Regra 46: Pare de comer antes de se sentir satisfeito

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Continuando na tarefa de publicar as regras alimentares simples, estas é regra número 46 das 64 regras da comida publicadas por Michel Pollan em 2009 (ver post). Até agora, quase todos os posts falaram sobre o que comer, a partir deste o assunto é como comer.

 

Regra 45 : “Pare de comer antes de se sentir satisfeito”

O costume hoje é o de comer até se fartar. O problema é que raramente nos fartamos. Aliás, hoje em dia raramente comemos quando temos fome. O mais comum é “comer porque está na hora”,  “porque depois não vou ter tempo”, “porque estão todos comendo”, “para comemorar”, “porque posso ficar com fome depois”, “porque estou ansioso”, “porque estou com pressa”….O fato é que raramente obedecemos o nosso apetite e quando obedecemos não observamos a nossa saciedade.

Mas isto nem sempre foi assim.

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Os japoneses têm um ditado que diz “hara hachi bu” (A regra dos 80%). É simples: levante-se da mesa ao ter comido cerca de 80% do prato. Como diz o ditado japonês: “Oito partes de um estômago cheio sustentam o homem, as outras duas sustentam o médico”. 

A tradição aiurvédica da India aconselha comer até estejamos 75% saciados e o profeta Maomé dizia que a barriga cheia continha: 1/3 de comida, 1/3 de líquidos e 1/3 de vento (ou seja 67% de repleção). Não é por acaso que, talvez, você se lembre de sua dizendo que você deveria deixar a mesa ainda com um bocadinho de fome.

A dica : Tente parar de comer quando sentir que a fome passou

 

TODAS AS REGRAS:

Regra 1: Coma Comida (Ler Post)

Regra 2: Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida (Ler post)

Regra 3: “Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano comum tenha na despensa” (Ler post)

Regra 4: “Evite produtos alimentícios que contenham xarope de milho com alto teor de frutose” (Ler post)

Regra 5: Evite produtos que contenham alguma forma de açúcar (ou adoçante) listada entre seus três primeiros ingredientes” (Ler post)

Regras 6 e 7:  (Ler post): ”Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes” e “Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar “

Regra 8: (Ler post): “Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis”

Regra 9: “Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos ‘light’, ‘baixo teor de gordura’ou ‘sem gordura’” (Ler post)

Regras Número 10 e 11:  “Evite alimentos que estejam fingindo ser o que não são ” e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza” (Ler post)

Regra  Número 12:  “Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro “(Ler post)

Regras  Número 13 e 14:  “Só coma alimentos que acabarão apodrecendo”e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza”(Ler post)

Regras 15,16 e 17: “Fuja do Supermercado Sempre Que Puder” “Compre seus lanches na feira””Se veio de um vegetal, coma, se foi fabricado, não coma”(Ler post)

Regras Número 18 e 19: “Fuja do supermercado sempre que puder”; “Compre seus lanches na feira (Ler post)

Regras Número 20 e 21: “Só coma alimentos preparados por humanos” ou “Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use touca cirúrgica”(Ler post

Regra 22: Coma principalmente vegetais, sobretudo folhas. (Ler post

Regra 23: Comer o que fica em pé numa perna só (cogumelos e vegetais) é melhor que comer o que fica em pé em duas patas (aves), que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas (porcos,vacas e outros mamíferos). (Ler post)

Regra 24: Faça refeições coloridas. (Ler post)

Regra 25: Beba a água do espinafre. (Ler post)

Regra 26: Coma animais que se alimentaram bem (Ler post)

Regra 27:Se tiver espaço compre um freezer (Ler post)

Regra 28:  Adoce e salgue a sua comida você mesmo (Ler post)

Regra 29: Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regra 30: Coma como um onívoro (Ler post)

Regra 31: Coma alimentos cultivados em solo saudável (Ler post)

Regra 32: Coma alimentos silvestres quando puder (Ler post)

Regra 33: Não se esqueça dos peixinhos oleosos (Ler post)

Regra 34: Coma alguns alimentos que foram pré-digeridos por bactérias ou fungos (Ler post)

