando exercícios em condições extremas, levando seu trabalho cardíaco e sua produção de radicais livres a níveis altíssimos. Um indivíduo saudável sabe equilibrar a prática de atividades físicas com suas necessidades nutricionais e, principalmente, com sua produção de prazer. Qualquer exagero é, na minha concepção, descartado para quem busca um estilo de vida saudável.

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Precisamos entender que se alimentar de maneira saudável envolve saber comer salada, batata doce e frango, mas também apreciar todos os outros tipos de alimentos, como os doces, as frituras e a bebida alcoólica, mesmo que seja de maneira bastante moderada. Exercitar-se de maneira saudável é saber fazer as atividades físicas no seu ritmo, de maneira que seu organismo consiga usufruir da queima de calorias e não se prejudicar com os excessos. Ter um corpo saudável é saber manter o percentual de gordura dentro dos níveis recomendados (18 a 28% para mulheres, 15 a 20% para homens) e a circunferência abdominal e do quadril nos padrões adqueados, e ter os exames de sangue com resultados safistafórios, e não se preocupar tanto com aquela gordurinha localizada nas costas ou na barriga que não fazem diferença nenhuma para a sua saúde. Viver de maneira saudável é saber fazer tudo que faz bem para a sua saúde, e se preocupar mais em ser feliz do que qualquer outra coisa.

E você? Quer ser saudável ou quer ser fit?

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Ainda queremos falar sobre o glúten

Praticamente um ano se passou quando resolvemos fazer um manifesto a favor do consumo de glúten por pessoas que não tem a doença celíaca (leia aqui) e cá estamos nós de novo para falar deste tão temido composto alimentar.

O motivo que me traz de volta a este assunto é muito simples. Nós, aqui do Batata Frita, lemos três reportagens interessantes que falavam sobre a temática da dieta glúten-free. Em duas delas, mais voltadas ao valor nutricional destas práticas alimentares, víamos que existia uma clara tendência em incentivar as pessoas a, talvez, não excluir o glúten de maneira tão radical e precoce da sua alimentação. As alegações eram várias, que passavam da baixa ingestão de fibras em uma dieta sem os alimentos fonte desta proteína, quanto a baixa qualidade nutricional de uma rotina alimentar sem glúten. Na outra reportagem, da revista The Economist, fomos apresentados ao significante aumento do faturamento da indústria alimentícia após o “boom” das dietas sem glúten: o crescimento desta fatia do mercado chegava a 45% de 2011 a 2013, com faturamentos anuais de 15 bilhões de dólares.

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Diante destes fatos eu ainda quero lhe perguntar: será que retirar o glúten da dieta é uma ação motivada por estudos clínicos, ou por uma necessidade do mercado em se reinventar?

Não preciso reforçar aqui o quanto eu julgo importante para a nossa alimentação a ingestão do trigo e de outros alimentos que contém o glúten em sua composição, já que quem nos acompanha sabe direitinho qual é o nosso posicionamento sobre o assunto. Não preciso também dizer que a dieta glúten-free, realizada por pacientes celíacos, não precisa ser deficiente em nutrientes ou valor nutricional, já que hoje, além das alternativas industrializadas sem a proteína, é possível fazer substituições saudáveis que permitem que estes indivíduos tenham uma vida perfeitamente normal. Então porque estamos nos debatendo e protestando contra a prática da dieta glúten-free por indivíduos saudáveis? A resposta para mim (que já estava muito clara na minha cabeça), veio após a leitura destas reportagens.

Nós somos verdadeiras marionetes da indústria alimentícia. Nas últimas três décadas esta tendência só se torna ainda maior. Queremos saber cada vez mais sobre o que faz bem, o que faz mal, o que emagrece, o que dá câncer, o que engorda e o que mata. Por isto dietas da moda fazem tanto sucesso, livros sobre alimentação vendem tanto e produtos da seção diet dos supermercados são os mais caros e mais procurados. A indústria entende muito bem esta demanda e necessidade, e sabe muito bem trabalhar a clientela que tem. Não é suspeito o glúten, que antes era um nutriente como outro qualquer, de repente virar o maior vilão da nossa alimentação? E assim, repentinamente, surgirem tantas alternativas industrializadas para que ele pudesse ser excluído da nossa alimentação? As estatísticas do mercado consumidor são bem claras sobre a procura destes produtos, que é muito maior em grupos de pessoas saudáveis do que por quem tem a doença celíaca. E é esta procura que justifica o grande faturamento do mercado.

