Que óleo devo usar?

Com vários óleos disponíveis no mercado, você ainda tem dúvida quais são os melhores para usar na sua cozinha? Vamos tentar te ajudar nessa!

Óleo de coco

coco

Queridinho das blogueiras fits de plantão, o óleo de coco é um TCM (triglicerídeo de cadeia média) obtido através da carne do coco. No processo de obtenção do óleo, não são empregados solventes químicos, nem elevadas temperaturas, portanto, seus fitoquímicos são mantidos. 50% do óleo do coco é composto pelo ácido láurico, que são de fácil absorção e não necessitam de enzimas para sua digestão e metabolismo. No fígado, rapidamente se transformam em energia, gerando calor e queimando calorias, o que pode levar a perda de peso em indivíduos que seguem uma dieta equilibrada e praticam atividade física diariamente. Uma pesquisa realizada em 2008 comparou o efeito do óleo de coco e do azeite na composição corporal de indivíduos. Esse estudo demonstrou redução significativa de peso no grupo que consumiu o óleo de coco associado à dieta, se comparado ao grupo que ingeriu azeite de oliva com dieta. Diversos estudos demonstraram ainda as ações do óleo de coco em casos como candidíase e gastrite bacteriana

O óleo de coco, por ser um ácido graxo saturado é mais estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado para finalizar pratos quentes. Porém, para a preservação de seus antioxidantes, recomenda-se que seja utilizado em preparações frias, como saladas, sucos e shakes ou em torradas e tapiocas.

Seu índice de acidez é no máximo até 0,5%, o que o caracteriza como um óleo extra virgem.

Azeite virgem e extra virgem

azeite

No Brasil, denomina-se Azeite o produto oleoso obtido por prensagem de um dado fruto, sem a utilização de solventes para extração. O Azeite de Oliva é oriundo da Azeitona, fruto proveniente da Oliveira (Olea europaea L.). Já o Azeite de Dendê, da polpa do fruto da Palmeira do Dendê, o “Dendezeiro” (Elaeais guineensis Jaquim). Quando o Azeite de Oliva apresenta uma acidez muito elevada (maior que 3,3%), é submetido a um tratamento para neutralizar o excesso de acidez, sendo então classificado como Refinado e tendo acidez final de no máximo 0,3%. Os Azeites de Oliva não refinados são classificados por Virgem ou Extra-Virgem em função da acidez apresentada; são classificados como extra-virgens aqueles com acidez máxima de 0,8% e virgens aqueles com acidez de até 2,0%. Os azeites que apresentam acidez entre 2,0% e 3,3% são normalmente misturados aos azeites refinados, compondo um tipo genérico “Azeite de Oliva”, cuja acidez máxima deve ser de 1,0%.

Os azeites são ricos em ácidos graxos essenciais. O que são ácidos graxos essenciais? São os ácidos graxos importantes para o funcionamento do corpo humano mas que o nosso organismo não é capaz de produzir, sendo necessário adquiri-los por meio da alimentação. Na infância, uma baixa ingestão destes ácidos graxos essenciais pode retardar o crescimento e causar problemas de pele e fígado. Além disso, os azeites, tanto o de oliva quanto o de dendê, possuem esteróis, que são substâncias que dificultam a absorção de colesterol no intestino, e o beta caroteno, que é antioxidante, ou seja, combate os radicais livres.

O azeite, pelas suas características organolépticas únicas e por ser um óleo monoinsaturado rico em antioxidantes naturais, o que leva a uma elevada estabilidade oxidativa, foi desde tempos antigos muito utilizado na fritura de alimentos em detrimento de outros óleos e gorduras.

Um estudo realizado concluiu que tanto o azeite virgem quanto o azeite extravirgem sofrem modificações durante o processo de aquecimento ou a temperaturas elevadas, porém o extra virgem é mais estável devido as suas propriedades antioxidantes.

Óleo de linhaça

linhaça

A linhaça é um grão oleaginoso de cor marrom ou amarelo dourado rico em ácidos graxos poli-insaturados e alfa linolênico que pode dar origem a vários produtos como o óleo, farelo e goma, diversificando assim a forma de consumo.

O óleo de Linhaça é um óleo natural constituído basicamente de triacilglicerol contendo alta porcentagem de ácidos graxos poliinsaturados e monoinsaturados que têm suas propriedades físico-químicas alteradas durante o processo de oxidação. Quando aquecido, o óleo perde apenas parte das propriedades funcionais, por apresentar boa estabilidade em altas temperaturas, principalmente quando aquecido em forno elétrico.

Enfim, como podemos observar, todos os óleos citados acima são mais bem aproveitados pelo nosso organismo quando utilizados “crus”, então evite aquecer esses produtos por longos períodos  .

escritopor2gabriela

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