Óleo – Marca, qualidade ou quantidade?

Sem título

Sempre ficamos na dúvida de qual óleo devemos usar. O mercado oferece tanta variedade que muitas vezes não sabemos qual comprar. Além disso, outros aspectos confundem a cabeça do consumir como marketing de produtos e propagandas feitas através de instagrams e blogs que como sabemos, muitas vezes não são de fato confiáveis. Vou aproveitar a deixa de um programa de televisão que causou um verdadeiro alvoroço para deixar a minha opinião.

Além da dúvida de qual usar, muitos também não sabem como usar. Um exemplo é aquela pulga que sempre fica atrás da orelha quando vamos aquecer algum alimento. Logo pensamos, esse óleo pode ser aquecido? O azeite vai perder as suas propriedades? Qual é melhor? Enfim, resolvi fazer este post para esclarecer algumas dúvidas sobre “óleos”.

Apesar de muita gente não saber, os óleos são utilizados em grande escala, alimentos fritos como salgadinhos, fast foods, petiscos em bares, pastelarias, são comercializados a torta e a direita. Alguns acreditam que a “era da fritura” já passou. Mas não, segundo dados do IBGE, mais de 50% da população brasileira consome alimentos fritos todos os dias. Então de que adianta ficar preocupado com o tipo de óleo está sendo usado? Na verdade oq eu deveria está sendo levado em consideração é a quantidade. Você  já parou para pensar quanto óleo existe dentro de cada alimento que a maior parte da população brasileira consome? A maior parte não sabe o que está de fato consumindo. Assista esse vídeo sobre óleo e açúcar:

 Os óleos, gorduras e azeites são utilizados como meio de transferência de calor para que a fritura tenha um resultado desejável – como aquele pastel quentinho recheado de queijo bem crocante. Estes produtos são lipídeos, geralmente de origem vegetal, chamados de triacilgliceróis e são compostos por diversos ácidos graxos saturados e/ou insaturados.

A diferença na composição e no grau de insaturação dos ácidos graxos presentes nos óleos e gorduras pode alterar as suas qualidades. São diversas as alterações que podem acometer os lipídeos sendo a oxidação a mais frequente. A oxidação pode ocorrer por diversos fatores e um deles é o calor. No processo de fritura de um alimento, os óleos sofrem ação tanto da temperatura quanto de oxigênio do ar. Estes fatores provocam reações extremamente complexas, originando peróxidos que se decompõem em produtos secundários (aldeídos, álcoois, cetonas e hidrocarbonetos).

Os óleos vegetais podem ser classificados de várias maneiras, sendo uma delas a classificação por composição de ácidos graxos. Nos óleos vegetais três ácidos graxos são dominantes: palmítico, oléico, linoléico e por vezes acompanhado de ácido esteárico e pelo ácido linolênico. A atenção deve ser dada ao conjunto total da composição de ácido graxo no óleo bruto e no óleo refinado. Assim como também existem outros fatores como a posição dos ácidos graxos individuais dentro da molécula de triacilglicerol, a presença e composição de tocoferóis, carotenóides e esteróis, a variedade do grão e as condições de processamento que podem apresentar influência sobre a estabilidade dos mesmos.

Mas enfim o que tudo isso quer dizer exatamente? Como o grau de oxidação dos óleos pode definir qual o melhor óleo para ser utilizado na cozinha? Bem, simplesmente porque quanto maior a oxidação sofrida por um óleo, maior a perda de nutrientes e maior “ganho” de compostos tóxicos

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Óleos (girassol, soja, canola e milho)

Ah, mas eu consumo o óleo “bom”, o óleo que tem gordura “do bem”, as gorduras poli-insaturadas… auto lá, não é bem assim! Estudos recentes demonstram que os compostos formados pela decomposição de ácidos graxos insaturados durante o processo de aquecimento ou fritura afetam a disponibilidade dos ácidos graxos essenciais, compostos que participam da regulação da pressão arterial, frequência cardíaca, resposta imunológica, dos processos da coagulação sanguínea e do funcionamento do sistema nervoso central. Assim, além dos efeitos maléficos dos compostos da degradação do óleo, tem-se também a diminuição dos efeitos benéficos à saúde de ácidos graxos essenciais presentes em alguns óleos e a destruição de vitaminas lipossolúveis devido à auto oxidação dos triacilgliceróis de ácidos graxos insaturados.