Regras 35,36: Adoce e salgue sua comida você mesmo; Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regras 37 e 38 : Quanto mais branco o pão mais cedo você vai para o caixão – Que tipo de dieta devo comer /Dê preferência aos tipos de óleo e de grãos moídos em mós – (Ler post)

Regra 39: Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe- (Ler post)

Regra 40: “Seja o tipo de pessoa que toma suplementos – depois retire os suplementos” (Ler o post)

Regra 41: Coma mais como os franceses.Ou os japoneses.Ou os italianos. Ou os gregos (Ler o post)

Regra 42: Olhe com ceticismo para os alimentos não tradicionais (Ler o post)

Regra 43: Tome um copo de vinho durante o jantar (Ler o post)

Regra 44: É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico (Ler post)

Regra 45: “Coma menos”(Ler o post)

Regra 45:…Coma menos.

Continuando na tarefa de publicar as regras alimentares simples, estas é regra número 45 das 64 regras da comida publicadas por Michel Pollan em 2009 (ver post). Até agora, quase todos os posts falaram sobre o que comer, a partir deste o assunto é como comer.

 

Regra 45 : “…Coma menos”

 

Quase ninguém vai gostar deste conselho. Mas na verdade existem grandes evidências, cientificamente comprovadas, de que comer uma quantidade menor de calorias, independente de estarmos ou não acima do peso, aumenta a nossa expectativa de sobrevivência.

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Como assim? Passar fome faz bem ? 

Talvez, dentro de certos limites. A restrição calórica demonstrou retardar o ritmo de envelhecimento em todos os animais estudados. Além disto, sabe-se hoje que há forte evidência da associação entre dieta e câncer. Mais de uma dezena de tumores malignos têm alguma relação com a obesidade. e a alimentação desregrada.

O aumento do peso não é a única consequência do comer em excesso. As alterações metabólicas causadas pelo excesso de alimentação são especialmente deletérias à saúde.

O mais interessante é que embora pouco divulgado o tema é amplamente estudado há mais de 80 anos. Os primeiros trabalhos remontam a 1935 (McKay ) utilizando camundongos. Estes achados depois foram confirmados em estudos com leveduras, moscas, vermes e primatas. E porque passar fome pode ser bom?

As hipóteses são várias e não vamos discuti-las  aqui (voltaremos ao assunto da restrição calórica oportunamente em outro post), mas vamos citar algumas:

  • Redução da oferta de glicose, da produção de insulina e de tecido adiposo branco
  • Redução da produção de radicais livre e de danos oxidativos
  • Ativação das sirtuínas (proteínas envolvidas no controle energético e longevidade)

 

“A restrição calórica parece ser capaz de induzir diversas alterações endócrino metabólicas, benéficas para a saúde dos modelos experimentais
nos quais foi testada, inclusive promovendo a redução dos riscos para bo
desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Seus
mecanismos de ação vêm sendo estudados de forma intensa, para que se possa descobrir a melhor forma de aplicá-los. Em modelos experimentais sua eficácia já foi comprovada, porém, nos seres humanos seus benefícios ainda não foram totalmente comprovados e necessita-se da realização de mais estudos para se chegar a conclusões definitivas a respeito do tema em questão.” – Benedetti et al.

 

Assim, que tal pensar duas vezes antes de repetir aquela macarronada ou a feijoada do sábado à tarde ?

  1. McCay CM, Crowell MF, Maynard LA. The effect of retarded growth upon the length of life span and upon the ultimate body size. J Nutr. 1935;10:63–79
  2. Benetti F ,Wegner E, Simoni D, Volkweis H, Soder TF. Restrição calórica x longevidade: bases científicas para uma vida longa e saudável. Rev. Inter.Est.Sau.v.5, n.1 (11), 2016. (link)

 

TODAS AS REGRAS:

Regra 1: Coma Comida (Ler Post)

Regra 2: Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida (Ler post)

Regra 3: “Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano comum tenha na despensa” (Ler post)

Regra 4: “Evite produtos alimentícios que contenham xarope de milho com alto teor de frutose” (Ler post)

