A overdose de Whey Protein

Meu marido me enviou ontem um texto muito interessante publicado na The Economist sobre o crescimento das vendas de suplementos proteicos, especialmente o Whey Protein.
Dentre outras coisas, o artigo relembra os leitores que este alimento foi, no século 19, fonte de alimentação para porcos, sendo que somente agora temos um boom da sua venda na área esportiva. O autor também reforça que este boom não é só da Whey Protein, mas sim da venda de suplementos alimentares, com o aumento da busca interminável pela aparência corporal perfeita. Hoje atletas são garotos propagandas de suplementos alimentares de vários tipos (alguns são até patrocinadores de times de futebol), e isto, ao meu ver, pode estar muito errado.
Gosto também de reforçar a opinião de um especialista da Associação Dietética Britânica, que falou para este artigo da The Economist, que afirma que, para a maioria dos usuários de academia, a ingestão de um pint (ou 500mL) de leite ao dia, já é suficiente para garantir substrato satisfatório para recuperação proteica pós atividade física. Ele reforça ainda que a dieta do europeu é considerada hiperproteica, e que, muito provavelmente, não haveria necessidade de nenhum tipo suplementação de proteína. Acredito que ele não estava falando de atletas de ponta (de ponta para mim são competidores olímpicos, jogadores profissionais), mas sim da população normal sedentária e ativa. Inclusive os “ratos” academia. Gostaria de frisar que, se a dieta do europeu é considerada hiperproteica, não preciso nem entrar em detalhes sobre a dieta do Brasileiro. Nosso consumo proteico é visualmente (e sabidamente) maior do que a maioria das populações europeias e norte americanas. Então, a afirmação do Sr.Richard Miller também serve para nós.
Outra parte interessante (e que talvez sirva de exemplo) é que as Autoridades Europeias de Segurança Alimentar declararam, a partir de dezembro, que os suplementos esportivos serão taxados de uma maneira diferente dos alimentos comuns. Talvez como uma maneira de controlar a ingestão excessiva destes produtos, que podem SIM prejudicar o organismo humano.
O texto encerra, ironicamente, falando da dieta hiperproteica dos europeus e a expectativa de crescimento das vendas de produtos proteicos, independente do excessivo consumo deste macronutriente. “Os produtores devem estar certos”, afirma o autor do texto, “a imagem corporal é algo muito estranho”.
Para quem quer saber mais sobre o assunto, sugiro procurar um especialista da área da saúde.
escritopor2marina
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s