OVERTRAINING

O overtraining é uma desordem fisiológica que causa redução do desempenho competitivo, incapacidade de manutenção das cargas de treinamento, fadiga crônica, desequilíbrios na homeostasia, enfermidades freqüentes além de transtornos psicológicos. Essa desordem fisiológica é desencadeada através de treinamentos intensos com recuperação inadequada.
O desequilíbrio nas cargas de treinamento, excesso de competições e períodos inadequados de recuperação são alguns causadores do overtraining, que pode durar semanas ou até meses. Fatores não inerentes ao treinamento físico como balanço energético negativo, dieta inadequada, sono inadequado e distúrbios emocionais podem prolongar ou antecipar o estado de overtraining.Quanto mais precoce o diagnostico, melhor a restruturação da performance.
Para se diagnosticar com precisão o overtraining, é extremamente importante a associação de alguns biomarcadores hormonais, bioquímicos, imunológicos, enzimáticos e moleculares, juntamente com as variáveis de performance. No entanto, na literatura ainda não há um consenso quanto ao melhor indicador fisiológico, devido à grande variabilidade das respostas encontradas por diferentes pesquisadores. Por outro lado, as alterações hormonais, bioquímicas e de performance, mesmo com contradições, são as mais utilizadas atualmente para a caracterização do overtraining, devido à ampla literatura disponível em às suas boas associações com os diferentes períodos de treinamento. Contudo, outros indicadores de estresse orgânico por exercícios físicos, como as proteínas de choque térmico, enzimas antioxidantes e DNA livre, vêm sendo mensurados com o objetivo de melhor monitorar o treinamento, com vista a prevenir o overtraining ou promover uma eficaz recuperação dos indivíduos por ele afetados.
Dentre os sintomas estão a fadiga constante, dificuldade para dormir, irritabilidade, perda de motivação, dores musculares constantes, alteração no ciclo menstrual nas mulheres, viroses frequentes e alteração na frequencia cardíaca.
O tratamento na maioria das vezes envolve o afastamento completo dos treinos que pode variar de 1 semana a 6 meses. Não existe uma regra geral para o tratamento. O consenso está no fato de que o atleta deve reduzir os treinos ou se afastar até que os sintomas desapareçam. A partir daí o atleta pode voltar aos treinos estando sempre atendo ao reaparecimento dos sintomas.

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