Azeite de Oliva extra virgem

O azeite, ou óleo de oliva extra virgem apresente maior estabiliadade nos processos oxidativos e vantagens durante o aquecimento quando comparados com outros óleos vegetais. Isto ocorre devido ao seu alto conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados (55-88%), baixo conteúdo de ácidos graxos poli-insaturados (2-21%) e a presença de grande quantidade de compostos fenólicos antioxidantes que podem inibir a produção de hidroperóxidos, maléficos à saúde humana.

*Segundo algumas pesquisas que li, o azeite extra virgem é mais resistente a altas temperaturas porque ele contém mais quantidade de uma substância chamada de tocoferol , que é um antioxidante.

Óleo de coco

O óleo de coco é um óleo rico em gordura saturada, aquela gordura que sempre foi vista como a “gordura do mal” que não devemos consumir em excesso por que está relacionada com diversos tipos de problemas cardiovasculares. Será que está mesmo? Será que a chave é substituir a gordura saturada do óleo de coco – que não aumenta o colesterol e nem o risco de cardiopatias – por uma gordura trans? Bem, já digo que não! A gordura satura deve ser consumida sim, mas como qualquer outro tipo de gordura, ela só não deve ser consumida em excesso.

A questão é que o mundo da nutrição se tornou uma imensa fábrica de dinheiro e tudo gira em torno no marketing feito seja por programas de televisão, seja por instagram, facebook, snapchat ou blogs. E a cada hora um alimento está “em alta” e aparece mais, a indústria precisa vender né minha gente.

O que eu achei mais legal das discussões que foram abordadas pela reportagem apresentada no programa foi o quanto as pessoas estão mais alertas para a informação que é passada. A maioria sabe que o que foi dito ali não é a verdade absoluta. Mas então qual é? É você comer tudo sem exageros, escolha o seu óleo, mas evite consumi-lo em fritura por imersão, evite coloca-lo em altas temperaturas, evite alimentos fritos prontos, afinal de contas, uma alimentação natural e balanceada não precisa de muito óleo. Procure uma nutricionista para te orientar.

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Um industrial que não cai tão mal

5862030Se você já se consultou com uma nutri, com certeza já ouviu a frase “quanto mais natural, melhor”. Claro, é óbvio que os alimentos mais naturais, de preferência aqueles plantados no seu jardim e sem agrotóxicos são os que trazem mais benefícios para a nossa saúde, mas convenhamos né? Nem sempre temos o tempo necessário para cuidar de uma horta ou lembramos exatamente o que comprar para cada dia da semana e até muitas vezes esquecemos o lanchinho saudável em casa e naquele dia apelamos para o industrial.

Com base nesse pensamento nada “xiita”, como dizem alguns pacientes meus (lembrei de uma turma grande, hehe), que hoje vou dar algumas sugestões de lanchinhos industriais que eu como e que “não cai tão mal”!

Snack de soja

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Esse snack é um salgadinho mais saudável, digamos assim! Ele é feito com farinha de arroz e farinha de soja integral não transgênica e não contém aromatizantes artificiais. Ele é assado, por isso sua quantidade de gordura é baixa. Só não é para comer todo dia pois tem 69mg de sódio (nada que vai te matar se você tiver uma alimentação saudável).

Barra de cereal de fruta

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Como não amar? Eu sempre fico na dúvida qual o sabor que eu quero, daí acabo pegando todos mesmo!! São barrinhas 100% naturais, adoçados com tâmaras (olha que luxxx). Não tem aditivos químicos como corantes, conservantes ou adoçantes, ou açúcares. Escolha o seu sabor preferido e pode se deliciar.

Barra de cereal de castanhas

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Coloquei esse exemplo porque é a que mais gosto, principalmente a amarelinha! mas hoje já existem inúmeras marcas no mercado como a BIO2, Harts e Kind.

Mix de sementes

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São delícia e não tem corantes, adoçantes ou conservantes. É rico em vitaminas e não tem açúcar.

Chocolate

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As vezes bate aquela vontade de um docinho, principalmente naqueles dias! Já experimento esse chocolate? Ele é 70% cacau e tem chia nos ingredientes! Também livre de corantes, conservantes ou açúcares. pena que é um pouco pesado para o bolso. Se você tiver condições, vale o investimento.

Edamame

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O edamame para quem não sabe é o grão de soja ainda verde. Um ótima opção de snack (se você se adaptar ao sabor, eu não curto muito), não contém conservantes, corantes ou açúcares na composição. Ele é rico em proteínas e fibras.

Snack castanhas e frutas

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Delícia, sem corantes, adoçantes, conservantes ou açúcares. Tem várias misturinhas. Algumas são abacaxi com amêndoas, blueberry e maçã, cranberry e amêndoas e outros.