Regra 5: Evite produtos que contenham alguma forma de açúcar (ou adoçante) listada entre seus três primeiros ingredientes” (Ler post)

Regras 6 e 7:  (Ler post): ”Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes” e “Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar “

Regra 8: (Ler post): “Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis”

Regra 9: “Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos ‘light’, ‘baixo teor de gordura’ou ‘sem gordura’” (Ler post)

Regras Número 10 e 11:  “Evite alimentos que estejam fingindo ser o que não são ” e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza” (Ler post)

Regra  Número 12:  “Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro “(Ler post)

Regras  Número 13 e 14:  “Só coma alimentos que acabarão apodrecendo”e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza”(Ler post)

Regras 15,16 e 17: “Fuja do Supermercado Sempre Que Puder” “Compre seus lanches na feira””Se veio de um vegetal, coma, se foi fabricado, não coma”(Ler post)

Regras Número 18 e 19: “Fuja do supermercado sempre que puder”; “Compre seus lanches na feira (Ler post)

Regras Número 20 e 21: “Só coma alimentos preparados por humanos” ou “Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use touca cirúrgica”(Ler post

Regra 22: Coma principalmente vegetais, sobretudo folhas. (Ler post

Regra 23: Comer o que fica em pé numa perna só (cogumelos e vegetais) é melhor que comer o que fica em pé em duas patas (aves), que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas (porcos,vacas e outros mamíferos). (Ler post)

Regra 24: Faça refeições coloridas. (Ler post)

Regra 25: Beba a água do espinafre. (Ler post)

Regra 26: Coma animais que se alimentaram bem (Ler post)

Regra 27:Se tiver espaço compre um freezer (Ler post)

Regra 28:  Adoce e salgue a sua comida você mesmo (Ler post)

Regra 29: Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regra 30: Coma como um onívoro (Ler post)

Regra 31: Coma alimentos cultivados em solo saudável (Ler post)

Regra 32: Coma alimentos silvestres quando puder (Ler post)

Regra 33: Não se esqueça dos peixinhos oleosos (Ler post)

Regra 34: Coma alguns alimentos que foram pré-digeridos por bactérias ou fungos (Ler post)

Regras 35,36: Adoce e salgue sua comida você mesmo; Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regras 37 e 38 : Quanto mais branco o pão mais cedo você vai para o caixão – Que tipo de dieta devo comer /Dê preferência aos tipos de óleo e de grãos moídos em mós – (Ler post)

Regra 39: Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe- (Ler post)

Regra 40: “Seja o tipo de pessoa que toma suplementos – depois retire os suplementos” (Ler o post)

Regra 41: Coma mais como os franceses.Ou os japoneses.Ou os italianos. Ou os gregos (Ler o post)

Regra 42: Olhe com ceticismo para os alimentos não tradicionais (Ler o post)

Regra 43: Tome um copo de vinho durante o jantar (Ler o post)

Regra 44: É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico (Ler post)

Regra 44 : “É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico”

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Continuando na tarefa de publicar as regras alimentares simples, estas é regra número 44 das 64 regras da comida publicadas por Michel Pollan em 2009 (ver post). Até agora, quase todos os posts falaram sobre o que comer, a partir deste o assunto é como comer.

 

Regra 44 : “É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico”

 

A princípio este pode parecer um mau conselho: como assim, vou pagar mais caro para comer menos ? Assim como acontece em outras situações, com a comida também existe uma relação custo-benefício. Aqui nem sempre a quantidade de calorias ingeridas tem a ver o prazer ou a experiência alimentar que uma refeição pode nos oferecer. Nos últimos anos, a indústria alimentar preocupou-se muito em aumentar as quantidades e reduzir preços. Campanhas publicitárias enfocam em que comer dois hambúrgueres pelo preço de um dobra o seu prazer ou que nossa embalagem tem mais 100 gramas pelo mesmo preço. Mas, será realmente que levamos vantagem nestas ofertas generosas ?

