Tradição



Nem só de educação alimentar e baixas calorias vive o Batata Frita. Alimentação é também manifestação cultural, nem sempre de baixa caloria, mas sempre de altamente recomendada. Faz bem conhecer, entender e respeitar os hábitos alimentares de sua terra natal.

Esta idéia não é nova e é bem divulgada pelo movimento Slow Food, sempre presente na coluna aí do lado direito do blog :

O princípio básico do movimento Slow Food é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.

O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores.

“É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.Carlo Petrini, fundador do Slow Food

Por isto, O Batata Frita entra agora na campanha, que certamente pode ser encampada pelo Convivia de BH, para a preservação de um prato típico daqui – o famoso Tropeirão do Mineirão. Explico, é que com a reforma do Mineirão para a Copa de 2014, corre o boato de que vão acabar com o Tropeirão, já que os bares do estádio deverão ser administrados por alguma cadeia de lanchonetes

Conheça o Tropeirão

O Tropeirão original era servido no Bar número 13 , mas depois espalhou-se pelos outros bares do Mineirão.

Como descreve o Blog Baixa Gastronomia:

Na verdade, o tropeirão era um prato feito, muito bem servido, que custava cerca de R$7,00 e vinha em um prato de plástico, acompanhado de arroz, couve, torresmo, ovo frito e bife de lombo coberto por um espesso e saboroso molho de tomates.

O molho era preparado no próprio bar com pedacinhos de tomates, e tinha a função de dar mais suculência ao prato, não deixando que a comida ficasse muito seca e de difícil digestão.O bife de lombo era macio e bem temperado e a couve era servida crua e bem temperada.

O segredo do sabor do Tropeirão é que ele estava sempre fresco, uma vez que era preparado na hora, por isto era frequente, em jogos com maior movimento, que o estoque acabasse antes do fim do jogo.
Comer o Tropeirão era outro desafio. Além da grande quantidade de comida, o prato de plástico quente, queimava as mãos; a colher de plástico (sim, colher apenas – as facas e garfos eram proibidas no Estádio) dificultavam partir o bife e a falta de mesas para degustar a iguaria, faziam que você tivesse que se tornar um equilibrista, para manter o prato no colo, assistir o jogo, com toda a movimentação da torcida ao seu redor. Se fosse gol do seu time, não era raro ver tiras de couve e montes de feijão serem atirados para o ar em comemoração.

Vamos torcer para que haja alguma sensibilidade e para que esta tradição que vem desde a inauguração do Estádio, há mais de 40 anos atrás (1965), não seja sufocada por interesses apenas comerciais.

Em tempo, não me lembro de alguém que tenha passado mal após comer o Tropeirão e também nunca atendi casos de obesidade relacionados ao consumo excessivo do Tropeirão.

2 respostas em “Tradição

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