Biscoito de arroz

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Esse é um biscoito de arroz com chocolate amargo. É bem gostoso, coloquei recentemente no meu IG pessoal. Os ingredientes são: Chocolate meio amargo 59% (açúcar, cacau, manteiga de cacau, emulsificante lecitina de soja e E-476, aroma artificial sabor vanilina), arroz integral 41%. Esse contém emulsificante e aroma artificial, mas nada comparado com o que se vê por aí. Além do mais ele tem 0g de sódio.

Para o pãozinho, bolachinha ou biscoito…

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Feita com grão de amendoim selecionados. Não contém açúcares, é rico em gorduras boas e proteínas.

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Difícil dizer qual a mais gostosa, tem vários sabores como sardela, berinjela, nozes, alcachofra, azeitona e por aí vai… São feitas com ingredientes naturais. Essa de castanha de caju é  temperada com azeite, polpa de tomate, sal marinho, orégano e manjericão. Não é para comer todo dia já que contém 70mg de sódio por porção.

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Eu amo essa pastinha! Acho todos os sabores delicia, sempre fico na dúvida de qual vou levar…ela é produzida com ingrediente in natura, sem adição de corantes e aromatizantes artificiais. O sabor é ótimo, parece um patê.

Smoothies

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É um alimento 100% a base de frutas frescas, na correria vale a investida! Tem um da marca jasmine também que é bem saboroso.

Á base mandioca…

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É um biscoitinho assado e crocante, feito de tapioca. Contém gordura vegetal na composição, porém são 0,8g de gordura na porção.

Enfim, hoje em dia temos muitas opções para fugir do saldado banhado na gordura e repletos de conservantes que fazem mal para a saúde. mas reforço, o natural é sempre a melhor opção.

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O oba oba da dieta

downloadDepois da moda “detox”, “glutenfree”, “lacfree”, “projetomaromba”, “bumbumnanuca”, “healthylifestyle” e por aí vai, chegamos na nova era, aquela do “podetudo”. Primeiro não podia comer nada, todo mundo vivendo de cápsulas e mais cápsulas, agora fomos evoluindo até chegar no tudo pode e restringir alimento é neurose! O pão sem glúten que não podia “jamé” voltou a poder e aquele queijinho branco mineirinho e gostosinho que se você comesse, com certeza iria sofrer perfurações dentro do seu corpo e morrer de hemorragia, também já pode de novo! Até o refri tá liberado!  Virou o oba oba da libertação!

Não é por aí né minha gente! Existem alguns tipos específicos de dietas para pessoas que possuem necessidades diferentes e principalmente patologias e sintomas diferentes. Vários sintomas são associados a alimentos que consumimos, principalmente aqueles consumidos em excesso. Alguns acham que as intolerâncias estão ligadas somente a sintomas gastrointestinais, o que não é verdade.

Por exemplo na questão do glúten,  além da doença celíaca e da alergia ao trigo, existem casos de reação ao glúten na qual os nem os mecanismos alérgicos nem autoimunes estão envolvidos. Estes são geralmente definidos como sensibilidade ao glúten. Alguns indivíduos apresentam uma série de sintomas quando consomem glúten como angústia, dores ósseas ou articulares, câimbras musculares, dormência nas pernas, erupções cutâneas  e sentem melhoras com uma dieta sem glúten. Na sensibilidade ao glúten os pacientes são incapazes de tolerar o glúten e desenvolvem uma reação adversa ao comer glúten que, geralmente, e diferentemente da doença celíaca, não provocam danos no intestino delgado. Atualmente, o diagnóstico é feito por exclusão, e uma dieta de eliminação e “desafio aberto” (isto é, a reintrodução monitorada de alimentos contendo glúten) são os mais frequentemente usados para avaliar se a saúde melhora com a eliminação ou a redução de glúten da dieta . Esta abordagem não tem especificidade pois  está sujeita ao risco de um efeito placebo da dieta de eliminação na melhoria dos sintomas, porém sendo o único método atual, ele está ajudando a melhorar a vida de muita gente que apresenta sintomas de sensibilidade ao glúten. Se você é essa pessoa, não entra no oba oba do “tudopode”.