 

Habitualmente, ao menos nos grandes centros urbanos, os melhores alimentos, em termo de sabor ou qualidade nutricional são mais caros, porque foram cultivados ou criados de forma menos intensiva e mais cuidadosa. É verdade, que nem todo mundo tem acesso a alimentos desta categoria, mas vamos a alguns dados:

 

  • Segundo pesquisa do IBGE, 34% dos brasileiros gastam com alimentação fora de casa, sendo gastos, em média, 25% da sua renda em refeições fora do lar. Em média, uma família brasileira gasta R$ 428 por mês com sua alimentação dentro de casa e chega a gastar até R$ 189 por mês para comer em restaurantes.
  • Enquanto os americanos gastam apenas cerca de 10% de sua renda com comida, a última coleta de dados de pesquisa de orçamento familiares(POF), em 2008/2009, feita pelo IBGE mostrou que os brasileiros gastam em média 18% á 25% com alimentação.
  • Comer no Brasil ainda é caro, mas se você vai gastar cerca de um quarto do que ganha com comida, valem algumas dicas, para melhorar a qualidade do que você come:

 

    • Sempre que possível, não comer fora de casa ou recorrer à velha e boa refeição levada de casa.
    • Fazer lista para ir ao supermercado
    • Comprar nos dias de promoções do supermercado ou de preferência nos mercados
    • Comprar no atacado
    • Não comprar somente pela marca
    • Substituir alimentos caros
    • Não levar as crianças, quando for comprar comida
    • Comprar frutas e verduras na feira e somente a quantidade que vai usar
    • Não comprar enlatados
    • Não comprar congelados
    • Comer as frutas em vez de tomar os sucos
    • Se for beber, beba mais sucos naturais e não adoçados e nem industrializados
    • Dispensar refrigerantes

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Já que o gasto com alimentação é tão grande e importante, que tal ter cuidado na hora de comprar ? Nem sempre a comida mais barata é a melhor. Talvez, pelo mesmo valor você possa comprar uma menor quantidade de um alimento mais saudável e de melhor qualidade alimentar. Como estes alimentos são geralmente mais saborosos, pois foram mais cuidadosamente trazidos até você, você poderá se contentar com uma quantidade menor e comer menos.

E lembre-se do que diziam nossos avós: “É melhor pagar ao dono da mercearia do que ao médico”

 

TODAS AS REGRAS:

Regra 1: Coma Comida (Ler Post)

Regra 2: Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida (Ler post)

Regra 3: “Evite produtos alimentares que contenham ingredientes que nenhum ser humano comum tenha na despensa” (Ler post)

Regra 4: “Evite produtos alimentícios que contenham xarope de milho com alto teor de frutose” (Ler post)

Regra 5: Evite produtos que contenham alguma forma de açúcar (ou adoçante) listada entre seus três primeiros ingredientes” (Ler post)

Regras 6 e 7:  (Ler post): ”Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes” e “Evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar “

Regra 8: (Ler post): “Evite produtos alimentícios com propaganda de propriedades saudáveis”

Regra 9: “Evite produtos alimentícios que tenham no nome os termos ‘light’, ‘baixo teor de gordura’ou ‘sem gordura’” (Ler post)

Regras Número 10 e 11:  “Evite alimentos que estejam fingindo ser o que não são ” e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza” (Ler post)

Regra  Número 12:  “Compre nos corredores ao longo das paredes do supermercado e fique longe do centro “(Ler post)

Regras  Número 13 e 14:  “Só coma alimentos que acabarão apodrecendo”e “Coma alimentos feitos com ingredientes que você pode imaginar crus ou crescendo na natureza”(Ler post)

Regras 15,16 e 17: “Fuja do Supermercado Sempre Que Puder” “Compre seus lanches na feira””Se veio de um vegetal, coma, se foi fabricado, não coma”(Ler post)

Regras Número 18 e 19: “Fuja do supermercado sempre que puder”; “Compre seus lanches na feira (Ler post)

Regras Número 20 e 21: “Só coma alimentos preparados por humanos” ou “Não ingira alimentos preparados em locais nos quais se exige que todo mundo use touca cirúrgica”(Ler post

Regra 22: Coma principalmente vegetais, sobretudo folhas. (Ler post

Regra 23: Comer o que fica em pé numa perna só (cogumelos e vegetais) é melhor que comer o que fica em pé em duas patas (aves), que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas (porcos,vacas e outros mamíferos). (Ler post)

