A culpa é de quem?

Vejo muita gente reclamando de muita coisa. Médico de convênio que atende rápido demais, ou que não atende. Médico que não olha na sua cara ou então que te pergunta demais. Médico que reclama de paciente que não segue a prescrição. Paciente que reclama de médico atrasado. Fonos, T.O’s, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas reclamam que os pacientes não querem pagar o preço da consulta. 
Pacientes que reclamam que os planos de saúde não cobrem consultas suficientes com estes profissionais. 
Enfim, tem de tudo no mundo da saúde.  
Realmente, isso tudo acontece. Mas não é isso que vou discutir. Sou de uma conduta de SEMPRE, proteger o paciente. Sim, porque ele não tem esse ‘nome’ a toa. Tem que ter muita paciência. Mas também sou de uma formação onde os médicos e nutricionistas (falo por mim) são pacientes. Mais que os próprios clientes pacientes.
Mas hoje vou defender a classe da saúde. Sejam eles médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonos, enfermeiros, T.O’s, etc. Nossa classe também precisa ser entendida.

Nós, profissionais da saúde, recebemos o tempo inteiro, pacientes que se dizem ‘desesperados’ (no meu caso, pra emagrecer) ou precisam ser atendidos ‘com certa urgência’. Pois bem, fazemos a consulta e esclarecemos tudo o que o paciente precisa fazer para alcançar sua meta. Mas nem sempre, mesmo com tanto esforço, conseguimos alcançar nossos objetivos. Por vários motivos. Mas dentre os vários motivos está o ‘terror’ da saúde: o não comprometimento do paciente.

Sim! Isso existe e é mais comum que você possa imaginar. Um medicamento que é passado e o paciente não toma corretamente; exames solicitados e não feitos; falta de periodicidade nos atendimentos; dieta não seguida; exercícios não feitos. Eu mesma já fui displicente uma vez que tive que fazer sessões de fisioterapia. 15, pra ser exata. E fiz 10. Resultado: um calo ósseo no dedo mindinho me acompanha pra sempre. Porém eu assumi a responsabilidade disso. A culpa não foi do fisioterapeuta! Não foi por falta de aviso (apesar do que, não temos a responsabilidade de ficar cobrando, como mães e pais), mas sim por uma falta de disciplina inerente a mim naquela época.
O ponto que quero chegar, para todos refletirem: você assume suas responsabilidades (no caso profissional da saúde x paciente)? Será que você, paciente, que procura um serviço de saúde, cumpre de acordo com a propedêutica proposta? Me refiro aos pacientes pois hoje não é dia de reclamar dos serviços de saúde (sim, sei que estão cheios de defeitos e de profissionais não tão competentes). Hoje é dia de perguntar se o paciente realmente está insatisfeito com razão. Ou se é apenas uma forma de mascarar a falta de responsabilidade própria. Afinal, jogar a culpa no outro sempre é mais fácil, não é?! O tratamento não está dando certo porque realmente foi prescrito de forma errada ou você não está seguindo o que foi pedido?

Pensem nisso!
Até a próxima!
Marina
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Uma resposta em “A culpa é de quem?

  1. Concordo com você, é sempre mais fácil jogar a culpa na outra parte pelo próprio fracasso.Por outro lado, é bastante cômodo, por parte dos profissionais de saúde, atribuírem 100% da culpa dos insucessos nos tratamentos de emagrecimento aos pacientes. Que profissional de saúde pode afirmar que, depois de 5 anos, realmente emagreceu mais que 20% dos pacientes? Nenhum dos 80% queria emagrecer ou o tratamento é insustentável no longo prazo?Não é o mesmo comportamento que você critica nos pacientes?

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