Na intolerância a lactose a questão é mais ou menos parecida. Na maioria dos mamíferos a atividade da enzima lactase diminui na parede intestinal após o desmame, caracterizando a hipolactasia primária que provoca sintomas de intolerância à lactose. A intensidade dos sintomas de distensão, flatulência, dor abdominal e diarreia variam, dependendo da quantidade de lactose ingerida, e aumentam com o passar da idade. Porém estes não são os únicos sintomas que vem sido descritos na literatura atualmente. Alguns autores acreditam que a intolerância à lactose seja responsável por diversos sintomas sistêmicos, como dores de cabeça e vertigens, perda de concentração, dificuldade de memória de curto prazo, dores musculares e articulares, cansaço intenso, alergias diversas, arritmia cardíaca, úlceras orais, dor de garganta e aumento da frequência de micção. Na presença de sintomas sistêmicos, é preciso avaliar se de fato decorrem da intolerância à lactose, se são sintomas coincidentes ou se decorrem de alergia à proteína do leite de vaca (que afeta até 20% dos pacientes com sintomas sugestivos de intolerância à lactose). Então, fique atento ao “podetudo”. Se sua nutri identificou algum destes sintomas em você, provavelmente a dieta do oba oba não é a melhor opção para você.

Outras intolerâncias muito sérias como a intolerância à frutose entram na mesma questão. Devemos sempre nos alimentar com equilíbrio desde que respeitemos a nossa individualidade biológica. A variedade de alimentos que encontramos nos supermercados hoje em dia está aí para nos ajudar e em hipótese alguma contrariar esta questão. Se você pode come tudo, coma tudo em equilíbrio e se você é o tipo de pessoa que não pode, então exclua o que não pode e coma o resto em equilíbrio (sempre conte com a nutri).

A nutrição cresceu muito nos últimos anos e não é pra menos. Cada hora a indústria alimentícia tenta levar os consumidores para um lado e é para isso que nós nutris atuamos e buscamos cada dia mais a melhora da saúde de nossos pacientes. Não é de hoje que pessoas chegam com dietas de diferentes nutris e pedem minha opinião. Mas gente, cada profissional tem a sua conduta! Se o seu nutri acha que vc precisa comer casca de mexerica dos andes ou laranja esmaltada da Turquia, foi porque ele identificou que você precisava disso. Então a dica é, pesquise antes de consultar um profissional e se identifique com ele. E isso vale para todas as áreas.

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Esfriou! E agora?

images (1)Se você é aquele tipo de pessoa que sente mais fome no frio, vou te contar um segredo: isso é comum.

Ao contrário do que muita gente imagina, o nosso corpo gasta muito mais energia para se manter ativo durante o inverno do que no verão. No verão suamos mais e temos a impressão que mais calorias são queimadas durante o dia. Porém, isso não é verdade. Suamos mais apenas pelo fato de liberar o calor do nosso corpo através do suor. Já no inverno, o nosso tecido adiposo tem a importante função de nos manter aquecidos, gastando mais energia para manter a nossa temperatura corporal.

Para manter tudo funcionando em perfeito estado, o organismo “pede” mais comida (geralmente as mais calóricas) e assim aumenta a nossa vontade de comer no inverno. As frutas dos lanchinhos de inverno passam a ser biscoitos mais cremosos, o suco vira chocolate quente, a saladinha do jantar vira caldo com torrada e o japonês do final de semana vira fondue com vinho.

Isso sem contar a parte da atividade física né? Quem malha de manhã não quer levantar cedo para ir para a academia, afinal de contas quem quer largar o edredom quentinho para se jogar na academia? Para quem malha a noite, depois de um dia cheio, complica mais ainda, já que a preguiça chama!

Aí você me fala, mas nutri, então “quecofaço”? Como fazer para manter as curvas conquistadas no verãozão? Como sobreviver ao inverno sem os quilos a mais?

Bem, não existe nenhum segredo né? É sempre aquela velha história de comer menos do que gasta! Mas não fique de mal humor, apenas conforme-se que sempre vai ser assim e procure seguir algumas dicas:

Use o frio a seu favor

Mude o modo de pensar. Se no frio você queima mais caloria naturalmente, então aproveite essa situação para perder os quilinhos extras! Anime-se, levante e vá à academia. Nunca deixe de praticar atividade física só pelo fato de “estar frio”. Lembre-se também que eu a atividade física fortalece o sistema imunológico evitando aquelas gripes chatas dessa época do ano

Consuma com moderação

Os alimentos mais calóricos podem sim ser ingeridos, desde que não seja em exagero. Ao invés de comer fondue com os amigos toda semana, escolha um dia no mês. Quanto aos caldos, eles podem sim ser menos calóricos, então ao invés de sair para comer, chame os amigos e faça em casa, além de explorar novas receitas, a diversão é garantida!

Beba líquidos

Não se esqueça da água, ela é essencial para manter o nosso organismo funcionando, além de hidratar a pele e as mucosas que ressecam nessa época do ano. Abuse também dos chás. Converse com a sua nutri e veja qual o mais indicado para você, afinal nem só de chocolate quente vive o homem.