Regra 24: Faça refeições coloridas. (Ler post)

Regra 25: Beba a água do espinafre. (Ler post)

Regra 26: Coma animais que se alimentaram bem (Ler post)

Regra 27:Se tiver espaço compre um freezer (Ler post)

Regra 28:  Adoce e salgue a sua comida você mesmo (Ler post)

Regra 29: Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regra 30: Coma como um onívoro (Ler post)

Regra 31: Coma alimentos cultivados em solo saudável (Ler post)

Regra 32: Coma alimentos silvestres quando puder (Ler post)

Regra 33: Não se esqueça dos peixinhos oleosos (Ler post)

Regra 34: Coma alguns alimentos que foram pré-digeridos por bactérias ou fungos (Ler post)

Regras 35,36: Adoce e salgue sua comida você mesmo; Coma os alimentos doces como você os encontra na natureza (Ler post)

Regras 37 e 38 : Quanto mais branco o pão mais cedo você vai para o caixão – Que tipo de dieta devo comer /Dê preferência aos tipos de óleo e de grãos moídos em mós – (Ler post)

Regra 39: Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe- (Ler post)

Regra 40: “Seja o tipo de pessoa que toma suplementos – depois retire os suplementos” (Ler o post)

Regra 41: Coma mais como os franceses. Ou os japoneses. Ou os italianos. Ou os gregos (Ler o post)

Regra 42: Olhe com ceticismo para os alimentos não tradicionais (Ler o post)

Regra 43: Tome um copo de vinho durante o jantar (Ler o post)

Kombucha : O que é – como preparar ?

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Este post é baseado no post original do Blog do Pão de Açúcar e não tem finalidades comerciais, apenas educativas

Kombucha é  um tipo de chá fermentado, produzido apenas com ingredientes naturais, que conta com características probióticas que podem fazer muito bem para a nossa saúde: 

  • Fonte rica em probióticos (os famosos lactobacilos vivos) e por isso fazer muito bem para a saúde do seu intestino;
  • Alto poder antioxidante;
  • Rico em vitaminas do complexo B e vitaminas C.

Para preparar um Kombucha você precisa contar com uma colônia específica de bactérias e leveduras saudáveis que serão responsáveis por sua fermentação. Elas são  chamadas de SCOBY ou mãe do Kombucha, e se parecem com discos translúcidos e com textura mais amolecida. (Foto)

Para obter uma colônia, é preciso receber uma doação de um SCOBY saudável de alguém que já produz seu próprio Kombucha. A fermentação do Kombucha é feito no chá verdepreto ou mate , pela adição de açúcar (que pode ser cristalrefinado ou demerara).

How to brew kombucha

Para preparar o seu Kombucha você precisa seguir os seguintes passos:

1- Separar a colônia e 100mL do líquido que vem com ela;

2- Preparar 1L do chá de sua escolha e adoçá-lo a gosto. Deixar esfriar antes de colocar em contato com o Kombucha;

3- Misturar tudo em um recipiente que deverá ser fechado com a ajuda de um pano limpo e um elástico;

4- Guardar em local protegido do sol por 2 dias;

5- Provar o sabor do fermentado, que deve não ficar tão doce e nem tão com toques de vinagre. Se não estiver de acordo, feche e aguarde mais dois dias de fermentação;

6- O processo completo de fermentação pode variar entre 5 e 15 dias e, por isso, você deve ter paciência e prová-lo sempre para garantir que o sabor está de acordo com o desejado;

7- Alcançada a fermentação desejada, é hora de colocar 90% do líquido produzido em outro recipiente e começar a saborizar o mesmo. Use frutas, especiarias e até grãos de café, se desejar;

8- Feche o recipiente com uma tampa e deixe fora da geladeira para finalizar a fermentação e produzir uma pressão interna, que é a responsável por sua efervescência. Quando isso acontecer é só levar para a geladeira e consumir gelado;

9- Os 10% do líquido produzido no começo deve ser guardado para futuras produções. Você pode usá-lo para reiniciar um processo de desenvolvimento de bebida ou colocar mais 500mL de chá e guardá-lo para uma nova oportunidade.