Tirar o glúten não vai te fazer mais magro ou mais saudável, mas com certeza vai deixar os bolsos dos produtores destes alimentos ainda muito mais cheios. Você sabia que os produtos sem glúten hoje são mais procurados do que os vegetarianos? Pois é. Talvez tenha chegado a hora de começarmos a rever nossos conceitos em relação a estes alimentos. Quem sabe falando sobre o que dói no bolso chame mais a atenção do que a importância nutricional deste composto alimentar? Quem sabe diminuindo a nossa demanda por estes produtos (desnecessários) para pessoas sem a doença celíaca, conseguimos forçar o mercado para baratear os preços para quem realmente precisa adquirir estes alimentos? Queridos leitores, não deixem de refletir sobre o que estamos falando há mais de um ano, mas se vocês ainda não confiam 100% na nossa opinião não tem problema, é só não deixar de acreditar que a indústria alimentícia não está tão preocupada assim com o seu bem estar como parece.

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Coma comida!

Desde a minha formação no ano de 2008, lá em BH, eu nunca me considerei uma nutricionista convencional. Quando digo convencional quero me comparar a 90% dos profissionais que fazem sucesso por ai, seguindo premissas nutricionais que não tem nenhuma (ou pouca) comprovação científica e fazendo de alguns alimentos a salvação para muitos dos nossos problemas de saúde. Sim, eu acredito que o alimento pode ser o nosso remédio, como já disse Hipócrates alguns séculos atrás, mas também acredito que a qualidade da nossa alimentação tem relação muito mais íntima com o nosso bem estar e prazer do que qualquer outra coisa.

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Quando eu e meu pai nos sentamos e decidimos começar a escrever nossas opiniões sobre saúde e alimentação em um blog, lembro que escolher o nome foi uma das tarefas mais difíceis que nos apareceu. Foi quando atendi meu primeiro paciente no consultório, ainda como uma recém formada, que vi que a solução estava mais próximo do que eu imaginava. Ele logo me questionou, nos primeiros minutos de consulta, o que poderia e não poderia comer. Respondi prontamente: “Você pode comer de tudo. O que quer saber se pode ou não comer?”. Ele me retrucou: “Mas tudo pode? Até batata frita?”. A minha tréplica, obviamente, virou o nome deste blog que, entre trancos e barrancos, já está alcançando seu sexto ano de existência.

A origem de minha conduta não-convencional, além da excelente influência paterna e materna em relação a qualidade e a importância da minha alimentação, vem também de tudo que aprendi na faculdade de nutrição. Me lembro bem que a grande maioria de meus professores, que eram nutricionistas, sempre defenderam a alimentação balanceada como a solução de qualquer problema. A dietoterapia, as aulas de nutrição e metabolismo, as práticas em técnica e dietética sempre abordaram a importância de cada alimento, a história de cada preparação, a maneira como eles podem ou não ser prejudiciais à sua saúde. Os alimentos, em sua forma única e natural, eram o fio guia de todas as nossas disciplinas, e foi na faculdade que aprendemos a apreciar e consumir cada um deles da maneira correta. No meu universo de estudante de nutrição (como também no de meus professores) não existia discussão sobre a prescrição de produtos “no lac”, “no gluten” ou “no sugar” como alternativas para tratar indivíduos saudáveis, nem mesmo para alimentar atletas. Veja bem, quando éramos estudantes estes produtos eram cogitados para ser prescritos para indivíduos com alguma intolerância ou doença que não os permitisse consumir estes alimentos em sua forma original – e mesmo assim, sempre fomos incentivados a procurar alternativas naturais a estas intolerâncias, evitando o máximo possível o consumo de alimentos industriais manipulados.