Fracione as suas refeições

Uma forma de aumentar o consumo calórico, mas sem exagerar em uma única refeição, é distribuir as refeições durante o dia, de forma que não sinta tanta fome em horários que não costumava sentir antes. Sempre é importante preferir alimentos com gorduras mono e poli-insaturadas (peixes, nozes, castanhas, azeite) e de carboidratos complexos (aveia, grãos integrais). Eles garantirão a energia excedente e os nutrientes necessários para o frio.

Bebidas alcoólicas

Aprecia um bom vinho? E por que não? Consuma com moderação.

Na dúvida, converse com a sua nutri!! 😉

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Transformando a gordura em músculos #sqn

face-postQue atire a primeira pedra quem nunca ouviu a expressão “transformar a gordura em músculos”. Pois bem, digo e “redigo” diariamente no meu consultório que isso não só não é possível, como é impossível!

Sabe quando a gordura do corpo será convertida em músculo? No mesmo dia que a água com limão morna no café da manhã começar a emagrecer (pra quem ficou na dúvida, a resposta é nunca).

A gordura não vira músculo, assim, como osso não vira fígado e boca não vira olho. São tecidos diferentes, células diferentes, composições e funções diferentes, ou seja, tudo diferente e para provar e desbancar e acabar com a  vergonha alheia que as vezes sentimos  pelo colega profissional (que insiste na ideia),  uns curiosos cientistas fizeram um estudo na Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW, na sigla em inglês), na Austrália e revelaram o mistério.

RÁ…aposto que você aí está bem pensando “ah é lógico que não vira músculo, a gordura que a gente perde vira energia (errado) e se não é energia então deve ser calor (errado de novo).

Mas então para onde será que esses quilos perdidos pelo André Marques (parabéns André Marques) foram parar? Simples…

No ar!

(silêncio)

Sim, no ar…os quilos de gordura que perdemos são eliminados através dos pulmões na forma de dióxido de carbono e água (excretada através da urina, do suor, das fezes, etc). Mas isso não é claro, meu caro Watson? Nem tanto…afinal de contas o dióxido de carbono que exalamos é invisível o que não torna essa “transformação” tão óbvia assim.

Aposto que você preferia a hipótese do músculo né! 😉

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Eu aceito!

imagesUltimamente tenho recebido ligações de casais querendo marcar consulta nutricional em conjunto. O que eu acho da ideia? Excelente! Não só a ideia, mas também os resultados são excelentes.

A maioria me procura para auxiliar a perda de peso e montar um plano alimentar que seja viável para os dois. Claro que emagrecer assim é bem mais fácil – a dieta de um se adapta a dieta do outro e o casal passa a se apoiar mais. Acredite ou não, fazer uma reeducação alimentar em conjunto, fortalece o relacionamento. Isso porque um apoia o outro, dá força, estimula e também reclama!

Além de tudo tem a parte divertida né? Fazer atividade física e cozinhar, deixa o casal ainda mais unido e mais feliz.

O processo de emagrecimento é extremamente difícil para certos indivíduos, e a falta de apoio em casa dificulta ainda mais. Imagina só, você lá tentando perder peso na saladinha com frango e o maridão pedindo aquela pizza de pepperoni e tomando uma cervejinha em plena terça feira! Ora, relacionamento não é desafio, e é aí que muitos pecam! No relacionamento a dois, aquele que está querendo ter uma vida mais saudável e muitas vezes precisa perder peso, deve ser apoiado ao máximo pela outra parte!

O marido ou a esposa que não apoiam a mudança de vida do outro, geralmente provoca, para ver se o parceiro (a) vai conseguir mesmo mudar. Mas não é de maldade, isto está no subconsciente, na dificuldade de aceitar mudanças (principalmente as mudanças para a melhor do parceiro). Afinal de contas sempre existe aquele “medinho” do outro ficar bem e começar a atrair olhares enquanto você fica lá, estagnado na mesma.

Muitos relacionamentos sofrem diante da situação do parceiro querer levar uma vida sedentária, se alimentar mal e não querer mudar por puro comodismo ou até mesmo medo de não conseguir atingir a expectativa do outro.

Tem até um livro que chama casais inteligentes emagrecem juntos! Eu ainda não li e espero ler em breve, o título me parece bem interessante e eu concordo muito com ele!

Então, o meu conselho para aqueles casais que pretendem procurar uma nutri para iniciar uma vida mais saudável é: vai fundo!

escritopor2gabriela