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Cuidar do SCOBY  demanda atenção (assim como cuidar da sua colônia de Kefir ou do seu Levain). Mas ele é simples e pode ser feito em casa.

  • Mantenha sempre seu SCOBY com os 500mL de chá em um local longe do sol (na geladeira ou não).
  • Deixe-o fechado com panos e elásticos e nunca com tampa, para que a colônia possa respirar.
  • Alimente com açúcar e com cuidado para que ele não fique “vinagrado”.

Se você perceber que sua colônia mofou, é necessário jogá-la fora e adquirir uma nova para reiniciar o processo.

 

 

Para quem gosta de vinho: Um guia simples – parte 3 – CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO VINHO – ACIDEZ, TANINOS, ÁLCOOL, CORPO

Baseado no livro  – Guia essencial do vinho de Wine Folly – Madeline Puckette e Justin Hammack

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO VINHO

2. ACIDEZ

Os ácidos são que dão o sabor azedo ao vinho. Normalmente eles são derivados da uva. Os principais são o ácido tartárico, o málico e o cítrico. Medidas pela escala de acidez (pH) o vinho apresenta uma acidez entre 2,5 e 4,0 (a água, neutra, tem acidez de 7,0). Conforme amadurecem as uvas se tornam menos ácidas, por isto as regiões de clima frio, onde o amadurecimento é mais lento, produzem vinhos mais ácidos.

 

3. TANINOS

Os taninos são polifenóis, naturalmente encontrados nas plantas. Como são derivados principalmente das cascas das uvas, mas também das sementes e das barricas novas de madeira. Eles estão mais presentes nos vinhos tintos do que nos brancos. Observa-se o tanino de um vinho por aquela sensação  de adstringência (ressecamento) sentida no paladar. DICA: observe a textura de sua língua – um vinho com muitos taninos precipita  as proteínas da saliva, causando secura e enrugamento (adstringência). Os vinhos com taninos fortes são limpadores do paladar, sendo preferidos com carnes gordurosas, queijos e massas. Por este mesmo motivo, vinhos com tanino forte devem ser tomados, preferencialmente, durante as refeições.

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4. ÁLCOOL

O açúcar é convertido em etanol pelas leveduras ou adicionado ao vinho em um processo chamado fortificação. Tem um papel importante no aroma dos vinhos, pois é ele que os transporta até o nariz. O álcool é também responsável pela viscosidade do vinho. Ele é sentido na parte de trás da garganta como uma sensação de ardor. 

Baixo : < 10% APV Entre baixo e médio: 10-11,5% Médio: 11,5-13,0% Entre médio e alto: 13,5-15% Alto > 15%

5. CORPO

É uma categorização de estilo, que se classifica de leve a encorpado. As quatro características: doçura, acidez, álcool e taninos determinam quão encorpado será o vinho.

 

VINHO LEVE: maior acidez, menos álcool, menos taninos e menos doçura (ex. vinhos verdes)

VINHOS ENCORPADOS: Menor acidez, mais álcool, mais taninos, mais doçura (ex Tannat, Petite Sirah, Mourvèdre, Malbec, Cabernet Sauvignon, Sangiovese, Nebbiolo)

Opinião: GORDOFOBIA MÉDICA

 

O post a seguir foi escrito por Marina Nogueira e publicado no seu Blog Não Conto Calorias.A sua reprodução aqui foi gentilmente permitida.

Quando me formei, comecei minha vida no consultório de um médico que tinha uma idéia diferente da que eu tinha sobre obesidade. Me formei na faculdade de nutrição junto com centenas de outras nutricionistas que acreditavam (e várias ainda acreditam) que para emagrecer bastava ‘fechar a boca’ e que ‘todo gordo é assim por preguiça/falta de vontade/etc’.

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Eu também acreditava que todo gordo mentia no consultório – lembrando que aqui não uso a palavra ‘gordo’ como algo pejorativo, mas como uma característica/condição física. Aquele papo de ‘eu como pouco e mesmo assim não emagreço’ não tinha uma razão para mim.