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Apesar de reconhecer a importância do avanço da indústria alimentícia neste caminho, oferecendo cada vez mais alternativas para quem tem limitações nutricionais específicas, eu não me canso de refazer algumas perguntas diariamente: Quando é que as escolas de nutrição começaram a formar nutricionistas que defendem com unhas e dentes a prática da alimentação restritiva? Quando é que nós, nutricionistas sérios e formados em boas faculdades, nos esquecemos o que é saber comer? Quando foi que nós começamos a obedecer a exigência dos nossos pacientes e ignoramos no mínimo quatro anos de aprendizado concreto sobre alimentação e suas influências? Quando é que deixamos que musas fit, revistas, jornais e programas de TV estabelecessem o que é saudável e o que não é na nossa alimentação?

Precisamos reencontrar o caminho do bom senso e fazer as pazes com os nossos hábitos alimentares. Comer de tudo faz bem, faz muito bem, desde que seja de maneira equilibrada. Michael Pollan, que ilustra o topo da página do nosso blog, diz em um de seus livros: “Coma comida, não em excesso”, mas eu lhe peço permissão para fazer uma pequena alteração em sua frase para concluir o meu raciocínio: “Coma comida e não complique.”

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5 programas de culinária pra você ver na TV

Quem gosta de alimentação, cozinha e nutrição tem que ficar cada dia mais antenado nos programas de TV. E não, não é pra aprender a nova dieta do verão, ou a fazer receitas fit, mas sim para aprender a comer das mais diferentes maneiras. Neste mérito o canal GNT dá show de variedades, mostrando desde programas de culinária leve e saudável, até as mais tradicionais receitas caseiras. Vou citar aqui meus cinco programas de culinária favoritos da TV, e apesar de parecer que a GNT está nos patrocinando (e não está, mas estamos disponíveis para negociar :p) eu ainda escolhi um programa de outro canal só pra variar.

Diário do Olivier (GNT)

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Esse é um dos programas mais deliciosos da TV brasileira. Primeiro porque o Olivier é um chef de mão cheia, e um simpático sem limites, e segundo porque ele segue uma linha muito interessante de explorar receitas ao redor do Brasil e do mundo, utilizando técnicas e ingredientes regionais, para depois adaptá-las às suas receitas. Não dá pra assistir sem ficar com água na boca. Na última temporada ele viajou de moto pela América Latina, no melhor estilo Che Guevarra. Quintas, as 20:30h.

Jamie Oliver (GNT)

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O famoso chef inglês, autor de vários livros de culinária dos mais diversos estilos, visita suas técnicas inglesas para ensinar seus telespectadores a comer de maneira saudável e natural, utilizando ingredientes baratos e comuns (a única tristeza é que a grande maioria é baseada em ingredientes ingleses). De qualquer maneira vale a pena ver como o chef, que é inimigo número um dos alimentos industrializados e processados, utiliza suas técnicas com diversão e pouca (ou quase nenhuma) preocupação com a organização da cozinha: ele literalmente mete a mão na massa. Sábados, as 19h.

Bela Cozinha (GNT)

bela

Novata do mundo da televisão, a filha de Gilberto Gil, Bela Gil, é nutricionista formada em Nova York e especialista em técnicas Ayurveda. Por este motivo, no seu programa, ela explora receitas feitas com ingredientes frescos e ricos em nutrientes e elabora pratos fáceis e tipicamente brasileiros. Apesar de falar um exagerozinho ou outro em relação a alimentação saudável (como a exclusão do glúten e da lactose na maioria de suas receitas), o resultado final é muito legal, e os pratos são uma delícia. Terça, as 22h.

Tempero de Família (GNT)

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Como não gostar de um programa de culinária com Rodrigo Hilbert, não é mesmo? Naturalmente ele não estaria representado aqui neste blog se não tivesse, além de beleza, muita desenvoltura na cozinha. O interessante do programa do Rodrigo não é seu talento culinário, nem mesmo o sabor de seus pratos, mas sim a capacidade de explorar e revisitar receitas tipicamente familiares (na temporada passada, por exemplo, ele esteve aprendendo a cozinhar receitas de famílias de todo o Brasil). É uma boa maneira de nos relembrar que alimentar é muito mais do que somente calorias e nutrientes: é também um importante componente do prazer e vida social. Quintas, as 20h.

Fome de quê? (Discovery Home And Health)

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Este programa do excelente canal Discovery é apresentado pela nutricionista Neka que, curiosa como ela só, testa técnicas e diversos ingredientes para tentar entender o que estamos comendo. O divertido é que Neka, apesar de nutricionista, passa longe das modinhas fitness, valorizando a harmonia entre os sabores, a qualidade do prato e a nossa sensação de prazer. Quartas, as 18h.

Vocês devem ter percebido que todos os programas são de canais fechados. Infelizmente os canais abertos ainda não dão espaço (ou não tem a demanda) de programas tão interessantes quanto estes, o que nos deixa presos a poucos programas regionais (como o Terra de Minas) e outros com pouco apelo culinário, como Ana Maria Braga e o programa Estrelas. Se alguém conhecer algum programa legal de culinária na TV aberta, estou ouvindo as sugestões! 😉 Enquanto isto, aproveitem o que temos de melhor na TV fechada!

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Dia do vegetarianismo: Quiche de legumes

Nós do Batata Frita respeitamos qualquer tipo de alimentação, desde que ela seja realizada com prazer e saúde. Por este motivo compartilhamos da celebração do dia do Vegetarianismo, que foi ontem, dia 1º de outubro. Para não passar esta data em branco, que tal aproveitar esta deliciosa receita de Quiche de Legumes, disponível no site da Sociedade Vegetariana Brasileira?

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Ingredientes:

Massa
1x de farinha de trigo;
½ x de aveia fina;
3cs de gergelim tostado (toste gergelim cru em um frigideira seca durante alguns minutos, até ficar dourado);
1/2cc de bicarbonato de sódio;
3/4cc de sal;
1/3x mais
1cs de azeite;
1/4x de água;

Recheio
3x de tofu (do tipo macio, esfarelado com os dedos antes de medir);
2 cebolas pequenas (ou 1 bem grande);
4 dentes de alho;
2 ½ x de abobrinha em rodelas finas;
1 pimentão vermelho;
1/3x de tomate seco picado;
2cs bem cheias de manjericão fresco picado;
3cs de azeite, mais pra untar;
3cs de suco de limão;
Sal e pimenta do reino moída a gosto;

Modo de Preparo:
Comece a preparar o recheio. Unte ligeiramente com azeite uma placa de metal e disponha as fatias de abobrinha. Tempere com sal, regue com 1cs de azeite e asse em forno médio/alto até ficar dourado em alguns pontos. Aproveite pra assar o pimentão (inteiro) ao mesmo tempo. Quando o pimentão estiver com a casca queimada, retire do forno e coloque imediatamente dentro de uma vasilha com tampa. O pimentão vai suar e a casca vai descolar facilmente. Quando ele estiver morno, corte-o ao meio, descarte as sementes e a pele e pique-o em pedacinhos. Reserve. Prepare a massa. Misture todos os ingredientes e amasse bem. A textura lembrará areia úmida. Esfarele a massa sobre a forma e espalhe com os dedos, apertando bem pra formar uma camada uniforme no fundo e nas laterais. Use uma forma de 28 cm de diâmetro e a quantidade de massa será suficiente pra cobrir o fundo e formar uma borda da altura do recheio. Asse a massa (sem recheio) durante 10 minutos e reserve. Termine de preparar o recheio. Enquanto a abobrinha assada esfria, pique as cebolas e o alho. Aqueça 2cs de azeite e refogue a cebola até ficar dourada. Junte o alho e cozinhe mais 1 minuto. Triture o tofu, a cebola/alho refogados, o suco de limão, o sal (1cc) e a pimenta do reino (1/3cc) no liquidificador. Se o tofu for meio firme, será preciso juntar algumas colheres de sopa de água para o motor continuar funcionando. Transfira a mistura pra um recipiente grande, junte o pimentão grelhado, o tomate seco, a abobrinha assada e o manjericão. Misture bem, prove e corrija o tempero. Espalhe o recheio sobre a massa pré-assada e asse em forno médio. A quiche está pronta quando as bordas estiverem douradas e o recheio inchar um pouco (vai aparecer algumas rachaduras na superfície) e ficar bem firme (aperte com a ponta dos dedos pra testar). De 30 à 45 minutos, depende do forno. Sirva acompanhada de uma salada verde.

Rendimento: 4 porções

Bom apetite!

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