Então, por sorte, fui trabalhar com o Dr. Mauro Kleber. Eu atendia os pacientes que ele me encaminhava, e algumas vezes conversávamos sobre os casos. Em momento algum ele me doutrinava a passar uma dieta restritiva, com contagem calórica ou um monte de linhaça dourada (tendência na época). Como eu passei a vida ilesa a esse modus operandi de alimentação, foi fácil. E prazeroso.

Hoje, olhando para trás, vejo que foi aí que comecei a entender a obesidade como uma condição era multifatorial que independe de ‘força de vontade’ para não existtir. A cada paciente que eu conseguia ver a melhorar na alimentação sem apelar para as dietas da moda, era uma vitória. Na época também, comecei a escrever no blog desse mesmo médico, o Batata Frita Pode.

Depois de um tempo me mudei para São Paulo e fui do céu ao inferno em poucos meses: trabalhei com um médico que fazia piadas de extremo mau gosto. Na época era esse o nome que eu dava, só depois fui me tocar que o termo certo para aqueles comentários era gordofobia.

Dentre as diversas piadinhas, algumas eram clássicas: dizer pra paciente só subir com uma perna na balança, pois se subisse com as duas pernas a balança quebraria; ou perguntar se o marido tinha ‘descendência turca’, pois ‘turcos gostam de mulher gorda’. Duro né? Na época eu não podia fazer muito a respeito disso, só pensar sobre o quão machistas e preconceituosas eram essas frases – e virar os olhos para os diversos modismos que ele tentava aplicar e eu solenemente fazia cara de paisagem e seguia na minha forma de pensar.

Vendo aquilo tudo acontecendo e sem ter muito o que fazer, comecei esse blog que vos fala, estudando sobre aqueles absurdos e concluindo aquilo que eu já desconfiava: obesidade (ou sobrepeso, ou excesso de peso) é algo muito delicado para se tratar com força, foco, fé e dietas da moda. E nunca, jamais, pode ser motivo de piada.

Com o tempo, escutei histórias bizarras dos meus pacientes. Experiências do pior tipo. Gente que foi ao dermatologista falar sobre coceiras em regiões íntimas e não foram examinados porque o médico já colocou a culpa do excesso de peso, queixas de pessoas que sofriam com ansiedade mas foram aconselhadas pelo psiquiatra a procurar uma nutricionista pois emagrecer resolveria, e milhares do caso clássico: quem vai ao endocrinologista/clínico fazer controle de exames tireoidianos/gerais e são convencidos de que um remédio para emagrecer iria bem, afinal, ‘quem não quer emagrecer né?’.

Além disso, já soube de uma pessoa com transtorno alimentar grave escutar a nutricionista falar que a paciente era sortuda, com a seguinte justificativa da a ela: ‘todo mundo quer ser magra como você’. Sem falar na quantidade enorme de médicos/nutricionistas que, antes mesmo de ouvir o paciente, já soltam o velho: ‘veio pra emagrecer, né?’.

Gordofobia médica

Um estudo publicado na Obesity Reviews em 2015 levantou evidências demonstrando as percepções negativas dos profissionais de saúde sobre pessoas gordas, e como esses sentimentos podem ter como consequência diagnósticos errados ou tardios, impactando negativamente os resultados destes indivíduos.

Esse mesmo estudo mostrou que aqueles pacientes que enfrentam (ou creem que irão enfrentar) gordofobia médica tendem a procurar menos os serviços de saúde e, quando procuram, tem menos adesão as orientações médicas.

A gordofobia é o preconceito ou intolerância contra pessoas gordas, e pode ser percebida de maneira escancarada ou sutil. Quem nunca ouviu (ou falou) a frase ‘ela tem um rosto tão bonito, pena que é gorda’? Essa frase carrega a ‘confirmação’ de que só pessoas magras são belas, tornando as pessoas gordas em seres, automaticamente, feios.

No consultório médico isso é comum. Pode começar com um comentário, passando pela ausência de instrumentos que podem ser utilizados por pessoas gordas (cadeiras, aparelhos de pressão e balanças) até a ofensas do tipo ‘você não tem conserto mesmo!’.

A justificativa de diversos profissionais é a mesma: uma questão de saúde. A afirmação amplamente divulgada de que obesidade é uma doença crônica e ‘mal do século’ serve, muitas vezes, como alicerce para a gordofobia. Mas o conceito de saúde é maior do que o número do IMC: é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. Visto isso, colocar um indivíduo obeso sob julgamento gordofóbico, é aproximá-lo do mal estar psicológico e social, e não da sanidade.

É inegável que o excesso de peso pode aumentar o risco de diversas doenças . Porém, atenção: ‘poder aumentar’ não é uma certeza absoluta de que isso irá acontecer. Existem dezenas de milhares de pessoas com sobrepeso ou obesidade que estão a pleno vapor, se alimentando muito bem, longe do sedentarismo e vivendo uma vida perfeita. E existem centenas de milhares de pessoas que são/estão gordas não por ‘falta de vergonha na cara’, mas sim pelos mais diversos motivos: transtornos alimentares (como a bulimia e o transtorno da compulsão alimentar), problemas psiquiátricos (de todos os tipos), fisiológicos (metabólicos, genéticos e outros), etc, etc, etc.

Além disso, sabemos que há uma crescente população – cada vez mais nova – com transtornos alimentares. Esses indivíduos podem ter o corpo magro, serem julgados como saudáveis e, na verdade, padecerem de uma grave doença.

Sugiro que dêem uma olhada nesse diagrama, que mostra as possíveis razões para obesidade

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Falta de cuidado

Algo muito comum é se referir a pessoa gorda como ‘ela não se cuida’. Mas o que é ‘se cuidar?’. Tomar banho, pentear o cabelo, escovar os dentes, estudar, comprar roupas novas, manter o ambiente de trabalho e a casa limpos, fazer atividade física… tudo isso é cuidado. O gordo não é ‘desleixado’. Ele não ‘se largou’. Ele é uma pessoa como qualquer outra que, por algum motivo, tem um formato de corpo maior do que outra pessoa que faz as mesmíssimas coisas que ele.

O que o profissional de saúde pode fazer?

  • Escutar, muito. E sempre. Ao invés de supor ou transferir seus próprios desejos para o paciente, ele deve ouvir com calma as angústias de cada um.
  • Estudar sobre obesidade e comportamento humano também ajuda bastante. Você não precisa ser expert no assunto, mas começar a procurar informações que vão além do seu viés de olhar já é um excelente começo.
  • Entender que uma pessoa pode sim emagrecer, mas que isso é muito diferente de tornar-se magra.
  • Reavaliar o uso do IMC como medida oficial de peso corporal. O IMC já é discutido há muito tempo como uma ferramenta ineficaz na prática clínica.
  • Analisar (com ajuda terapêutica, preferencialmente) suas angústias, valores e olhares sobre o corpo humano. Talvez sua necessidade ou furor para ver o outro magro é, na verdade, um reflexo daquilo que você considera um sucesso.
  • Criar um espaço físico onde seu paciente se sinta confortável: cadeiras, balanças e aparelhos médicos compatíveis com maiores tamanhos de corpos.
  • Estudar (nem que seja brevemente) o impacto biológico e psicológico de dietas restritivas. Resumindo: entender sobre transtornos alimentares.

Mas eu realmente estou doente, e aí?

Se você tem excesso de peso e está adoecido, e o excesso de peso pode ter colaborado para essa condição, sugiro seguir o tratamento. Procure um médico/nutricionista que estão dispostos a te tratar com seriedade, e não te transformar num case de sucesso para postar sua foto de antes e depois nas redes sociais. Fuja de tratamentos promissores demais, metas que consideram grandes perdas de peso em curtos espaços de tempo. Em alguns casos, medicações são recomendadas. Pergunte, questione.

Você pode se beneficiar muito de ajuda profissional. E se você já sofreu algum tipo de preconceito e se sentiu prejudicado, recorra ao conselho do seu estado/cidade. Mas não desista nunca de procurar ajuda caso você julgue necessário!

Até a próxima!

Marina